segunda-feira, 13 de julho de 2009

CRIME OCULTO - mais uma palhinha

Havia pensado anteriormente numa história de corno, mas não havia delegado, o traído era um trabalhador simples, do povo. Cheguei a construir o parágrafo, mas Ana Rosa me fez perder. Prosaicas as duas ideias, no entanto é o que se vê em todo canto: traições conjugais. Ainda mais na Bahia que o povo vive se esfregando, dançando, sambando. A crítica não aplaudirá, mas o senso comum, sim. Ora,se todos vivem com os olhos pregados em reality shows, em novelas sem apuro filosófico ou cultural nenhum, se todos querem mesmo é comentar ou fazer piadas sobre o outro. Rir do outro sem se melhorar. Não criar empatia. Eu também tenho direito de expressar o que sinto e vejo, afinal sou escritor, portanto meu conto é totalmente condizente com o leitor contemporâneo. O diabo é que as editoras só pensam em dinheiro, tenho que escrever algo que apele também para o comercial. O leitor gosta de sexo ou de novelinhas piegas de amor. Nada de Nietzsche ou psicologia analítica Junguiana...

3 comentários:

Gerana disse...

Realmente é uma pena que o escritor se veja dirigido forçosamente para temas que são mais comerciais.

Valdeck disse...

Olá, amigo Vilarinho...

Felizmente ou infelizmente, vivemos num planeta capitalista... Tudo é dinheiro, vantagem, lucro...

Na literatura, não poderia ser diferente. Afinal, as editoras são empresas e querem vender, lucrar com as histórias, contos, ficção etc.

Lutar contra esse sistema é uma briga de Davi e Golias. Mas tem saída. A internet é uma delas. Aqui, escrevemos o que queremos e lê quem estiver a fim.

Vale a pena, sim, ser autêntico e fazer o que se gosta. Que se danem todos os outros pensamentos... O que importa, mesmo, é dizer o que pensa e pronto!

Abração.

Valdeck Almeida de Jesus
Escritor, Poeta e Jornalista
www.galinhapulando.com

Gerana disse...

Seu comentário na postagem sobre a frase de Dostoiévski é realmente extraordinário. Gostei muito, vc disse tudo quando aponta que a diferença está nas pessoas e no modo como sofrem ou não, mergulham ou não no sofrimento.