terça-feira, 3 de junho de 2008

SEGREDOS E MEMÓRIAS DE UMA MULHER ATRAENTE E DESPUDORADA- quinta parte



Texto do livro AS SETE FACES DE SEVERINA CAOLHA & OUTRAS HISTÓRIAS

A mascara cobre o rosto, mas não esconde o caráter, diria um escritor colombiano. Isso ocorria toda semana, nas segundas-feiras. Pesquisei nos livros da biblioteca sempre disfarçadamente e encontrei o tal gráfico desenhado no chão com sete velas pretas de sete dias. Era o símbolo de um demônio e a hora dele era a meia-noite de toda segunda-feira. Foi descoberto pela irmã Madalena. Engraçado que o rapaz que servia de cavalo para o demônio não lembrava de nada no dia seguinte. Descobri isso através dele mesmo. No início pensei que era uma dissimulação do demônio em carne e osso, mas depois percebi que não. Mas fui flagrada espionando o culto satânico. Uma dessas segundas-feiras, fui espreitar, era a terceira ou quarta vez que ia. Levei Olga comigo, foi meu erro. Ela ficou tão horrorizada que soltou um grito. Tivemos que sair correndo e perseguidas por uma horda de fanáticos. Conseguimos fugir e entrar na sala de música. No entanto todos desconfiavam de nós três do quarto. Eu, Olga e Letícia. Sobretudo eu. Tivemos que contar a Letícia, pois fora acossada por Maria Alcina e Cátia sob o consentimento e a autoridade de irmã Madalena. A Madalena que nunca se arrepende. Mas com muito jogo de cintura e esquivamentos fortuitos conseguimos que nos esquecêssemos. Já havia uma espécie de sindicância naquele convento dos infernos. Não foi só isso. Havia no convento uma interna chamada Felícia. Era cheinha sem ser gorda. Uma vez Letícia descobriu sem querer a razão das regalias que tinha a Felícia. Estávamos brincando de bola. Eu, Olga, Letícia, as demoníacas Maria Alcina e Cátia e outras meninas. Notamos a ausência de Felícia, mas nenhuma de nós nos importamos. Ela era muito metida a besta. E aí se descobriu a razão de tanta soberba exagerada. É incrível como as pessoas sempre tem algo a esconder. Mesmo os mais maduros. Ficam tão maduros que apodrecem. A bola caiu numa escadinha para um antigo porão desativado, eu acho. No meio dessa escadinha havia uma janelinha, bem empoeirada, quase que não dava pra enxergar nada do lado de dentro. Mas enxergamos. A Letícia subiu ofegante e com um riso irônico no rosto, bem sarcástico e zombeteiro. Ficamos todas curiosas. Sete ou oito rostos se espremendo para ver o que havia de fato do lado de dentro daquela janela. Era Felícia, padre Alberto que ia ao convento de quinze e quinze dias e a irmã Margarida. Outra freira do satanás que se mascarava de religiosa para deleitar-se ocultamente. Não vejo razão de se esconder libido, mas... Era um verdadeiro rendez vous. Felícia fazia um boquete em padre Alberto, chupava-lhe a glande. E a irmã Margarida masturba-se, massageando o clitóris com uma escova. Em seguida Padre Alberto penetrava em Felícia que não sabia se ria ou se chorava, mas gritava. A irmã do cão continuava massageando a entre - perna dela mesma, não se cansava. Acho que já havia gozado umas três vezes, pois a gente do lado de fora percebíamos o visgo ao redor das pernas. Uma sacanagem em sua denotação mais pura... (risos) Paradoxal, não é? Depois a felícia aparecia. Horas mais tarde entre nós. Trazia roupas novas e limpas, doces, chocolates e era a única que comia na mesa dos religiosos(risos). Provavelmente faziam aquilo há anos. Depois soube que as meninas que participavam do”ferro na boneca” (risos) por assim dizer, desapareciam misteriosamente.

Aos poucos fui lembrando do Júlio com menos intensidade, até sair e ir para o Rio de Janeiro...

SEXTA PARTE- sexta-feira 06/05

Um comentário:

Alexandre Lobão disse...

Oi Carlos!

Sua história tem um ritmo rápido, com frases curtas e praticamente nenhuma descrição do ambiente, deixando a maior parte da caracterização à imaginação dos leitores. Apesar de não ser um tema que me atrai em literatura - confesso - creio que o ritmo e o tema estão bastante alinhados, parabéns!
[]s!