quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

CONVERSA SEM SENTIDO PRA DEDÉU- de Carlos Vilarinho

Palavra, frase, morfema.
Ideia, pensamento, papel.
Período, parágrafo, fonema.
Fantasia, credo, labéu.
Sufoco, suor, emblema.
Grafia, desenho, céu.
Sapiência, ignorância, problema.
Natureza, off set ao léu.
Texto, significante/significado, teorema.
Conto, crônica, cordel.
Antônimo, sinônimo, clara ou gema?
Conversa sem sentido pra dedéu.
Índio, Alencar, Iracema.
Mais vale o tabaréu,
Que não liga para tema.
Ou melhor, ser pinel,
Levar a vida sem lema.
Impressão, imagem, papel.
Língua, reforma sem trema.
Leitura, cor, pincel.
Aaah, mas que dilema!
Ler as revistas Marvel,
Ou parar de escrever o poema...

7 comentários:

(Carlos Soares) disse...

Legal. A reforma sem trema.Está valendo mais o tabaréu.A revista Marvel mais que o poema

Gerana disse...

Está legal, cheio de humor, gostei bastante.

Max da Fonseca, disse...

Não é o tipo de poesia que eu goste, mas reconheço a preciosidade estética que ele contém...
Belo jogo de palavras, rimas legais...

gostoso de ler.

Abraço

Max da Fonseca, disse...

Não é o tipo de poesia que eu goste, mas reconheço a preciosidade estética que ele contém...
Belo jogo de palavras, rimas legais...

gostoso de ler.

Abraço

Bruno R.Ramos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruno R.Ramos disse...

Visito sempre o blog e não deixo comentários. Mas desta vez eu vou além, porque chegar aqui já é uma viagem virtual, mas ler o que escrito nesta blogosfera literária é outra viagem. Uma viagem através da consciência de um grande cidadão. Viagem? Sim, vai me perguntar o descuidado que não habituou às leituras do Carlos. Escritor da experimentação , cidadão engajado. Ele, no poema despretencioso, tráz a crítica universal. É mais que humano, é transcendente. Com sua poética preencher vazios e lacunas culturais. Em suas crônicas, constrói significados, vivências sociais e esperanças coletivas.
Com coragem denuncia o abuso da aculturalização e da mídia. Convivem com ele, privilegiados. É um articulado proponente cultural, É para nós que o lemos uma voz diferenciada, um educador, para os que incomoda um ruído ensurdecedor... manifesta-se como amigo da crença em se fazer melhor e bem mais pelo país. Por isso, amigo leitor, não podemos cruzar os braços. Escritores, não cruzem os dedos! Eu estou há muito esperando a oportunidade de ter este colega num mesmo projeto, pois é um ser realizador. Seja sempre bem-vindo, Vilarinho, grande Vila, grande Mundo, grande poeta!
O Vila ainda veio fazer escola...

Bruno Resende Ramos

Saudações literárias

Carlos Vilarinho disse...

Obrigado, Bruno! Todos que estamos no mundo literário temos a missão de educar, sim, de uma forma ou de outra, mesmo que os críticos digam que não é papel da literatura. Eu, você, o Max aí em cima, Gerana, os autores que seguem, o blog e os que estão por aqui postados temos essa missão sem se descuidar. Valeu pelas palavras.
Carlos Vilarinho