<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928</id><updated>2012-01-08T15:44:44.463-08:00</updated><title type='text'>CARLOS VILARINHO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>202</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1487369001746717164</id><published>2010-04-12T13:45:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T13:50:52.071-07:00</updated><title type='text'>TEXTO IGNORADO</title><content type='html'>&lt;em&gt;Sinceramente, não lembro quando comecei a escrever esse texto. Tem nove páginas e não faço ideia de como continuar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Estavam todos no velório de Adroaldo. A igreja da Penha na Ribeira  estava repleta, sem espaço. Havia, um bom número de pessoas, desde o cais do porto até a Penha, todos conheciam Adroaldo. Boa-praça, curtidor. Gargalhava sempre. A sua risada era ouvida a trezentos, quatrocentos metros. Era ao mesmo tempo moralista e impudico. Alguns não o toleravam, como algumas irmãs da esposa Ceci, ele dizia que era despeito de cunhada. Jorge Espinhaço de Porco, o dono da peixaria da Ribeira e marido de Fátima, a amante gostosa que ele sempre se gabava em tê-la e por último a solteirona Rebeca, antiga namorada de Adroaldo a qual ele trocou por Ceci. Esses eram os mais evidentes. É bom que se saiba que Rebeca tem um filho, o Adriano, é mãe solteira, só que ela nunca revelou quem era o pai, a cidade baixa inteira suspeita que Adroaldo seja o genitor de Adriano. Os outros, ao redor, desde o Moinho Salvador, lá no comércio, estendendo-se a toda suburbana e evidentemente terminando na Ribeira, todos sentiam, amor e ódio por Adroaldo. Aquela história do negro período ditatorial, ame-o ou deixe-o .Sendo que ao fim todos o amavam, relevavam e depois irrelevavam, colegas de copo, de libações, mulheres e coisas afins. Sabiam que Adroaldo falava por falar, sem pensar, sem fundir o raciocínio inerente a cada frase. Por vezes e muitas vezes, magoava, chateava, aborrecia quem estava por perto, porém logo em seguida desfazia quase sem querer o mal-entendido. Adroaldo era dono de uma sabedoria que ele próprio desconhecia. Uma vez, durante a feijoada de um Exu, com muita cachaça, galinha ao molho pardo e uma sangria desatada, um pai de santo disse a ele:&lt;br /&gt;              _Olhe, filho, você é dotado de algo diferente dentro de você, huum, huum, ele, aquele ali, filho, que cuida de sua cabeça, não está contente com você, ele é sério e dotou você de sabedoria do mundo, do universo, que você cospe fora sem dar nenhum valor, cuidado, filho, cuidado...(enquanto olhava os búzios, houve um aviso) Filho, cuidado com o ponto preto, o ponto preto, tenha cuidado...&lt;br /&gt;              _Ora, ora, mais veja você, seu pai de santo, eu num acredito em nada, nem em Deus, acredito em mim, na feijoada, na galinha e na cachaça...Ponto preto!? Ponto preto, que ponto preto? Aaaah, tô lascado...&lt;br /&gt;              Carlinhos Pescoço de Galo, Lúcio Surubim, Edvaldo Donzelo, Luís Old Eight, Dorival Desmarcado. Essa era a turma de Adrolado Gargalhada. Todos estavam sentidos, mas Edvaldo Donzelo era o único inconsolável. Pelo apelido o leitor já deve desconfiar. Edvaldo iniciou-se sexualmente aos vinte e cinco anos. Até então era virgem, cheio de uma timidez que não o deixava conversar direito com nenhuma mulher. Adroaldo colocou em sua frente Lili Tabacão. Nua em pêlo. Lili era uma mulher bonita, não estudou, largada praticamente no altar, zangou-se e decidiu dar a todo mundo. Prostituiu-se. O epíteto que acompanha o nome de Lili já diz tudo. E Edvaldo esbaldou-se em cima, por baixo, de ladinho, na frente, atrás e assim por diante durante anos. Até que se casou com Marinalva Palito. Adroaldo não se cansava de gabar-se por ser o padrinho sexual de Edvaldo e este o reverenciava com fervor. Ai de quem falasse mal de Adroaldo Gargalhada na frente de Edvaldo Donzelo.&lt;br /&gt;              _Faça o favor de respeitar a memória de meu amigo Adroaldo, faça o favor de ir contar suas favas longe daqui, o que ele fez a você? O que ele fez? Adroaldo não teve culpa de sua mulher se engraçar com ele não, viu... Você que tratasse bem dela, desse carinho, respeito e sexo... Não deu e deu no que deu, agora fica se remoendo, falando mal do morto, se assunta, rapaz...&lt;br /&gt;              _Calma, Edvaldo, calma, rapaz, que é isso? Isso são horas de levantar segredos?...”Esse cara morreu de que, afinal?”&lt;br /&gt;              Carlinhos Pescoço de Galo interveio. Carlinhos era funcionário público, amigo forte de Adroaldo. Trabalharam juntos desde cedo. Possuíam a mesma idade. Carlinhos era um elemento esperto, tinha visão. Sabia ler nas entrelinhas, apesar de pouco estudo. Pescoço ingressou primeiro numa camisaria lá no Taboão. Era de um casal de velhos, seu Filomeno e dona Francisca. Lá pelos idos dos anos setenta, na alta ditadura. Começaram a criar tipos de camisas, estampas e vender. Pescoço, muito buliçoso começou a dar palpites nas criações. O velho Filó tomou gosto e o deixou na linha de frente da pequena empresa. Ele, Carlinhos Pescoço de Galo, mais do que depressa convidou Adroaldo para trabalhar. Não houve problema para convencer o velho Filó, que também gostava de conversa fiada. Adroaldo muito carismático ouvia as histórias do velho e gargalhava, aplaudia, insuflava. O velho Filomeno sentiu-se num grande palco, estrelando o espetáculo da sua vida. Já a velha Francisca, cismada e desconfiada, torcia o beiço quando via Adroaldo. Fazia caretas de desagrado, mas Adroaldo Gargalhada já havia caído nas graças do velho. &lt;br /&gt;              Dessa forma Carlinhos Pescoço de Galo e Adroaldo Gargalhada começaram a trabalhar juntos e sedimentar uma amizade de pré-adolescência. Nunca mais se separaram. Certa vez, um candidato a deputado federal foi à camisaria propor um serviço ao velho Filomeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sei não...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1487369001746717164?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1487369001746717164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1487369001746717164&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1487369001746717164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1487369001746717164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2010/04/texto-ignorado.html' title='&lt;strong&gt;TEXTO IGNORADO&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6778891360603573697</id><published>2009-08-26T09:10:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T09:20:55.221-07:00</updated><title type='text'>O MELHOR COLÉGIO DA BAHIA</title><content type='html'>Quando foi requisitado pela tia e madrinha para trabalhar como ajudante de porteiro no colégio de gente rica, classe alta na Orla de Salvador, Dedé tinha apenas quinze anos.  Maria Angélica, a tia madrinha, morava na capital baiana há dez anos e muito amava o sobrinho e afilhado. O viu nascer, melhor, ajudou o agora rapaz a vir ao mundo. Sua irmã, mãe de Dedé, morreu de parto. A criança ficara sozinha e nos primeiros cinco anos Maria Angélica cuidou como se fosse seu filho. No entanto assim que o pequeno ficou mais esperto, a tia contou-lhe toda a verdade. Dedé sabia ler e escrever, não tinha, entretanto base gramatical, separava sujeito de predicado e comia e acrescentava letras às palavras quando não existia, nem uma coisa nem outra. A intenção de Maria Angélica era colocá-lo entre os estudantes daquele grande colégio onde ela era secretária do diretor. Mas a idade avançada de Dedé não permitia que ele se misturasse entre os alunos de quinta série, esses na faixa de onze e se muito doze anos. Disse-lhe o diretor que a presença dele na sala de aula levaria constrangimento aos mais novos e a ele mesmo. Comprometeu-se o próprio diretor a tomar-lhe a lição três vezes por semana, para isso Dedé teria quatro horas de aulas, divididas em duas, às segundas e aos sábados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função que cabia ao garoto era simplesmente prestar a atenção nos crachás dos estudantes quando se adentravam no estabelecimento educacional. Não era permitido o acesso as dependências da escola sem o crachá e vez por outra havia esquecimento e troca do documento entre os colegas. Isso não era permitido, Dedé então teria que ficar de olho na foto e em quem carregava a insígnia diferencial no peito. O porteiro titular era o senhor Sílvio, a quem os alunos chamavam de “Aranha”. Já com cinquenta e cinco de idade e com a aposentadoria a coçar seu pensamento, Aranha não enxergava direito. Do lado de fora da escola, ficava Lulinha das coxinhas. Vendia coxinhas de galinha caseira. Lulinha vendia aos estudantes, e só fiava para depois cobrar sua mercadoria aos ricos efetivamente. Do outro lado, Alemão, era um com a cara vermelha. Provavelmente do sol, pois andava de um colégio a outro, havia três nesse pedaço, vendendo picolés. Os outros meninos que estudavam em colégios públicos e eram pobres, rodeavam os colégios de ricos e criavam rixas de todo o tipo. Jogavam entre si, os pobres e os ricos. Havia em algumas modalidades vantagens distribuídas. Por exemplo havia um menino pobre que nunca perdera uma só partida de buraco de gude. Era um negrinho mirrado e vivaz. Saia sempre com o dobro ou triplo das gudes que levava. Por outro lado, numa sala aberta à comunidade, havia jogos eletrônicos e os meninos ricos sempre levavam a melhor, evidentemente pela destreza e comodidade de ter em suas próprias casas aqueles brinquedos plásticos. Todas as segundas a algaravia do futebol tomava conta na entrada e na saída das aulas. Todos, pobres e ricos discutindo futebol. Uma outra turma recolhia-se mais ao canto sob a grande copa de uma árvore. Eram diferentes e conversavam como adultos que não eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aranha comentou com Dedé sobre um professor que todos respeitavam ou tinham medo, não sabia ao certo. Dedé estava ali desde o começo do ano e já durante as provas da terceira unidade tinha e fazia amizade com todos. Professores, estudantes, as moças da cantina, os rapazes da limpeza, e claro, seus colegas porteiros. Além dos meninos pobres que sonhavam estudar naquele colégio, mas não passavam do portão do grande estacionamento que ficava na frente da entrada principal daquele colégio de ricos. Ultimamente Dedé havia feito uma nova amizade. Conhecera um professor de Escrita Criativa do colégio público onde os meninos pobres estudavam. Esse professor pleiteou uma vaga no colégio dos ricos e conheceram-se na ante sala do diretor. O professor não logrou êxito com a vaga, mas com a amizade feita também passou a ajudar Dedé em suas lições semanais. O resultado desse empenho mútuo agradou muito ao diretor do colégio dos ricos que assediava descaradamente Maria Angélica a tia madrinha de Dedé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, Lulinha da coxinha ficava impedido de trabalhar, cuidava de todos em sua casa inclusive a mãe que sofria de labirintite. Quando Dona Elvira sofria crises do labirinto, Lulinha ficava em casa e o irmão mais novo do vendedor de quitute, Fábio, de treze anos, era quem se apresentava à porta do colégio de ricos para vender. Fábio deixava de ir à escola dos pobres para venderas coxinhas de galinha que Dona Elvira ensinara a Carmem, irmã de Lulinha e de Fábio  a fazer. Fábio fez uma amizade perene e sincera com Adriano da sexta série e doze anos. Filho de um deputado federal eleito pelo voto dos mais pobres nas últimas eleições em Salvador. O pai de Adriano foi quem prometeu tickets no valor de uma cesta básica aos bairros mais carentes, digamos assim, de Salvador. Entre eles; o subúrbio ferroviário, São Caetano, Fazenda Grande, Pau Miúdo, Caixa D’agua, Cajazeiras, Bairro da Paz, Calabetão, Palestina e Cosme de Farias. O pai de Adriano só perdeu em votos para o bisneto de um ex-grande político que governou a cidade da Bahia por quatro décadas. O pai de Adriano era do partido de oposição ao bisneto. Há quem diga que houve conchavos e tramóia política. Ninguém desmente essas palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor que foi reprovado no colégio dos ricos e passou a ser mestre oculto de Dedé, tornou-se militante de uma frente anarco-comunista. Difícil foi explicar como tornar-se ao mesmo tempo anarquista e comunista. Mas o professor de Escrita Criativa foi um dos mentores daquele movimento. Recrutou colegas no colégio público, uma boa parte aderiu, pois moravam em bairros pobres e viam constantemente e &lt;em&gt;in loco &lt;/em&gt;a condição que as pessoas viviam e o que lhes eram oferecido. Os professores do colégio do diretor que a cada dia intensificava o assédio a Maria Angélica, recuaram e foram tachados de pelegos. No momento da movimentação política e convocação dos docentes desse colégio, a zoada e balbúrdia que os professores da anarquia comunista faziam na orla de Salvador, onde predomina a classe média e alta, era  impetuosa, frenética e violenta, lá em cima na sala do diretor, Maria Angélica sofria o ataque decisivo “&lt;em&gt;Vai dar ou não vai? Se não, arruma suas trouxas, as suas e as de seu sobrinho perebento&lt;/em&gt;”. O diretor encaixou até o último pelo da virilha. Curioso é que nos momentos paralelos e que se seguiram à manifestação dos educadores por melhorias e até segurança, ocorria numa sala de aula do colégio dos ricos um sério incidente. O professor que Aranha comentara com Dedé sobre sua sisudez e seriedade ao conduzir seu trabalho foi humilhado e agredido com uma cadeirada por um aluno da oitava série, filho de um desembargador. Dissera o agressor que aquele trabalhador era simplesmente seu empregado e por isso ele teria que sucumbir às vontades e desejos dele, o pequeno patrão. Todo esse aparato lingüístico foi emitido na sala do diretor, depois dele depositar em Maria Angélica seu caldo viscoso. O empregado que não teve apoio do patrão maior foi encaminhado a uma clínica com ferimentos na cabeça e com a promessa do diretor em rever sua posição naquele unidade educativa, provavelmente ele não voltaria a exercer sua profissão, conseguida com sofreguidão e avidez em colaborar na transformação da sociedade. De fato os papéis estão transformados, foi o que lhe dissera o médico enquanto dava-lhe oito pontos na cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora, no mesmo dia e instantes antes ou depois do ocorrido com o professor empregado, a turminha que conversava como adultos e escondiam-se do sol sob a copa das árvores, passava de mão em mão e de boca em boca o cigarro que cheirava a mato queimado. Havia quatro ou cinco do colégio particular, dois intrusos pobres com a farda rota e um estudante de Publicidade, Propaganda e Marketing de uma faculdade paga. Esse um pouco mais velho, era exaluno da casa e virava mexia estava embaixo daquela árvore curtindo o ventinho e a lerdeza da viagem que lhe tomava depois das baforadas. Em rapidez, os fumantes começaram a discutir entre si. Soube-se então que três dos ricos esbofetearam o rapaz com a farda rota e lhe tomaram o que restava no bolso para pagar os quatro tragos que dera. O que havia no bolso eram uma borracha velha, um toco de lápis e um saquinho de amendoim. O outro que o acompanhava na empreitada ousada de misturar-se aos bons, prometeu que no dia seguinte distribuiria o geladinho que o irmão mais novo vendia para ajudar em casa e também para ele mesmo, o mais novo, comprar um caderno e um lápis. Safou-se, mas levou dentro de si a ameaça de voltar e cumprir o dito. Naquele instante ele pensou que voltaria, mas voltaria com a arma do amigo e vizinho Rubi para dar uma lição àqueles filhos da puta filhinhos de papai. Decidiu fazer como Rubi, em vez de usar, passaria a vender também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento sopra a vida tão naturalmente que os fatos nos furtam e tudo se apresenta corriqueiramente aos nossos olhos. No entanto o ser humano é muito mais do que uma simples visão, é impregnado de significados. Fábio vendia as coxinhas que a mãe fazia e cobrava da mesma forma que o irmão mais velho Lulinha. Sabia quem comprava fiado e a esses o negociante de coxinhas, seja o mais velho ou o mais novo, sempre avivava a memória. Adriano e Fábio conversavam e riam muito. Adriano não entendia, apesar de desconfiar, o motivo pelo qual Fábio deixava de ir à escola para trabalhar. Constantemente perguntava ao pai deputado que respondia “&lt;em&gt;a vida é assim mesmo, meu filho, uns são beneficiados e outros não&lt;/em&gt;”. Naquele dia comum e normal como todos os outros, cheio de novidades repetitivas, Fábio descansou a assadeira com as coxinhas em cima do muro que dá entrada para o grande estacionamento da escola particular. Havia dito a Adriano que esperava Eduardo, um dos que se escorava sob a copa da árvore. Eduardo não participou daquela negociação furtiva que os amigos tiveram com os dois gaiatos pobres. No entanto, estava em baixo da marquise da capela da escola namorando a filha de um famoso arquiteto. Prometeu a menina uma coxinha para atenuar a fome enquanto aula não terminasse de fato, estavam no intervalo e uma boa parte da turma era liberada para lanchar do lado de fora, pois a cantina era gerenciada por pretos imundos. Era o que Eduardo e sua turma sempre repetiam nos corredores livres da escola particular. Fábio cobrou a Eduardo as quatro coxinhas que ele devia desde a semana anterior. Eduardo fez bico e renovou o pedido “&lt;em&gt;quero mais duas, neguinho&lt;/em&gt;”. Fábio disse que não poderia vender enquanto ele não pagasse, eram ordens da irmã Carmem e do irmão Lulinha. Eduardo transformou-se e respirava ofegante. Falou friamente ao neguinho Fábio: ”&lt;em&gt;quero mais duas neguinho&lt;/em&gt;”. Fábio recusou-se a vender. Adriano reforçou a postura do amigo. Eduardo investiu contra Fábio, tinha algo luminoso na mão. Adriano tomou a frente e viu a barriga sangrar.  Eduardo tomou à força a assadeira e com as mãos de sangue levou duas coxinhas. Um para ele e a outra para a namorada que não reclamou e comeu rindo dos dois pequenos. Fábio desesperado socorreu Adriano, correu e chamou Dedé. Dedé chamou Maria Angélica que chamou o diretor. Este se apavorou quando viu de quem se tratava e o levou imediatamente ao hospital dando ordens aos policiais da ronda que retirassem todos os ambulantes ao redor da escola “&lt;em&gt;o neguinho das coxinhas agrediu meu aluno, tome providências com ele”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;O estudante de Publicidade da faculdade particular, tratou de fotografar os dois episódios, era, portanto onde havia provas cabais contra os alunos ricos e delinquentes. Propositalmente provocou a ira dos estudantes envolvidos. Extorquiu dinheiro dos camaradas. O deputado fora de si, o que é perfeitamente compreensível, disse em voz alta na porta da melhor escola da Bahia &lt;em&gt;&lt;&lt;em&gt;em&lt;em&gt;&gt;“&lt;em&gt;paga-se caro para uma educação fraudulenta, paga-se caro para viver dignamente, paga-se caro para ter quem pense por mim e paga-se caro para ver meu filho esfaqueado por um moleque de rua, esfomeado que não deveria ter nascido... Tudo aqui na Bahia é um absur&lt;/em&gt;do&lt;/em&gt;...”&lt;/em&gt;,&lt;/em&gt;&lt;/em&gt; palavras do deputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedé olhava uma moça distraidamente, ela fez careta e cara de nojo para o ajudante de porteiro. Era Zélia, aluna bolsista, sobrinha de seu chefe na portaria. “&lt;em&gt;Não se enxerga, não? Sou aluna, viu?”&lt;/em&gt;. Aquilo deixou Aranha morto de vergonha. Pediu desculpas a Dedé e repreendeu a menina longe dos olhos das coleguinhas. Zélia todos os dias contava às amiguinhas o privilégio de ser sobrinha do diretor. “&lt;em&gt;Ele é um amor comigo, manda me chamar na sala dele e diz que vai me transformar na mulher mais bela da Bahia&lt;/em&gt;”. Ele realmente diz isso e, claro, sabemos que o diretor não é o verdadeiro tio de Zélia. Tem quatorze anos e senta todos os dias no colo do diretor antes de ir para sala de manhã cedinho.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maria Angélica sentindo-se repugnante e cheia de asco chorava no banheiro. Só se entregara a um homem uma vez em trinta e dois anos de vida. Havia dois meses que namorava um peão de plataforma. Ele estava embarcado e chegaria no fim de semana. Ela não se sentia mais mulher do peão. Não era justo. Não era normal. Maria Angélica esfregava a boca e cuspia com violência, não imaginava que chegasse a tanto. Saíra uma vez com o diretor para almoçar juntos, a partir desse dia os assédios começaram. Depois de quatro anos como secretária. Verdade que como secretária dele só dez meses, antes era o avô quem tomava conta da escola e não era assim, como agora. O avô era disciplinador, honesto e bom. Maria Angélica quis pôr fim a sua vida. &lt;br /&gt;Fábio foi detido e levado para a Delegacia de repressão ao menor infrator. Adriano suspirava. Teve sorte, era um menino saudável e forte, mas provavelmente teria que fazer hemodiálise no futuro, pois perdera um rim. O pai deputado pensou com ele mesmo “ &lt;em&gt;o dinheiro que pagará a hemodiálise do meu filho será o mesmo que eu daria para as cestas básicas prometidas às famílias de monstros como o que deixou meu filho sem um órgão, que morram de fome os miseráveis”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois a manchete do maior jornal da Bahia foi que um traficante de nome Rubi matara a sangue frio três jovens da alta sociedade baiana. O delinqüente juvenil estava acompanhado de dois outros, um deles gritava em fúria “minha borracha, meu lápis e meu saquinho de amendoim, desgraçados...”. Nesse mesmo instante Maria Angélica servia novamente ao diretor e com uma tesoura repetiu no melhor estilo de Grace Kelly em &lt;em&gt;“Disque M Para Matar&lt;/em&gt;” o ato derradeiro. Dedé corria assustado para salvar os estudantes baleados sem êxito, só Aranha viu a fuga de Maria Angélica pela porta lateral da escola. Aranha sabia de tudo e automaticamente em conivência fez vistas grossas para a fugidia. Assim ele sabia que, sua sobrinha estava livre do iminente favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carlos Vilarinho 24/08/09&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6778891360603573697?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6778891360603573697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6778891360603573697&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6778891360603573697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6778891360603573697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/08/o-melhor-colegio-da-bahia.html' title='&lt;strong&gt;O MELHOR COLÉGIO DA BAHIA&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-191116786223898983</id><published>2009-07-26T17:35:00.001-07:00</published><updated>2009-07-26T17:35:41.181-07:00</updated><title type='text'>DESPEDIDA DE MIM</title><content type='html'>Quando me olhei de relance, no espelho da janela do quarto, vi a vida que passou por mim...&lt;br /&gt;Deixando suas marcas&lt;br /&gt;Cravando suas estacas&lt;br /&gt;Na minha pele&lt;br /&gt;Nos meus olhos &lt;br /&gt;Na curva do meu sorriso&lt;br /&gt;Vi a menina de doze anos me acenando de dentro de mim...&lt;br /&gt;No reflexo do meu rosto no espelho, vi minhas idades passearem em frente a mim...&lt;br /&gt;No espelhar da minha imagem de hoje, revi lances de quem fui...&lt;br /&gt;Tentei fixar a visão, mas tudo flutuou e recolheu-se como uma ostra dentro da concha.&lt;br /&gt;Prendi a respiração por um minuto, mas a imagem guardou-se dentro de uma parte funda em mim...&lt;br /&gt;A saudade agora molha meu rosto, antes de menina e agora de mulher...&lt;br /&gt;Muitos dizem que escondo minha verdadeira idade,&lt;br /&gt;Mas tudo que vivi está misturado dentro de mim &lt;br /&gt;E na gangorra dos anos, passo e repasso a lição de tudo que aprendi, de tudo que vivi, de tudo que jamais esqueci...&lt;br /&gt;Mas as dúvidas persistem:&lt;br /&gt;Sou eu mesma fora de mim, quando não me reconheço dentro de mim?&lt;br /&gt;Sou inteira dentro de mim, quando só vejo por fora, partes de mim?&lt;br /&gt;Sou apenas feita de papéis: de filha, irmã, namorada, amiga, amante, mulher, mãe...&lt;br /&gt;Onde estou eu? Para aonde vou eu? Quem sou eu?&lt;br /&gt;Só sei que quando vejo minha imagem no espelho, já não me reconheço mais no presente, absurdamente me revejo em tudo que já fui e sinto-me despedida de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alba Bagdeve&lt;br /&gt;19/04/08.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-191116786223898983?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/191116786223898983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=191116786223898983&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/191116786223898983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/191116786223898983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/07/despedida-de-mim.html' title='&lt;strong&gt;DESPEDIDA DE MIM&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-905251863848438510</id><published>2009-07-21T14:56:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T14:59:30.599-07:00</updated><title type='text'>TRÊS TIROS NUMA HISTÓRIA DE AMOR</title><content type='html'>...Nesses dias com Vadinho, na casa dele ou em Arembepe, quando inventei uma viagem relâmpago à casa de parentes para ficar ao lado do homem que me amava e me pegava com firmeza, pensei muito em sumir da vida de Lage...&lt;br /&gt;_Filha de Yansã tem a coragem no sangue, dona Harmonia.   &lt;br /&gt;_Oi, Joaninha, nem reparei você aí... Estava aqui tão dentro dos meus pensamentos...&lt;br /&gt;_Deu pra ouvir.&lt;br /&gt;_O que?&lt;br /&gt;_O que a senhora pensava...&lt;br /&gt;_Você ouviu o que eu estava pensando?&lt;br /&gt;_Mais ou menos, é como alguém me soprasse no ouvido suas palavras... O que a gente pensa fica no ar, podendo ou não acontecer, depende de nós mesmos.&lt;br /&gt;_Você quer dizer que o que eu estava pensando pode concretizar, não é isso?&lt;br /&gt;Joaninha balançou a cabeça afirmando.&lt;br /&gt;_Isso eu sei também, Joaninha, acontece que as coisas e os fatos que nos circundam não dependem só de nós...&lt;br /&gt;_Peça a sua mãe, que ela vai atender a senhora.&lt;br /&gt;_Minha mãe?&lt;br /&gt;_Yansã.&lt;br /&gt;_Já me disseram isso, mas... Não sei...  &lt;br /&gt;De fato já ouvira aquilo. Havia uma senhora que vendia comida baiana, eu sempre fui até lá às sextas-feiras. Era um restaurante bem humilde, perto do meu trabalho. Sempre fui sozinha, um dia ela me disse que eu tinha nascido filha das águas, mas que a guerreira dos trovões me tomou de roldão. Quando me sentava para fazer o meu pedido, ela mesma vinha me atender.&lt;br /&gt;_Eparrei, Oyá, Yansã dos trovões...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-905251863848438510?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/905251863848438510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=905251863848438510&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/905251863848438510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/905251863848438510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/07/tres-tiros-numa-historia-de-amor.html' title='&lt;strong&gt;TRÊS TIROS NUMA HISTÓRIA DE AMOR&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5128337359455624907</id><published>2009-07-13T15:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T15:42:14.531-07:00</updated><title type='text'>CRIME OCULTO - mais uma palhinha</title><content type='html'>Havia pensado anteriormente numa história de corno, mas não havia delegado, o traído era um trabalhador simples, do povo. Cheguei a construir o parágrafo, mas Ana Rosa me fez perder. Prosaicas as duas ideias, no entanto é o que se vê em todo canto: traições conjugais. Ainda mais na Bahia que o povo vive se esfregando, dançando, sambando. A crítica não aplaudirá, mas o senso comum, sim. Ora,se todos vivem com os olhos pregados em &lt;em&gt;reality shows&lt;/em&gt;, em novelas sem apuro filosófico ou cultural nenhum, se todos querem mesmo é comentar ou fazer piadas sobre o outro. Rir do outro sem se melhorar. Não criar empatia. Eu também tenho direito de expressar o que sinto e vejo, afinal sou escritor, portanto meu conto é totalmente condizente com o leitor contemporâneo. O diabo é que as editoras só pensam em dinheiro, tenho que escrever algo que apele também para o comercial. O leitor gosta de sexo ou de novelinhas piegas de amor. Nada de Nietzsche ou psicologia analítica Junguiana...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5128337359455624907?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5128337359455624907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5128337359455624907&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5128337359455624907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5128337359455624907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/07/crime-oculto-mais-uma-palhinha.html' title='&lt;strong&gt;CRIME OCULTO&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;mais uma palhinha&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1157106175505795190</id><published>2009-07-12T04:32:00.001-07:00</published><updated>2009-07-12T10:18:27.612-07:00</updated><title type='text'>CONVERSA SEM SENTIDO PRA DEDÉU</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;para Nélio, Elsa e Patrícia (amigos da velha guarda)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra, frase, morfema.&lt;br /&gt;Ideia, pensamento, papel.&lt;br /&gt;Período, parágrafo, fonema.&lt;br /&gt;Fantasia, credo, labéu.&lt;br /&gt;Sufoco, suor, emblema.&lt;br /&gt;Grafia, desenho, céu.&lt;br /&gt;Sapiência, ignorância, problema.&lt;br /&gt;Natureza, off set ao léu.&lt;br /&gt;Texto, significante/significado, teorema.&lt;br /&gt;Conto, crônica, cordel.&lt;br /&gt;Antônimo, sinônimo, clara ou gema?&lt;br /&gt;Conversa sem sentido pra dedéu.&lt;br /&gt;Índio, Alencar, Iracema.&lt;br /&gt;Mais vale o tabaréu,&lt;br /&gt;Que não liga para tema.&lt;br /&gt;Ou melhor, ser pinel,&lt;br /&gt;Leva a vida sem lema.&lt;br /&gt;Impressão, imagem, papel.&lt;br /&gt;Língua reforma sem trema.&lt;br /&gt;Leitura, cor, pincel.&lt;br /&gt;Aaah, mas que dilema!&lt;br /&gt;Ler as revistas Marvel,&lt;br /&gt;Ou parar de escrever o poema...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1157106175505795190?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1157106175505795190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1157106175505795190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1157106175505795190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1157106175505795190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/07/conversa-sem-sentido-pra-dedeu_12.html' title='&lt;strong&gt;CONVERSA SEM SENTIDO PRA DEDÉU&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5776747666232620173</id><published>2009-07-07T10:35:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T10:39:49.472-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Olá professor!&lt;br /&gt;Meu nome é Mandrágora, tenho 30 anos, sou dona de casa, por opção própria, tenho dois filhos, um menino de 15 anos e uma menina de 13 anos, adoro ler, cheguei a prestar vestibular para psicologia, mas precisei desistir do curso, pois precisava cuidar da minha família. Pesquisei os blogs de escritores baianos e encontrei o seu, achei interessante a forma como o senhor escreve, parece estar conversando com os leitores, é bem íntimo, isso é bom. Gostaria se fosse possível que o senhor abrisse um espaço para eu prestar uma homenagem ao Michael Jackson, cresci ouvindo suas canções, o meu filho mais velho também o adora. Se achar conveniente segue meu texto para sua apreciação. Grata por sua atenção&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESENCONTRO DE SI&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Michael Jackson não morrerá jamais, enquanto eternizado como mito pop pelos fãs, o menino sôfrego de carinho, de amor, numa busca frenética por aceitação, esse já estava morto e enterrado por doses maciças de química e cirurgias plásticas... Numa entrevista ele disse: sou uma pessoa solitária.&lt;br /&gt;E talvez por isso, o desenfrear de artifícios para compor a aparência idealizada como modelo perfeito, que despertasse aprovação, do outro mais próximo admirado, da família, da mídia, do mundo.&lt;br /&gt;Pensando nisso, algumas questões afloram pela incoerência de situações que remetem a um processo insidioso.&lt;br /&gt;O que faz uma pessoa falar minuto após minuto ao telefone, emendando um assunto no outro?&lt;br /&gt;Sentar pra teclar no PC com 05 internautas de uma vez só?&lt;br /&gt;Assistir as novelas sem perder um capítulo?&lt;br /&gt;Acompanhar os realities shows?&lt;br /&gt;Teclar com um desconhecido de apelido charmoso e cara sedutora que desemboca delírios e fantasias obscenas?&lt;br /&gt;Enquanto alguém está na sala ou dorme no quarto?&lt;br /&gt;O que tem em comum tudo isso?&lt;br /&gt;Seria ansiedade, fuga da rotina, medo da solidão, incapacidade de viver relações de troca com alguém real, sem estratégias mirabolantes que exijam mentiras de tamanhos variados do PP ao GG ou EXG, dificuldade de auto-aceitação, ou tudo isso junto e muito mais?&lt;br /&gt; É certo que o apaixonar-se tem sua dose de fantasia, pois se não fosse assim ninguém suportaria chegar perto, a idealização do amado é quase isso: SUPORTE para o que vem depois que é o  conhecimento de si mesmo através do encontro revelador com o outro...&lt;br /&gt; E às vezes não achamos nada de interessante em nós mesmos... A fruta do pomar vizinho é mais saborosa do que a do nosso pomar... É a curiosidade pelo que está além das nossas fronteiras que nos faz querer pular muros, desafiar armadilhas, transgredir, esgarçar o tecido da relação com aquele que nos fez enxergar o nosso verdadeiro tamanho, a nossa face sem disfarce, sem retoque ou maquiagem.&lt;br /&gt;E assim nos distanciamos do outro que se tornou o atestado vivo de quem fomos, somos e que poderemos ser... E corremos o risco de nos perdemos do nosso eu, da nossa história, dos fios que nos ligam a nossa essência.&lt;br /&gt;E em algum momento percebemos que mesmo tendo dinheiro não compramos compainha, que as válvulas de escape só nos levam a um beco sem saída onde já não nos reconhecemos e não podemos nos encontrar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Seguem o site e a letra para acompanhar essa bela canção composta pelo astro Michael Jackson que registra bem o seu sentimento e o de pessoas sensíveis como ele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=o8rYl6K2STc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YOU ARE NOT ALONE&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Another day has gone, I'm still all alone&lt;br /&gt;How could this be? You're not here with me&lt;br /&gt;You never said good-bye, someone tell me why&lt;br /&gt;Did you have to go, and leave my world so cold?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Everyday I sit and ask myself&lt;br /&gt;How did love slip away?&lt;br /&gt;Something whispers in my ear and says&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-That you are not alone&lt;br /&gt;I am here with you&lt;br /&gt;Though you're far away&lt;br /&gt;I am here to stay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-You are not alone&lt;br /&gt;I am here with you&lt;br /&gt;Though we're far apart&lt;br /&gt;You're always in my heart&lt;br /&gt;You are not alone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All alone, why, oh...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Just the other night, I thought I heard you cry&lt;br /&gt;Asking me to come, and hold you in my arms&lt;br /&gt;I can hear your prayers, your burdens I will bear&lt;br /&gt;But first I need your hand, then forever can begin&lt;br /&gt;(rpt 1, 2, 3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Just the other night, I thought I heard you cry&lt;br /&gt;Asking me to come, and hold you in my arms&lt;br /&gt;I can hear your prayers, your burdens I will bear&lt;br /&gt;But first I need your hand, then forever can begin&lt;br /&gt;(rpt 1, 2, 3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh...whisper three words and I'll come runnin'&lt;br /&gt;Fly...and girl you know that I'll be there&lt;br /&gt;I'll be there&lt;br /&gt;(rpt 2, 3, 2, 3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Not alone&lt;br /&gt;You are not alone, you are not alone...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You just reach for me girl&lt;br /&gt;In the morning in the evening&lt;br /&gt;You're not alone, not alone&lt;br /&gt;You and me, not alone, oh, together, together...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Pedido atendido, Mandrágora&lt;/strong&gt;.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5776747666232620173?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5776747666232620173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5776747666232620173&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5776747666232620173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5776747666232620173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/07/ola-professor-meu-nome-e-mandragora.html' title=''/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5151214401268892495</id><published>2009-06-29T15:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T16:16:45.353-07:00</updated><title type='text'>CRIME OCULTO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ÚLTIMO APERITIVO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos queriam que eu me tornasse, ou que tivesse consciência de que era um homem-penintente. Ora, mas que diabos! Eu estava estimando-me a mim próprio. Vivendo as emoções que um homem teria que viver até a sua morte. Será que depois de tudo que fiz, teria que viver sob clausura familiar? É muito cruel para um ser imaginativo e cheios de emoções e sensações que afloravam em mim por instantes e em cada momento. Soube dos comentários, das chacotas e desdéns. O vagabundo do Bartolomeu participou. Tudo isso a velha dos jornais me disse depois. Muitas vezes é assim que nasce um criminoso. Li uma vez no jornal um crime passional que o camarada não suportava mais a mulher. Mas foi uma coisa estranha, pois a mulher dava-lhe provas do seu amor todos os dias, mesmo sabendo das amantes que o indivíduo mantinha na rua. Pois ele não aguentou o amor. Foi sufocado pela onda da benquerença. Envenenou o leite que a mulher bebia todos os dias antes de dormir. Pôs o veneno e saiu, quando voltou ela estava morta. Fez tudo para parecer suicídio, mas a perícia descobriu tudo. Ironia da vida, o indivíduo é amado pela mulher que faz vistas grossas para as suas amantes. Dá-lhe tudo de bom e ele a mata por não admitir o amor sincero, a preocupação, a sinceridade e até cumplicidade nas falhas. Falha dele, do assassino. No entanto esse caso ficou nos anais do Direito pelo argumento que o advogado de defesa usou. Disse o bacharel que seu cliente era simplesmente um homem avesso às emoções. Falou ainda durante sua oratória que antes do casamento, o homem tinha avisado à mulher que ela não desse provas de amor nem shows de ciúmes apaixonados. Disse-lhe o marido que para ele bastava a cordialidade e franqueza que vem do coração, ele não era desses que precisavam de tanta generosidade feminina. E agora o desfecho, o homem foi absolvido e considerado pelo júri como um bom assassino. Ora, se existe um bom assassino, eu seria um assassino santo, ou um santo assassino, se matasse todos os fofoqueiros de plantão num bar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CRIME OCULTO, alguem tem ideia do que seja? &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5151214401268892495?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5151214401268892495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5151214401268892495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5151214401268892495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5151214401268892495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/06/crime-oculto_29.html' title='&lt;strong&gt;CRIME OCULTO&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-810083473665702648</id><published>2009-06-27T06:11:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T06:15:46.812-07:00</updated><title type='text'>TRÊS TIROS NUMA HISTÓRIA DE AMOR</title><content type='html'>_Lá pelo começo do século XIX, houve muitas rebeliões de escravos querendo a abolição, a mais importante delas foi em 1835, uma semana depois da festa do Bonfim (...) sim, Joãozinho, já existia festa do Bonfim, para ser preciso, Joaninha, era festa de Nossa Senhora da Guia, com a vigília sendo feita na igreja do Bonfim mesmo, só que nada deu certo...&lt;br /&gt;_Por que, seu Vadinho?&lt;br /&gt;_O plano, Joaninha, consistia em provocar balbúrdia pela cidade, espalhar incêndios e confundir a polícia, daí iam desarmá-los, havia alguns senhores da cidade que iam se juntar aos escravos e provavelmente a abolição da escravatura dar-se-ia primeiramente aqui na Bahia, mas a natureza puramente humana de dizer não às mudanças, ao novo, fez com que uma ex-escrava fizesse a denúncia... A tal mulher também nagô, mas emancipada, ouvira dois escravos conversando na língua deles sobre o que haveria de ocorrer, que chegaria mais gente de Santo Amaro e seria uma rebelião séria, com chances de dar tudo certo, aí a criatura deu com a língua nos dentes e tudo foi desfeito, mais ou menos isso, Joaninha...&lt;br /&gt;_Nossa, seu Vadinho! Que coisa! Um negro entregar o outro!&lt;br /&gt;_Pois é. Essa é uma prática infeliz e puramente humana, como já havia dito... E isso hoje está até regulamentado, tem mais, imagine, havia judeu que entregava outro judeu a Hitler, imagine... Existe um partido político que se diz de esquerda, ou de direita agora, que a prática retrograda e mesquinha do entreguismo e da vigilância constante no outro, stalinismo tupiniquim disfarçado de cortesia hipócrita, indignidade dissimulada para alcançar o poder, agindo nos bastidores e até que ganhou uma secretaria importante na prefeitura, mas isso é outra coisa... Então, se você for eleita a rainha do Ébano, lá no Malê de Balê já terá algo a falar sobre a revolta dos Malês.  &lt;br /&gt;_O senhor sabe é de coisa, seu Vadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui eleita rainha do carnaval, há uns cinco anos, se não me engano, seu Vadinho ficou orgulhoso de mim. Disse que o que havia falado na entrevista da televisão muito pouca gente sabia. Vi um certo desejo nos olhos dele. Nunca havia reparado no charme oculto que seu Vadinho carregava naturalmente. Achava que o nariz não deixava, agora acho que o nariz é o início do tom charmoso que se distribui em todo ele. Talvez ele tenha pensado em mim, sim. Mas quando soube que eu estava grávida de Joãozinho, desistiu. Eu também era desconfiada e medrosa. Tinha medo de Margarete. Ela propôs que eu vigiasse seu Vadinho. Queria saber se tinha outra mulher. Comecei a vigiá-lo, mas logo em seguida desisti. Muito pela arrogância dela. Seu Vadinho era um homem culto, inteligente e bem-humorado e depois daquela história de entreguismo de negro para negro, fiquei com vergonha de mim mesma. Fui fiel a ele. Mesmo assim Margarete tentava me persuadir, mas não cedi às chantagens soberbas que ela fazia para me intimidar. Amelinha desconfiou e perguntou bem sutilmente, mas com uma ponta de malícia o que significava os dois encontros meu e de Margarete que ela tinha visto. Fiquei sem graça, inventei uma história boba e desconversei. Sei que não saciei, nem a convenci. Ela só ficou mais tranqüila, quando presenciou minha conversa com seu Vadinho a respeito dos assédios de Margarete.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais de uma vez fiquei encantada com seu Vadinho. Mas houve um episódio que o meu enlevo por ele cresceu como lume que invade o breu da noite. E foi por essas palavras que me senti ninada por seu Vadinho. Apesar de a história ser contada por ele para Joãozinho. Contudo ouvi e percebi o real significado de a magia da vida como ele próprio repetia sempre. Foi uma história que contou para meu filho dormir. Uma história da noite. Acabamos todos pegando no sono. Até Amelinha que ouvia distraída o som da voz do tio a revelar a magia que há entre as noites. Ele contou que o mundo é noite, o seu estado próprio e peculiar é a escuridão. Entretanto não é para se ter medo do breu natural, pois o grande herói da terra venceu o seu inimigo com os truques da lua. O inimigo ao pensar que o teria nas mãos, que o derrotaria e humilharia o herói, por causa da noite e seus recônditos escuros, foi surpreendido pela lua cheia e pelo cometa que passara então na madrugada e magicamente clareou o terreno da luta final. O herói que mesmo assim já havia apurado as vistas para o embate com o inimigo da terra, foi beneficiado pela luz e claridade das estrelas, da lua cheia e do cometa. E montado em seu cavalo alado enfiou a lança no coração do dragão da escuridão. A lua cheia tão orgulhosa e feliz por ter ajudado o herói terreno brilhou mais intensamente, chamou o sol e com ele veio Aurora e seus dedos cor de rosa, onde a claridade do astro rei mostra aos homens todos os dias os detalhes da vida. Seu Vadinho saiu de mansinho e deixou todos dormindo. Acho que despertei levemente e o vi carregando Amelinha para a cama.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho de TRÊS TIROS NUMA HISTÓRIA DE AMOR novela de minha autoria prontinha para ser publicada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-810083473665702648?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/810083473665702648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=810083473665702648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/810083473665702648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/810083473665702648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/06/tres-tiros-numa-historia-de-amor.html' title='&lt;strong&gt;TRÊS TIROS NUMA HISTÓRIA DE AMOR&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6572070760210143552</id><published>2009-06-25T13:43:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T13:46:46.431-07:00</updated><title type='text'>SETE PORTAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Trecho 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atmosfera de safadeza insinuante própria da cidade da Bahia, a sabotagem, o desdém diante da desgraça operante em si mesmo e em cada um deles, somados a vontade incorruptível de baianos sérios e metidos a sério sem ser pôrra nenhuma. Sindicalistas que discutiam política ordinária, a política baiana medíocre que eles mesmos proporcionavam e a indolência disfarçada de crime insipiente contornavam Salvador. E no meio do olho desse vulcão em ebulição estava a Sete Portas. Coleirinha, canário da terra, canário belga e curió de até cem mil, também faziam parte da feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trecho 2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado Carlos Antonio era um homem sério e infeliz. Casado com uma mulher que não amava mais, que não lhe dera filhos e que lhe atazanava a mente com problemas fúteis. Gostava da prostituta Roberta que o jornalista Marco lhe apresentou, no entanto não se atrevia a tocar-lhe nem um fio de cabelo. Sempre ia ao puteiro, quando a puta o via, largava com quem estivesse para lhe dar atenção e conversar. Só conversar. O delegado tentava persuadir-lhe a mente impura a largar o sexo profissional. Ela ouvia, consentia, lamentava, condoia-se e às vezes até chorava. Mas não deixava de ser santa puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trecho 3&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se então uma perseguição frenética a partir de dentro da feira da Sete Portas. O indivíduo era branco e forte, feições físicas muito parecidas com o agente Augusto. O delegado, mesmo gordinho, era ágil e Marco Deville lépido como um ponta-direita, mas o facínora, devia ser ele realmente, corria como um guepardo. Guepardo entre elefantes. Derrubando bancas de frutas, atropelando os fregueses e correndo por entre os carros, os três seguiram em direção à Djalma Dutra, como que vai para o Dique do Tororó. O perverso com quase meio quilômetro de frente. O agente Augusto ao ouvir os rumores que instantaneamente tomara feira disparou saindo pela entrada principal por cima dos caranguejos e, sem saber, correu em outra direção. Foi para o lado do Aquidabã. Os gritos e algaravia dos feirantes e das pessoas no local o colocaram na direção certa, mas era tarde. O desgraçado apunhalador de bundas e cus subiu a escadaria que sai na Bela Vista do Cabral, travessa Barão de Sturdart, em Nazaré de quatro em quatro degraus. Nenhum dos três o alcançaria.&lt;br /&gt;O delegado já com os bofes a sair pelos pulmões, o jornalista de caruara nas pernas de tanto whyski e prostituta que fazia uso e o agente Augusto, o único que daria testa, estava atrasado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS TRECHOS NÃO ESTÃO NA ORDEM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O TEXTO TÁ SAINDO... AGUARDEM!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6572070760210143552?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6572070760210143552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6572070760210143552&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6572070760210143552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6572070760210143552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/06/sete-portas_25.html' title='&lt;strong&gt;SETE PORTAS&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4588045342703996906</id><published>2009-06-20T14:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T14:28:28.598-07:00</updated><title type='text'>SETE PORTAS (?)</title><content type='html'>Não se sabe de onde, nem quando aquelas atrocidades começaram a aparecer. Muito menos quem as fazia. Sabe-se, no entanto que em alguns bairros a crueldade era mais intensa. Ali em Brotas, por exemplo, da altura do Acupe, na sinaleira, até a Sete Portas, passando por Luiz Anselmo e Vila Laura, muitas vítimas compareceram à delegacia para prestar queixa. Ficando, contudo constrangidas em mostrar o ferimento. Diz-se também que houvera queixas na Calçada, nos Mares, assim como na Avenida Centenário e na Federação. Mas nada de concreto, muito boato do povo. Talvez houvesse casos dessa natureza, nesses lugares realmente. De fato, ouviam-se firmezas a respeito do caso, havendo até quem garantisse estar in loco na hora do ato. Outros, porém esquivavam e desconversavam descrentes. Apareceu até quem tivesse visto o facínora, mas, com medo, retraíra-se e reservou-se a socorrer a vítima. Muitos boatos davam conta que o perverso morava ou andava na Sete Portas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Um dia de sábado pela manhã bem cedo, lá na Baixa dos Sapateiros, vinha um cidadão gordo todo de branco, correndo esfolegado e terrivelmente assustado. Passou pelo Aquidabã, já correndo com dificuldade, onde inclusive derrubou um ambulante e sua mercadoria. E rumava desesperado em direção à Sete Portas. Mas o esforço veloz a que se submeteu limou o resto de condicionamento que ainda havia nos pulmões e nas pernas e ao pé da ladeira do Funil o gordo caiu estatelado na rua, soltando seu suspiro derradeiro. Muitos, a maioria farristas da noite de sexta-feira, assistiram a cena sorvendo cerveja e comendo mocotó com pirão. Contudo poucos ou quase nenhum percebeu em um zoom de ótica que logo atrás vinha um outro homem também correndo e que parou assim que viu o gordo deitar por terra todo o seu farto tecido adiposo. Era um homem branco-avermelhado, com poucos cabelos sem ser necessariamente careca e com uma cara carrancuda de bad boy. Atravessou a rua e ficou observando na esquina de uma ladeira contrária a do Funil, rua Prado Valadares. Espreitou minuciosamente todo o desenrolar da cena durante uns quinze minutos, provavelmente para certificar-se do óbito grassento. Ecoou então às seis da manhã na Sete Portas uma gargalhada diabólica. O gordo defunto estava com um punhal enterrado no ânus. Segundo o laudo médico, que depois todos tomaram ciência, o punhal rasgara o reto e boa parte do intestino, inclusive a aorta abdominal.Uma hemorragia interna foi a causa mortis. Dize-se que após a retirada do punhal o sangue jorrou junto com as tripas e o sarapatel que havia comido minutos antes de levar a punhalada no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POIS É... Esse texto aí deverá se chamar &lt;strong&gt;"SETE PORTAS"&lt;/strong&gt;, nem eu sei o que vai acontecer, ainda estou escrevendo... Espere também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4588045342703996906?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4588045342703996906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4588045342703996906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4588045342703996906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4588045342703996906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/06/sete-portas.html' title='&lt;strong&gt;SETE PORTAS (?)&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5227045888807231148</id><published>2009-06-17T15:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T15:36:33.359-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;TRECHOS DE &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;CRIME OCULTO &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;NOVELA QUE ACABEI DE ESCREVER...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ter ligeira consciência das coisas alguns dias antes do crime realizar-se de fato. E definitivamente, logo em seguida ao coma de três dias, depois da morte súbita do indivíduo. Diga-se que a criatura morria aos poucos, cada dia levavam um pedaço que lhe pertencia. Acordei disposto a fazer algo novo, diferente de que fazia todo domingo no bairro sombrio e enfadonho que moro. Costumava ficar no posto de gasolina escorado numa bomba de aditivos para automóveis desativada e beber latinhas de cerveja. Achava ridículo o que falavam nos noticiários a respeito de vender, ou não vender bebida alcoólicas naqueles lugares. Falsa moral, ninguém estava se importando com nada, nem com outro alguém mesmo. Querem é copiar tudo dos Estados Unidos, então que se venda bebidas à vontade para quem quiser beber, venda-se armas em cada esquina, ora essa! Vi a moça subir os degraus onde mora sua irmã. Essa moça assim que chegou, lançou para mim um olhar fatal de cio insaciável, aquilo estremeceu dentro de mim, havia algo no ar, em suspense. Mesmo assim lembrei minha mãe, sempre que alguma mulher me olhava faminta de mim, ela dizia &lt;em&gt;“não perca tempo com elas, trace-as, coloquei um homem no mundo para dar conta de mulheres”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;strong&gt; &lt;em&gt;OUTRO TRECHO EM OUTRO CAPÍTULO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi só isso, entre os quatorze, quinze anos currávamos bananeiras no fundo do quintal de minha casa. Tinha sempre na lembrança, durante esses momentos, a filha da faxineira. Juntava com outro amigo, o Valdomiro, e fazíamos um buraco na altura da nossa genitália e nos introduzíamos lá, como é visguento ficava parecendo uma vagina de verdade reagindo ao meu teor amoroso-sexual. Até que Serva Maria, a negra que tomava conta da casa, viu. Delatou-nos e depois se arrependeu quando viu as lapadas de cinturão que meu pai deixou em mim.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               &lt;strong&gt;  &lt;em&gt;OUTRO TRECHO EM OUTRO CAPÍTULO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia eu estava aborrecido. A mulher tinha cobrado mais atenção de minha parte, como se eu tivesse que procurá-la para amar novamente. Ora, foram trinta e cinco anos juntos, tivemos duas filhas já criadas e casadas. Cada uma com seu macho, eles que cuidassem delas de agora em diante. A mulher rezava ao deitar, rezava para pegar no sono, rezava para acordar, rezava para levantar... Diabo de tanta reza! Já não agüentava mais, então lhe perguntei o que ela fazia de fato na igreja se gastava toda a reza dentro de casa. Ela pensou que eu estivesse ciumando, ora, veja! Sorriu e dissimulou sensualidade pífia.&lt;br /&gt;¬“Ridícula!”&lt;br /&gt; Aquilo me aporrinhou tanto que saí de casa tremendo de desgosto e nauseabundo. Além de ter tomado duas cápsulas de Rivotril. Louco de dispepsia, ouvi o grito da mulher ao sair.&lt;br /&gt;“Estás sob a influência de Satanás, velho.”&lt;br /&gt;E mais, em tom bíblico:&lt;br /&gt;“Antes da ruína, vem o orgulho... Antes da queda vem a presunção”&lt;br /&gt;Assim cheguei à rua principal de Brotas, ofegante e enojado pelo aborrecimento causado por Regina Astrid que um dia foi uma bela mulher e levou-me para o altar. A moça com olhar de cio passou por mim e não pôs as vistas em mim como de costume...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;...espere, em breve CRIME OCULTO, minha novelinha impressa para você...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5227045888807231148?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5227045888807231148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5227045888807231148&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5227045888807231148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5227045888807231148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/06/trechos-de-crime-oculto-novela-que.html' title=''/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4034443836097668610</id><published>2009-06-17T01:38:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T01:41:39.310-07:00</updated><title type='text'>FILME</title><content type='html'>Olha só o que achei. Um filme baseado em meu conto "AS SETE FACES DE SEVERINA CAOLHA". Um trabalho de Adson e Álvaro, não os conheço mas são de Feira de Santana-Ba. Gostei ficou legal. Deem uma olhada.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=JV7L2YCzh4k&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4034443836097668610?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4034443836097668610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4034443836097668610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4034443836097668610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4034443836097668610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/06/filme.html' title='&lt;strong&gt;FILME&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6576628254472701931</id><published>2009-06-05T14:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T14:38:45.257-07:00</updated><title type='text'>PROLEGÔMENOS ACERCA DO AMOR- de Adriano Portela</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quadrilha &lt;br /&gt;João amava Teresa que amava Raimundo&lt;br /&gt;que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili&lt;br /&gt;que não amava ninguém.&lt;br /&gt;João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,&lt;br /&gt;Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,&lt;br /&gt;Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes&lt;br /&gt;que não tinha entrado na história.&lt;br /&gt;Carlos Drumond de Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproxima-se o famoso Dia dos Namorados. Aproveito para falar aos casais de namorados, mas não aqueles perdidamente apaixonados, dirijo-me, antes, àqueles outros que não são tão apaixonados assim. Aqueles que se gostam muito, e que se tratam super-bem, mas que têm a consciência de que um não é para o outro a maior referência afetiva, o chamado grande amor da vida. É, são muitos os casais assim! E é também para estes que é feito o Dia dos Namorados!&lt;br /&gt;Mora na cabeça de cada pessoa o antigo ideal de casar com a pessoa por quem ficar perdidamente apaixonado. O Romantismo passou, mas legou-nos esse ideal. Contudo, a realidade não é composta preponderantemente por casais amantíssimos – muitos não casaram com aqueles que desejavam, casaram sim com aqueles que a vida os providenciou, sem que eles esperassem. Muitos homens pensaram de se casar com aquela mulher capaz de cuidá-los e pela qual fariam tudo na vida. Muitas mulheres desejaram se casar com aquele homem ao qual elas escolheram para se entregarem intimamente, e o qual elas queriam que fosse o único em de suas vidas. Entretanto, outra foi a realidade! Quantos não vivenciaram a fantasia do amor imaginado? Quantos não se frustraram com a realidade que encontraram no meio da vida?&lt;br /&gt;Sói acontecer de vermo-nos um dia, não com a pessoa que mais amamos na vida, mas sim com outra inesperada, porém tão bem vinda, porque impressionantemente capaz de nos fazer felizes... e como encontramos pessoas assim! Quadrilha, de Drumond, faz-me pensar nos casais de namorados assim, feito dos desencontros amorosos, nesse balaio de gato que é a nossa vida. Isto porque as coisas não são todas arrumadinhas: João ama Teresa, que ama Raimundo, que ama Maria, que ama Joaquim, que ama Lili, que a ninguém ama. Desejos cruzados, vidas desencontradas: João vai embora, Teresa entra pro convento – Raimundo morreu de desastre. Maria ficou pra titia, e Joaquim suicidou. Lili, essa que não amava ninguém, casou com o J. Pinto Fernandes, um inusitado!&lt;br /&gt;No poema-história de Drumond, os amores não correspondidos provocam a falta de acerto na vida. Está tudo fora do lugar: Raimundo morre, Teresa entra pro convento, e João vai embora; Maria fica pra titia, suicida-se Joaquim. E cada um amou quem a outrem amou! Encontramos pessoas assim que, desencontradas, vivem perdidas por toda a vida. Mas não é delas que estamos falando aqui, iniciei dizendo que falaria aos casais que não se entendem perdidamente apaixonados, porque um ou outro não está com quem mais ama, ou não é aquele a quem o outro mais ama na vida.&lt;br /&gt;A vida é assim, um desencontro sem fim! Seja por uma falha na missão do cupido, seja por uma peça pregada pelo destino, vemo-nos nos braços de outrem que não a pessoa imaginada. Algumas vezes é porque literalmente não dava certo ficarmos com quem pensávamos ser a pessoa da nossa vida, não obstante deveras muito a amássemos. Tantas brigas, tantos desencontros, tanta humilhação nossa, que ficamos sentidos, mas preferimos mudar de vida. Isso acontece quando se dá aquilo que fala um poema supostamente atribuído a Mário Quintana: [Com o tempo, você] “Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você”.&lt;br /&gt;Talvez tenha sido isso que aconteceu com J. Pinto Fernandes. Não sabemos a sua história – ele não estava na lista da Quadrilha – no entanto, podemos supor que ele tenha se cansado de quem ele amava, e que tenha desistido de tentar insistir numa relação, só por consideração ao amor profundamente sentido. J. Pinto Fernandes, e seu casamento com Lili, é a metáfora destes casais a quem quero homenagear neste próximo Dia dos Namorados. No mesmo suposto texto de Quintana, lemos: “No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!” É, Lili por certo procurava alguém, já que não amava ninguém, e foi justamente por ela que J. Pinto foi encontrado. &lt;br /&gt;Pode ser que, mesmo depois de casado, recordando-se de quem deixara para trás, ele cantasse à guisa de Roberto Carlos: Você foi!/O maior dos meus casos/De todos os abraços/O que eu nunca esqueci. E não terá existido contradição nisto, caso tenha ocorrido: simplesmente não podemos extirpar de nós as lembranças de quem mais nos marcou. Não obstante isso, ele estava então com Lili, e não por falta de opção, mas por decisão. Loucamente J. Pinto teria prescindido do seu afeto, em nome de viver uma verdadeira felicidade. Realmente viver sem amor pode ser uma vida ignóbil, mas um dia talvez cheguemos à conclusão de que também viver sob a égide do seu ideal pode ser uma bobagem, uma vez que somos capazes de encontrar felicidade para além de quem nos referenciou o amor. E era isso, pobrezinho, pobrezinho, que eu queria dizer aos casais: não se espantem se vocês um dia se derem conta de que vocês amaram (ou ainda amam) mais uma outra pessoa que não esta de agora, presente em suas vidas. Bem-aventurados os que se encontram em situação diferente, mas parabéns para vocês outros porque neste dia vocês terão alcançado a fileira daqueles que tiveram a coragem de prescindir do amor idealizado, para serem concretamente felizes, decidindo-se por um outro amor.&lt;br /&gt;A todos vocês, um feliz Dia dos Namorados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Adriano Portela é escritor e padre, grande amigo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6576628254472701931?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6576628254472701931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6576628254472701931&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6576628254472701931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6576628254472701931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/06/prolegomenos-acerca-do-amor-de-adriano.html' title='&lt;strong&gt;PROLEGÔMENOS ACERCA DO AMOR&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Adriano Portela&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6923274539831274839</id><published>2009-05-21T09:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T09:39:32.537-07:00</updated><title type='text'>CRONISTA POLÍITICO DESSE BLOG-Jackson Vasconcelos com mais um texto pra refletir...</title><content type='html'>Com vivo interesse, acompanho a política brasileira desde o início da minha mocidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda garoto, estive presente nos corredores do Congresso Nacional, quando o governo militar determinou a sua desocupação e das galerias dos plenários das duas Casas, vibrei com os debates e pronunciamentos que encaminharam a votação frustrada da Emenda Dante de Oliveira; que construíram e homenagearam a “Constituição Cidadã”; que festejaram a eleição de Tancredo e choraram a sua morte, enfim, eu tive a honra de, bem de perto, presenciar os momentos mais importantes da reorganização política, depois da quartelada de 1964.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá, me pergunto sempre: afinal, o que houve com a política no Brasil? Por que diabos, ela perdeu o rumo e deixou de ser ciência ou prática sadia, para ser seriado policial?  No último final de semana, encontrei a resposta num pequeno livro publicado pela Editora Campus: “Cartas a um Jovem Médico” do doutor Adib Jatene. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, sem imaginar que estaria a responder a minha dúvida, que deve ser a de muita gente, doutor Adib, depois de contar as suas experiências com a medicina e com os governos, afirmou: “Por isso penso que o que falta no mundo moderno é formação filosófica. No passado quem determinava o comportamento da sociedade eram os filósofos. Dirija o seu pensamento à Grécia antiga, por exemplo, e veja que quem lhes tomou o lugar foram os negociantes. O cenário é idêntico ao de hoje, quando são os comerciantes que controlam e se beneficiam de todas as atividades..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6923274539831274839?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6923274539831274839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6923274539831274839&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6923274539831274839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6923274539831274839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/05/cronista-poliitico-desse-blog-jackson.html' title='&lt;strong&gt;CRONISTA POLÍITICO DESSE BLOG&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;-Jackson Vasconcelos com mais um texto pra refletir...&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2604303660408960402</id><published>2009-05-11T02:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T02:24:12.296-07:00</updated><title type='text'>ILUSÕES DO AMANHÃ- do Príncipe poeta Alexandre Lemos</title><content type='html'>Recebi um email com a solicitação abaixo. Li e gostei o poema do rapaz. Confiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Boa noite Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de excepcional. &lt;br /&gt;Excepcional é a sua sensibilidade! &lt;br /&gt;Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e peço que divulguem para prestigiá-lo. Se uma pessoa assim acredita tanto, porque as que se dizem normais não acreditam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema de um aluno da APAE&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ILUSÕES DO AMANHÃ &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que eu vivo procurando&lt;br /&gt;Um motivo de viver, &lt;br /&gt;Se a vida às vezes parece de mim Esquecer? &lt;br /&gt;Procuro em todas, mas todas não são você.&lt;br /&gt;Eu quero apenas viver, &lt;br /&gt;Se não for para mim que seja pra você. &lt;br /&gt;Mas às vezes você parece me ignorar, &lt;br /&gt;Sem nem ao menos me olhar, &lt;br /&gt;Me machucando pra valer.&lt;br /&gt;Atrás dos meus sonhos eu vou correr.&lt;br /&gt;Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder. &lt;br /&gt;Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê? &lt;br /&gt;Será que esse mundo tem jeito? &lt;br /&gt;Esse mundo cheio de preconceito. &lt;br /&gt;Quando estou só, preso na minha solidão,&lt;br /&gt;Juntando pedaços de mim que caíam ao chão, &lt;br /&gt;Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou. &lt;br /&gt;Talvez eu seja um tolo, &lt;br /&gt;Que acredita num sonho. &lt;br /&gt;Na procura de te esquecer, &lt;br /&gt;Eu fiz brotar a flor. &lt;br /&gt;Para carregar junto ao peito, &lt;br /&gt;E crer que esse mundo ainda tem jeito.&lt;br /&gt;E como príncipe sonhador... &lt;br /&gt;Sou um tolo que acredita, ainda, no amor".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2604303660408960402?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2604303660408960402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2604303660408960402&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2604303660408960402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2604303660408960402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/05/ilusoes-do-amanha-do-principe-poeta.html' title='&lt;strong&gt;ILUSÕES DO AMANHÃ&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;do Príncipe poeta Alexandre Lemos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4631812858033858006</id><published>2009-05-03T09:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-03T09:16:08.188-07:00</updated><title type='text'>IMPRENSA MADRASTA- de Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>O Presidente do Brasil governa uma Nação, que ocupa um território que tem mais de oito milhões de quilômetros quadrados, é relevante no contexto internacional e abriga:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.                           190 milhões de habitantes, dos quais mais de 120 milhões, eleitores compulsórios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.                           25 milhões de trabalhadores, com rendimentos que não ultrapassam um salário mínimo e 10 milhões que não apresentam renda alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.                           10 milhões de crianças na faixa de zero a quatro anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.                           11 milhões de famílias sustentadas por programas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um País que tem: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        Mais de um trilhão de dólares em Produto Interno Bruto , 34 ou 35% dele consumidos pelo Estado com o título de tributo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        Mais de cinco mil municípios, boa parte deles altamente dependente da repartição das receitas federais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        Mais de um milhão de servidores públicos federais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        Elevado grau de corrupção, violência e criminalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        200 bilhões de dólares em reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Dilma Rousseff é Ministra principal do Presidente do Brasil e por ele escolhida entre muitos para ser a sua sucessora. Está filiada ao segundo maior partido político e com ele controla os melhores instrumentos de campanha eleitoral do Estado Brasileiro: a máquina pública, o programa Bolsa Família e o PAC. Tem, portanto, potencial competitivo para vencer a eleição. Mas, como saber se ela será, de fato, a melhor escolha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa não dirá, nem oferecerá pistas, porque prefere comentar os resultados que a ministra obteve com a operação plástica; informar o que ela andou a fazer no tempo da clandestinidade obrigatória e agora, entender como ela administrará no conjunto, a agenda de trabalho e campanha com a necessidade de tratar um câncer linfático.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito menos resposta se terá dos programas eleitorais de rádio e TV e dos debates que ocorrerão durante a campanha, porque são peças teatrais em razão dos limites impostos pela legislação e das exigências feitas pelos juízes eleitorais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, que se corra o risco da escolha e se o resultado não for o melhor, fiquemos com a pecha de não saber votar. É o preço de viver por aqui! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jackson Vasconcelos é cronista político desse blog &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4631812858033858006?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4631812858033858006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4631812858033858006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4631812858033858006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4631812858033858006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/05/imprensa-madrasta-de-jackson.html' title='&lt;strong&gt;IMPRENSA MADRASTA-&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6911006500678343100</id><published>2009-04-27T16:59:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T17:01:24.495-07:00</updated><title type='text'>BIENAL DO LIVRO - de Miriam Sales</title><content type='html'>Realmente, é uma festa literária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ama os livros, vê-se rodeado por todos os lados de edições de autores clássicos e modernos, autores consagrados e jovens autores esperando consagração,ou ao menos,um lugar ao sol brilhante da literatura.Como diz o escritor baiano Antonio Torres:”a fila está andando”;com paciência e talento chegará a nossa vez.&lt;br /&gt;A Literatura é uma amante possessiva e sôfrega que requisita para si quase todo o nosso tempo; exigente e cara,até se colher os louros,muita água passará por debaixo da ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concorri com vários jovens autores baianos e me surpreendi com a quantidade de talentos que estão emergindo da obscuridade e um dia serão grandes; mesmo as propaladas “panelinhas” literárias  não deterão a marcha dos talentosos;os leitores sabem e,embora direcionados pela mídia ,logo,logo,se voltam para aqueles que realmente têm uma bela mensagem para passar.Escritores “midiáticos” fazem um sucesso relativo enquanto estão no “ar”,porém,como caudas de cometa,desaparecem e,ninguém fala mais deles;é o caso de certos “globais” e até-pasmem!-do próprio Paulo Coelho, de quem não vi um único livro nas prateleiras das editoras.Parece que o tempo dele passou e hoje existem centenas de paulos coelhos por aí ,dando sopa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento do CD”Maktub”, uma experiência maluca que quis fazer com um livro eletrônico deu certo; vendi todas as unidades durante os dez dias da Bienal.No dia do lançamento,23,uma quinta-feira,fui entrevistada pela TV Educativa e pelo canal da LBV;pois bem,pude avaliar a força da mídia:no fim de semana após a entrevista,quando eu entrava no Centro de Convenções,todos me cumprimentavam e apontavam:”aquela é a escritora da televisão”;resultado,os cd’s  foram todos vendidos;eu sei que é um bom trabalho,bem feito  com cuidado e carinho;mas,sem a ajuda da mídia,talvez não vendesse tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grande vantagem de uma bienal,  além da exposição ao público;ficamos conhecendo escritores,livreiros,distribuidores e sendo conhecidos por eles;no “Café Literário”,podemos debater com escritores do porte de Frei Betto,Ruy Castro,Nelson Motta,Antonio Torres;graças a uma interferência minha sobre Monteiro Lobato,recebi um convite de uma nova TV cultural que será inaugurada brevemente em Salvador,para fazer uma palestra sobre esse grande autor,assim que esse canal seja inaugurado;pessoas,na platéia,pediram meu e-mail,queriam saber onde era o meu stand,trocavam idéias comigo sobre literatura e arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a Bienal é interessante para o novo escritor; sim,ele deve participar.O Céu e os manes da Literatura não ajudam aquele que não age!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Miriam Sales escritora baiana.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6911006500678343100?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6911006500678343100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6911006500678343100&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6911006500678343100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6911006500678343100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/04/bienal-do-livro-de-miriam-sales.html' title='&lt;strong&gt;BIENAL DO LIVRO&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de Miriam Sales&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1159403204437745224</id><published>2009-04-24T01:42:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T02:05:51.908-07:00</updated><title type='text'>FOTOS BIENAL 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF-DwFYD3I/AAAAAAAAANY/HHDQDSp4HhU/s1600-h/100_1226.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF-DwFYD3I/AAAAAAAAANY/HHDQDSp4HhU/s400/100_1226.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328178437068164978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigo, excelente escritor Mayrant Gallo. Poucos conhecem literatura como Mayrant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF9fIRYjoI/AAAAAAAAANQ/409mCdAg78g/s1600-h/100_1237.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF9fIRYjoI/AAAAAAAAANQ/409mCdAg78g/s400/100_1237.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328177807905820290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigo, famoso quadrinista criador da TURMA DO XAXADO, vice-presidente da Câmara Cedraz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF9BGAaZ0I/AAAAAAAAANI/5eScioHGt-k/s1600-h/100_1250.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF9BGAaZ0I/AAAAAAAAANI/5eScioHGt-k/s400/100_1250.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328177291901691714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escritora Miriam Sales lançando livro no stand da Câmara Bahiana do Livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF8fZulw7I/AAAAAAAAANA/EvMZH5hMULg/s1600-h/100_1269.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF8fZulw7I/AAAAAAAAANA/EvMZH5hMULg/s400/100_1269.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328176713080095666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O poeta e amigo Geraldo Maia ligado no debate da Arena Jovem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF8E3E-SqI/AAAAAAAAAM4/V58fxb86czA/s1600-h/100_1291.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF8E3E-SqI/AAAAAAAAAM4/V58fxb86czA/s400/100_1291.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328176257102138018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gentileza de Frei Betto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF7mlpjk_I/AAAAAAAAAMw/sIxC3GiHJ-A/s1600-h/100_1288.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF7mlpjk_I/AAAAAAAAAMw/sIxC3GiHJ-A/s400/100_1288.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328175737027662834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O amigo das antigas e escritor Heitor Brasileiro Filho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1159403204437745224?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1159403204437745224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1159403204437745224&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1159403204437745224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1159403204437745224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/04/amigo-excelente-escritor-mayrant-gallo.html' title='FOTOS BIENAL 2'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfF-DwFYD3I/AAAAAAAAANY/HHDQDSp4HhU/s72-c/100_1226.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5123336980971016185</id><published>2009-04-23T01:51:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T01:56:44.396-07:00</updated><title type='text'>FOTOS DA BIENAL 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfAst45jXgI/AAAAAAAAAME/V1iAp4ptEbU/s1600-h/100_1190.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfAst45jXgI/AAAAAAAAAME/V1iAp4ptEbU/s400/100_1190.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327807526058810882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor mineiro Bruno Resende e Hugo Homem empolgados no discurso literário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfAsLaCJGII/AAAAAAAAAL8/0A85fSvTOUY/s1600-h/100_1189.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfAsLaCJGII/AAAAAAAAAL8/0A85fSvTOUY/s400/100_1189.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327806933657786498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;OS escritores Carlos Vilarinho e Hugo Homem descontraindo na Bienal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5123336980971016185?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5123336980971016185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5123336980971016185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5123336980971016185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5123336980971016185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/04/os-escritores-carlos-vilarinho-e-hugo.html' title='&lt;strong&gt;FOTOS DA BIENAL 1&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SfAst45jXgI/AAAAAAAAAME/V1iAp4ptEbU/s72-c/100_1190.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5611323978384785222</id><published>2009-04-20T15:50:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T15:51:40.893-07:00</updated><title type='text'>E A VIDA SEGUE- de Jackson Vasconcelos </title><content type='html'>Ontem, domingo 19 de abril, o jornal O Globo publicou no precioso espaço da primeira página, com chamada e foto, a entrevista que o repórter Chico Otávio fez com o ex-funcionário do Senador Gerson Camata (PMDB-ES), economista Marcos Vinícius Moreira de Andrade. Claramente, mais um caso de delação não premiada.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito trabalhou 19 anos com o Senador numa relação demonstrada pelo jornal como sendo de estrita confiança e confidência, que o beneficiou com nomeações e empregos bem remunerados. Mas, mesmo assim, ele resolveu, depois de demitido, denunciar o ex-patrão por desvio de dinheiro público e por outras coisas e crimes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Chamado pelo entrevistador de “discreto economista mineiro com 56 anos”, Marcos Vinícius pintou a fisionomia de um experiente ladravaz na imagem impoluta do seu ex-chefe.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Sem maiores considerações, fico com o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Se confirmadas as denúncias, Marcos Vinícius foi espontaneamente cúmplice e, portanto, criminoso em todos os crimes que atribui ao ex-patrão. Se não confirmadas, o sujeito é um leviano, mas também criminoso, mas do crime de calúnia e difamação. E, confirmadas ou não, ele é comprovadamente um mau-caráter e neste quesito dispensa comentários.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, Marcos Vinicius, ex-Marcos Camata, é um pobre diabo, representante do clã dos otários, porque deveria saber, pelo historio político do povo brasileiro e pelo caminhar dos assuntos semelhantes, que o seu depoimento ou desabafo só serviu ao repórter, que sem muito trabalho, construiu uma matéria que mereceu cobiçado espaço de divulgação e garantias do bom salário que ele deve receber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, culpado ou não - no Brasil o fato já não é relevante há bastante tempo - o senador, mais tempo ou menos tempo, voltará à vida normal e se perder a eleição, com certeza, não será por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Camata ou Marcos Vinícius, depois do serviço que prestou ao repórter, cairá em desgraça. E , o sujeito está apenas com 56 anos, numa sociedade que cobra vida ativa até após os setenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população? Torceu o nariz quando leu a notícia, com a certeza de que não será a última, na série que a imprensa oferece quase todos os dias de exemplos de corrupção, de mau-caratismo ou de injustiças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a vida segue.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jackson Vasconcelos é cronista político desse blog.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5611323978384785222?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5611323978384785222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5611323978384785222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5611323978384785222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5611323978384785222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/04/e-vida-segue-de-jackson-vasconcelos.html' title='&lt;strong&gt;E A VIDA SEGUE&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;&lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-8157470851016924047</id><published>2009-03-13T10:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T10:44:40.735-07:00</updated><title type='text'>FORMA - de Camila Vilarinho</title><content type='html'>Reflexão que considero sem fundo e fim.&lt;br /&gt;Percepção em digestão, ponto de partida: uma visão.&lt;br /&gt;A fôrma-boa buscada no todo à parte.&lt;br /&gt;Será essa boa forma?&lt;br /&gt;(Por) Enquanto ( , ) meu campo vibra em força (?)&lt;br /&gt;Encontros desbotados eu deixo vívido, sou figura e vou ao fundo no meu objeto.&lt;br /&gt;Mergulho e outro desata (o).&lt;br /&gt;Percebo, reflito penso e sinto. (movimento)&lt;br /&gt;Uma gota cai no lago, ele treme inteiro...&lt;br /&gt;Busco.&lt;br /&gt;Outro.&lt;br /&gt;Chave.&lt;br /&gt;Abre.&lt;br /&gt;Fecha.&lt;br /&gt;Feixos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-8157470851016924047?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/8157470851016924047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=8157470851016924047&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8157470851016924047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8157470851016924047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/03/forma-de-camila-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;FORMA&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Camila Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4186792508853304562</id><published>2009-03-09T14:35:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T14:37:40.884-07:00</updated><title type='text'>O QUE É POESIA? (pequeno estudo pré-iberogrecoromano) de Geraldo Maia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Geraldo Maia - poetanada &lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez o Rei Hunac Ceel chamou ao seu palácio em Mayapán alguns poetas para conversarem acerca do que seria a poesia já que o povo a consumia com apetite e a mesma andava na boca de todos com sabores diversos em falas distintas e linguagens as mais estranhas e talvez até inadequadas para veicular a arte de falar e escrever em versos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nualtl Tantak Yllimá foi chamado a dar a primeira impressão sobre o assunto, o que ele pensava e sentia sobre a arte de inventar poemas. Sábio, o nualtl (assim eram chamados os poetas entre os Maias) começou a falar de modo contido e suave, sua principal característica. "O poço da alma é feito de pedra memória com um sol ainda sem fermento ou punho, tudo o que nele derrapa tem olhos de lago porque há uma montanha sem lastro em seu silêncio, um vendaval sem cintura em sua reza, e a conversa da lava chega forte e rápida e o seu rastro tem o veneno curvo do alabastro". Essa tradução fiz ao pé da letra, mas podem lê-la no original no livro, "O Livro Puma de Chinzé Amilatl", um dos poucos que conseguiu escapar da fúria civilizatória iberogreco-romana que se abateu de modo macabro sobre as avançadas civilizações de Abya Yala (Terra Fecunda, conhecida também como América). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse livro tem o miolo todo confeccionado em papel de seda da Índia, de altíssima resistência, e tem a capa em pele de Alpaca tratada pelo tradicional método asteca de preparar capas para brochuras. Os Maias escreviam muito bem, mas os Astecas eram o verdadeiros "reis" da produção gráfica. Era comum a presença de artistas gráficos oriundos da China nas oficinas astecas. Assim como era possível encontrar professores de escrita chineses nas bibliotecas maias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso que ainda não domino por completo o idioma Maia, um dos mais complexos do mundo, bem similar ao chinês de onde origina trazido pelos sumérios através do estreito de Bhering antes do descongelamento e afastamento das placas teutônicas entre os continentes de MU e Atlântida, mas com certeza trata-se de uma versão bem próxima à original. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, voltando ao encontro dos poetas maias. Hunac Ceel manteve-se impassível. Então Chaap Mutl, considerado o mais importante dos nualtls (poeta) do império maia chamou para si o jogo e disparou: "Oh, ventre do horizonte vencido, carne de mar penetrado com a lança da saudade, tu, que a noite devora enciumada, deixai que essa semente do sem fim encontre abrigo em tua barra de olvido, e que mesmo despedaçada a manhã de olhos de coiote consiga saciar esse teu pranto", e como o silêncio insistia após as falas só o Rei mesmo para usar da palavra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tivemos até algumas novas pedras preciosas de poesia Maia em Texcoco, nesses últimos tempos, novas vozes alvissareiras e a transformação evolutiva de muitas das então conhecidas, mas na verdade ainda pouco sabemos do que seja poesia. Podeis declamar ou falar belos poemas, sem dúvida, mas quem define esse "belo"? O povo nas ruas ou os belos nualtls aqui presentes? Eu posso até decretar, mas não creio que resolvesse de pronto, que a poesia está em toda parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pirâmide que abriga esse palácio por certo é poesia pura, do tipo pedra e argila, dos jardins emerge a poesia das pétalas e plumas, do ourives a poesia da paciência como arte, dos meus valentes guerreiros a poesia dos campos de vitória ou esquecimento, a mesa farta os aguarda, meu poderosos nualtls, onde encontrarão do dourado e saboroso askinin (porco) ao chinchiutl (vinho) de uvas especiais, verdadeiro sumo de Chaac Mul, a deusa da água, mas tudo isso é fruto da poesia culinária, a arte de inventar dos canteiros e campos de caça os pratos mais saborosos e belos e as bebidas cheias de malícia e poder. Até meu gato, esse siamês sutil e feiticeiro é mestre em inventar canções com a lua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, venham comigo até a varanda, lá está nossa mama, linda e toda prenhe do sol, e sua gravidez solar é capaz de riscar os mais belos poemas nos olhos da noite. Nada a assusta, nem a ameaça do amanhecer com a presença dominante do nosso amado taita, ela se mantém altaneira, seu amor a faz resistir aos caprichos do tempo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mistério da poesia paira sobre nossas palavras que por si só se retraduzem e se ressignificam a cada instante num processo de morte e ressurreição da linguagem. Para existir, a poesia destrói os códigos da linguagem, as leis da gramática, os rituais da norma, só assim pode criar a sua própria, a linguagem poética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, para mim, caros nualtls, é apenas parte do meu aprendizado, ainda bem superficial. Cabe a vocês a palavra. A mesa é farta e nos espera. Estou com muita fome. O que vocês preferem? Comer ou recitar?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo Maia é poeta da Praça das antigas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4186792508853304562?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4186792508853304562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4186792508853304562&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4186792508853304562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4186792508853304562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/03/o-que-e-poesia-pequeno-estudo-pre.html' title='&lt;strong&gt;O QUE É POESIA? (pequeno estudo pré-iberogrecoromano)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Geraldo Maia&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-823747904378869359</id><published>2009-03-06T17:04:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T17:07:07.143-08:00</updated><title type='text'>OS SENTIDOS DA MULHER- de Fátima Vennuti</title><content type='html'>Entre o silêncio e a verdade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inquietude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o olhar e a devoção,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A complacência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o toque e a súplica,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feminilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a fala e a lágrima,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o perfume e a paixão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o verbo e o adjetivo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Único substantivo feminino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fátima Vennuti&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;é escritora paulista membro da Academia Paulista de Letras e associada da Câmara Bahiana do Livro.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-823747904378869359?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/823747904378869359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=823747904378869359&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/823747904378869359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/823747904378869359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/03/os-sentidos-da-mulher-de-fatima-vennuti.html' title='&lt;strong&gt;OS SENTIDOS DA MULHER&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Fátima Vennuti&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-523024324440551729</id><published>2009-03-01T14:01:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T14:02:51.738-08:00</updated><title type='text'>TERRA AGRESTE - de Manuel Jorge</title><content type='html'>Se queres o céu, eu te dou o inferno;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres descanso, eu te dou a purgação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sonhas com o azul, eu te jogo nas trevas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E te faço escravo do meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vislumbras o verde, eu já sou a terra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres a luva, eu te dou o facão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres a física, eu te dou a enxada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E trabalha escravo no meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde roças carícia me deixa maluca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que de tantas delícias já sinto paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensas em outra, eu já fico louca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E prometo ser fértil até no verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perco o ritmo, já trocas de roupa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que era escravo, já é Lampião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monta cavalo, ganha o asfalto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deixa as marcas no meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-523024324440551729?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/523024324440551729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=523024324440551729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/523024324440551729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/523024324440551729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/03/terra-agreste-de-manuel-jorge.html' title='&lt;strong&gt;TERRA AGRESTE&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Manuel Jorge&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6210773908089055126</id><published>2009-02-24T14:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T14:03:14.731-08:00</updated><title type='text'>FESTA PAPA-LARES- de Luiz Britto</title><content type='html'>As festas populares, na Bahia, pelo seu gigantismo e absurdo, acabaram passando de festas populares para festas papa-lares. Importunam moradores, desrespeitam direitos constituídos, invadem propriedades, criam transtornos variados, tornam privadas as áreas públicas, tornam-se exemplos insuportáveis de poluição sonora e ambiental — e isso para gáudio de alguns, lucros astronômicos de uns poucos, e a ganância da Prefeitura, sempre falida e sempre pronta pra novos saques. Ao invés de se portar como o fiel da balança, um elemento confiável e regulador, justo, soberano, guardião da lei e da ordem, dos direitos dos seus súditos, mostra-se na sua face mais adversa e cruel. A de criadora e fomentadora de males, a permitir um verdadeiro exército de invasão, a ocupação maciça e atrabiliária de boa parte da cidade, com prejuízos e aborrecimentos para os mais fracos e indefesos.&lt;br /&gt;De pequenas e limitadas festas de pescadores, ingênuas devoções populares, manifestações razoáveis de regozijo carnavalesco, chegamos aos mastodontes dos tempos atuais. Ainda há pouco tempo nada menos que 70 trios elétricos faziam fila para participar da Festa do Bonfim — ou seja, infernizar uma imensa área populacional em volta da igreja, doa a quem doer. E isso foi se repetindo na Pituba, Rio Vermelho, Itapoan. Todas as antigas e ingênuas devoções populares, católicas ou do candomblé, ganharam um vulto grotesco de festa profana, exploradas pela mídia, pelas agências de turismo, hotéis, distribuidoras de cerveja, donos de trios elétricos, bandas, chancelas oficiais, demagogia dos políticos &amp; quejandos.&lt;br /&gt;Nenhuma festa popular, porém, ganhou o gigantismo do Carnaval. Nunca os lucros foram maiores, e também nunca foi maior o incômodo a terceiros. Nem todo mundo é rico, tem casa de campo, parentes no interior, residências de veraneio. Nem todo mundo quer sair ou pode sair do seu canto. E, no entanto, tem que aturar — se mora na Barra — nada menos que 7 dias de folia, zoada, transtorno. Se há alguém doente, não há como sair de casa. Não há como uma ambulância chegar a certas ruas. A zoada ensurdecedora, de imensos Boeings levantando vôo, desses trios elétricos, está aí, a dois passos de sua casa, a dois passos do Hospital Espanhol.&lt;br /&gt;Antes, já houve uns exames mentirosos, umas multinhas ridículas para os infratores, uma tentativa canhestra de se regular a altura do som dos trios elétricos. Depois, isso caiu por terra. O dinheiro, a ganância, sempre falam mais alto. Nossa Prefeitura nanica acabou desistindo do seu papel ridículo, deixou a água rolar. Seja o que Deus quiser. A velha lei da Bahia: os incomodados que se mudem. Quem não agüentar, fuja, vá pra longe.&lt;br /&gt;Os passeios estão tomados, as ruas, avenidas, hotéis cheios, vem gente do interior, de todas as periferias, navios e aviões estão chegando, despejando mais e mais carnavalescos. A excitação vai ser grande. Segundo os cânones da Bahia, festa é sinônimo de zoada. Se não há zoada, bastante zoada, a maior zoada possível e imaginável, não há alegria e nem felicidade. E, então, tome zoada e tome bagunça — o nosso lema eterno, a “ordem e progresso” de nossa bandeira particular, a bandeira que rege esse pequeno burgo. Salvador ou, melhor, a Barra.&lt;br /&gt;Mas, quem quer sambar, sambe — mas quem não quer? Não teria direito a uma indenização, por ser forçado a abandonar seu lar, contratar seguranças e caseiros? Isso não se pensa. E aí está o outro lado, e perverso, da moeda.&lt;br /&gt;A irresponsabilidade civil da Prefeitura, dos que se locupletam com o esbulho dos direitos alheios, direitos sagrados de bem-estar, conforto e segurança, vilipendiados nesses 7 dias de guerra civil não-declarada, que é o Carnaval da Bahia.&lt;br /&gt;Quem duvidar, venha assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Demais crônicas de Luiz Britto no arquivo Crônicas do site http://www.bahiapress.com.br/ &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6210773908089055126?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6210773908089055126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6210773908089055126&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6210773908089055126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6210773908089055126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/festa-papa-lares-de-luiz-britto.html' title='&lt;strong&gt;FESTA PAPA-LARES-&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Luiz Britto&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-3525526231950045943</id><published>2009-02-21T12:54:00.000-08:00</published><updated>2009-02-21T12:59:33.578-08:00</updated><title type='text'>CARNAVAL-2009 de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>&lt;em&gt;Podexá&lt;/em&gt; que eu vou,&lt;br /&gt;Subir a ladeira aos empurrão, &lt;em&gt;dotô&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Podexá&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dêxa&lt;/em&gt; que sirvo&lt;br /&gt;Corda, cuspe, indiferença e aluá.&lt;br /&gt;Ah, eu vou sim,&lt;br /&gt;Rasgar abadá de cetim&lt;br /&gt;Murro embaixo, murro em cima,&lt;br /&gt;Zanzando, pulando, exu querubim.&lt;br /&gt;De antemão lhe digo&lt;br /&gt;Venha cassetete, cuzão, fardado chinfrim.&lt;br /&gt;Ah, eu vou fudê sem fim.&lt;br /&gt;Loura, trançado enganado,&lt;br /&gt;Cabocla de beijo molhado,&lt;br /&gt;Enfezado.&lt;br /&gt;Neguinha quente, beiço, cabelo&lt;br /&gt;Volta em branco tostado.&lt;br /&gt;Tomaram minha avenida,&lt;br /&gt;Tem nada não,&lt;br /&gt;Choque de nariz na mão.&lt;br /&gt;Festa de povo, não.&lt;br /&gt;Festa de homem quebrão.&lt;br /&gt;O jegue, o povo, o cartaz...&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Foda-se, foda-se, foda-se”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nu em cima do caminhão,&lt;br /&gt;Se fosse Zé. O camburão.&lt;br /&gt;Venha e medite no Farol,&lt;br /&gt;A orixá turvará seu sol.&lt;br /&gt;Ou o asfalto negro&lt;br /&gt;E as águas revoltas&lt;br /&gt;Salgadas em brumas&lt;br /&gt;Vão corroer seu sorriso, sua alma,&lt;br /&gt;Seu bolso corrupto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;sábado de carnaval 21/02/09&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-3525526231950045943?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/3525526231950045943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=3525526231950045943&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3525526231950045943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3525526231950045943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/carnaval-2009-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;CARNAVAL-2009&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1739480016712931757</id><published>2009-02-17T15:33:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T15:34:13.004-08:00</updated><title type='text'>TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS- Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>“Agora vou mudar minha conduta. Eu vou pra luta, pois eu quero me aprumar (...). Pois esta vida não está sopa. E eu pergunto, com que roupa, eu vou. Com que roupa, eu vou. Pro samba que você me convidou? Agora eu não ando mais fagueiro, pois o dinheiro não é fácil de ganhar. Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro, não consigo ter nem pra gastar (...). Já estou coberto de farrapo. Eu vou acabar ficando nu. Meu paletó virou estopa e eu nem sei mais com que roupa...” Quando vi as cenas do encontro que houve entre o Presidente da República e os prefeitos no início da semana, pensei se o samba de Noel não teria feito boa presença. Pelo menos teria quebrado um pouco o clima deprimente. Gente eleita para dirigir com dignidade os seus municípios foi colocada como gado em estábulos apertados, para ouvir e, obrigatoriamente aplaudir, a produção sempre trôpega do presidente da república, com a única intenção de obter dele um pequeno quinhão do botim presidencial. O Presidente, como sempre, não fez por menos. Desancou a imprensa, o Ministério Público, o Poder Judiciário, enfim, todas as instituições e pessoas que não gostam que ele faça do dinheiro público o uso que faz do papel que tem em seus banheiros. Lula , quase sempre me lembra o porco Major e, por isso, senti falta em suas palavras aos prefeitos de pelo menos dois dos sete mandamentos proferidos pelo líder da Revolução dos Bichos: “Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo... “Todos os animais são iguais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;em&gt;Jackson Vasconcelos é editor do site www.estrategiaeconsultoria.com.br e cronista político desse blog&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1739480016712931757?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1739480016712931757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1739480016712931757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1739480016712931757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1739480016712931757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/todos-os-animais-sao-iguais-jackson.html' title='&lt;strong&gt;TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4668423616071348757</id><published>2009-02-16T01:32:00.001-08:00</published><updated>2009-02-16T01:32:55.952-08:00</updated><title type='text'>ANGÚSTIA de Manuel Jorge</title><content type='html'>Ensinamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que me servem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas aprendizados de alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me dizem respeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem me serve &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a erudição: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enciclopédia de letras douradas, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que não conhece o chão duro que piso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não preciso da ostentação beletrista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem do texto enxuto, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem da consciência da forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Deixem-me em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não preciso de nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4668423616071348757?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4668423616071348757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4668423616071348757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4668423616071348757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4668423616071348757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/angustia-de-manuel-jorge.html' title='&lt;strong&gt;ANGÚSTIA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Manuel Jorge&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6283914793198697810</id><published>2009-02-13T15:31:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T15:42:08.432-08:00</updated><title type='text'>FODA-SE A UNIVERSIDADE- de Geraldo Maia</title><content type='html'>Odeio a universidade pós pó &lt;br /&gt;Com maçanetas quânticas e quasars caretas &lt;br /&gt;Parece um museu de títulos abastecido de abismos &lt;br /&gt;Odeio a universidade corta mente &lt;br /&gt;Com suas salas de tortura mergulhadas &lt;br /&gt;Em formol indigente &lt;br /&gt;Parecem pocilgas numa escuridão &lt;br /&gt;Privada &lt;br /&gt;Ou latas de pântano aos gritos &lt;br /&gt;Morte à universidade e seu cabelo de pátina &lt;br /&gt;Sua fieira de miolos castrados &lt;br /&gt;Asas em conta-gotas &lt;br /&gt;e professores de moscas &lt;br /&gt;Confessos réus de uma fornada de inválidos &lt;br /&gt;Banidos dos processos de universo &lt;br /&gt;professam uma moto-serra de cátedra &lt;br /&gt;A universidade é um tiro no anacoluto &lt;br /&gt;com seus escravinhos orientandos&lt;br /&gt;empalhados por um sodomita &lt;br /&gt;graduado em GEDs&lt;br /&gt;que curte fraque de anis e &lt;br /&gt;toga de alcaçuz &lt;br /&gt;Foda-se a universidade com seus &lt;br /&gt;carcereiros titulados &lt;br /&gt;Suas orgias de parvos &lt;br /&gt;Sua sede de pascácios &lt;br /&gt;Foda-se o doutor de ausências &lt;br /&gt;O phd ilha &lt;br /&gt;O mestre de repetição e obediência &lt;br /&gt;Odeio vocês incapazes de beijos desnudos &lt;br /&gt;Com seus inúteis diplomas de plasma &lt;br /&gt;Suas placas de náusea &lt;br /&gt;com genomas mecatrônicos &lt;br /&gt;Odeio a universidade e sua aridez atômica &lt;br /&gt;Sua preguiça atávica &lt;br /&gt;de pensar em cima do muro &lt;br /&gt;Odeio sua crônica descerebrada &lt;br /&gt;de copiar o fracasso obsoleto &lt;br /&gt;e defasado dos doutos &lt;br /&gt;desimportados &lt;br /&gt;Odeio sua estúpida mania de odiar &lt;br /&gt;tudo que não lhe é rastro exato &lt;br /&gt;É preciso odiar essa fábrica de &lt;br /&gt;universiotários de plástico &lt;br /&gt;Sob as tentações cristantans &lt;br /&gt;do barato saco &lt;br /&gt;E que depois de muita &lt;br /&gt;muita aposta &lt;br /&gt;no co-sexo curto &lt;br /&gt;Prepara mais um surto &lt;br /&gt;De ignorância chapada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grato,&lt;br /&gt;abraço,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Geraldo Maia, poeta da praça das antigas...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6283914793198697810?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6283914793198697810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6283914793198697810&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6283914793198697810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6283914793198697810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/foda-se-universidade-de-geraldo-maia.html' title='&lt;strong&gt;FODA-SE A UNIVERSIDADE&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Geraldo Maia&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1271745280571787071</id><published>2009-02-08T11:34:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T11:37:17.965-08:00</updated><title type='text'>DESVIVÊNCIA-  de Adanilde Duarte</title><content type='html'>Eu preciso aprender que as grandes coisas nascem do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso ganhar batalhas porém meu exército tem sido fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso acreditar que a primavera existe e que o sol resplandece após dias de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não sei viver, preciso aprender como se vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso aprender a respirar e creio que respirar seja mais do que um ato inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que fui forte, desaprendi como se vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda procuro entender mesmo sabendo que não é preciso entender para viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que desvivi. Se respirar é viver então desvivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvivi e prossigo desvivendo até eu lembrar como se vive novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece loucura mas ainda escrevo algumas palavras. Elas juntam-se num fim de tarde ou numa noite mal dormida. Ainda escrevo. Se escrevo tenho esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias voam e sinto uma doce alegria ao fim de cada um deles porém a desvivência permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja necessário desviver para viver. É como as grandes coisas que nascem do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como passar um dia cinza ao lado de quem se ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desvivência é necessária. Viver a desvivência é procurar todo o tempo. Procurando tento viver. Pena que ainda não achei. Mas como vou achar sendo que nem sei o que procuro? Procuro viver. Mas desviver não é deixar de viver, afinal eu não morri. Não compreendo, somente sigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Adanilde Duarte de Lima  escritora mineira– 16-11-2008&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1271745280571787071?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1271745280571787071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1271745280571787071&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1271745280571787071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1271745280571787071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/desvivencia-de-adanilde-duarte.html' title='&lt;strong&gt;DESVIVÊNCIA&lt;/strong&gt;-  &lt;em&gt;de Adanilde Duarte&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1015020688143221260</id><published>2009-02-06T11:43:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T11:45:33.369-08:00</updated><title type='text'>LOUCURA- de Bruno Resende Ramos</title><content type='html'>Loucura é esperar a procura&lt;br /&gt;Acreditar governos&lt;br /&gt;Beber água de chuva&lt;br /&gt;Gritar por silêncio&lt;br /&gt;Chorar durante uma novelas ou filme&lt;br /&gt;Crer a morte do ator,&lt;br /&gt;Não ver a morte nas ruas.&lt;br /&gt;É o duplo sentido das urnas&lt;br /&gt;Pedir que te peçam desculpas&lt;br /&gt;Pesar o feijão e não medir a fome&lt;br /&gt;Ser patriota por um discurso&lt;br /&gt;Gritar direitos&lt;br /&gt;Esperar esperanças&lt;br /&gt;Crer no amanhã de sempre&lt;br /&gt;Ou no estatuto da criança e do adolescente.&lt;br /&gt;Loucura é o futuro que vira presente&lt;br /&gt;Quem o explica achar que o entende.&lt;br /&gt;Loucura é não se achar louco&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fonte: Momentos Diversos. Editora UFV 2006&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bruno Resende Ramos é escritor de Viçosa-Minas Gerais &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1015020688143221260?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1015020688143221260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1015020688143221260&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1015020688143221260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1015020688143221260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/loucura-de-bruno-resende-ramos.html' title='&lt;strong&gt;LOUCURA&lt;/strong&gt;- de &lt;em&gt;Bruno Resende Ramos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2554037301351916615</id><published>2009-02-03T09:58:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T10:00:08.084-08:00</updated><title type='text'>O SEGREDO DA FÉ- de Carlos Soares</title><content type='html'>Quando criança, havia lá no bairro um senhor chamado Bemvindo. Mentirooooso! Dizia que já tinha lutado com onça e ainda mostrava os arranhões. Que já havia segurado uma sucuri na mão. Eu nem sabia o que era sucuri direito, sabia que era uma cobra perigosa, nada mais. Que rolou num barranco com uma criatura que nem sabia o que era. Ele tinha certeza que acertou o tiro quando a fera corria, pois jamais errara um tiro, mas a bala não lhe fez nada. Um dia contou que tinha visto um objeto estranho brilhando no céu quando se barbeava no quintal. Eu falei: “Será que não era sua careca refletindo no espelho?”. A molecada riu. Ele, brincando, me deu um cascudo de leve: “Me respeita, menino”. Hoje penso que ele só gostava mesmo de ficar fantasiando essas coisas para as crianças e se divertia, e nós também. Mesmo sabendo que eram mentiras, dávamos o tema indiretamente  só pra ele começar. Ele pegava no ar. Era normal alguém dizer: “Vamos lá no Bemvindo ouvir umas mentirinhas?”. Quando ele morreu um menino disse: “Você sabia que o Bemvindo morreu?”. Alguém respondeu: “Mentira!”. Mas gostava de contar casos também, bem à mineira. Um dia ele contou esse... sobre a fé.&lt;br /&gt;Um viajante, exausto por cavalgar por vários dias, avistou uma belíssima fazenda e resolveu pedir pousada. Chegou à porteira, bateu palmas várias vezes, até que um senhor que parecia ser o dono, não só pelos trajes, mas também pelo mau humor, foi atender. Sim, pelo mau humor, porque só os chefes têm direito de ter mau humor. “Pois não”, disse com cara de poucos amigos. Ele tirou o chapéu. “Boa tarde. Senhor, estou cansado, cavalgando por mais de uma semana, tenho fome e sede. Preciso de um banho, um prato de comida e umas horas de sono. Não agüento mais um minuto em cima desse cavalo. Prometo que amanhã parto cedo”. O fazendeiro respondeu: “Sinto muito. Acho que não posso ajudar. O senhor não veio num bom momento. Minha melhor vaca está para parir... e vai morrer. Já recusei proposta alta por ela e hoje pagaria o que recusei, para salvá-la. O estranho perguntou: “O senhor tem fé?”. “Como assim? Claro que tenho fé. E o que tem a ver uma coisa com a outra?”. Ele respondeu: “É que sou um rezador, conheço orações poderosas e estou certo de que posso salvar sua vaca”. O fazendeiro se enfureceu: “Olha aqui, forasteiro. Se pensa que tem bobo aqui e quer me enrolar em troca de pernoite, o senhor pode dar meia volta”. Meio assustado, segurou as rédeas, mas insistiu: “Calma, vou embora. Mas pense bem... o senhor tem escolha? O que custa me deixar tentar? Se a vaca morrer, além dela, só vai perder um prato de comida, o que não é nada para quem tem uma fazenda tão grande”. O fazendeiro coçou o queixo, a cabeça e disse: “O senhor espere um pouco aí”. Foi lá dentro, falou com a mulher e filhos e voltou cinco minutos depois. “O senhor tem razão. Não tenho muita escolha e resolvi lhe dar um crédito de confiança. O senhor pode apear e entrar”. Descendo do cavalo, foi logo falando: “Mas é preciso ter fé”. Passando a porteira, pediu: “Se não se incomoda poderia arrumar um pouco de feno e  água pro cavalo?”. O empregado que ouvia, providenciou logo. Chegando na sala, cumprimentou a todos, discretamente é claro, pelo clima de velório. Depois de tomar água perguntou: “Onde está a vaca?”. “Me acompanhe”, disse o dono. Toda a família foi junto. Chegando no celeiro, lá estava a pobre vaca agonizando. Não tinha mesmo muitas horas de vida. Ele pediu: “Preciso de um pedaço de pano, tesoura, agulha e linha. E também um pedaço de papel e uma caneta”. De imediato o homem falou: “Vamos logo, mulher. O que está esperando?”. Rapidinho ela foi e voltou com o material. O estranho sentou, escreveu algumas linhas, dobrou o papel, colocou num saquinho que fez com o pano, e costurou a boca do mesmo. Depois de pendurar o tal saquinho no pescoço da vaca, pediu licença: “Agora gostaria que saíssem, pois tenho uns rituais e preciso ficar sozinho”. Prontamente atendido. Ficou lá dentro uns dez minutos e saiu: “Bem, agora é esperar. Mas é preciso ter fé. Se não se importa gostaria de tomar um banho, comer um pouco e dormir, pois parto antes que o galo cante. Atendido. Tomou um longo banho, comeu como um rei e dormiu. Partiu tão cedo que ninguém o viu.&lt;br /&gt;No raiar do dia, ouviu-se um grito: “Pai, pai. A Estrela pariu e está salva. Ela está boa. Corre pai”. Todos se levantaram às pressas, mal vestiram as roupas, se acotovelaram para entrar no celeiro. Lá estava Estrela. Bela e imponente como sempre, branquinha, cheia de manchas pretas, sendo uma no meio da testa, lambendo, dando  os primeiros tratos de carinho ao seu  bebê. “Que maravilha”, um falou. “É um milagre”, exclamou outro. O fazendeiro abraçou a vaca: “Como eu gostaria de pagar àquele moço pelo que fez, mas como não posso, que Deus o acompanhe sempre”.&lt;br /&gt;A partir dali, todas as mulheres grávidas da região, principalmente as que tinham complicações, pendurava o saquinho no pescoço e os partos corriam normais. Até mesmo quem não tinha complicações, usava, só de precaução. O saquinho milagroso ganhou fama mais e mais. “Engravidou? Manda buscar o saquinho”. Andavam léguas e léguas com ele. Porém saquinho pra lá, saquinho pra cá, saquinho viaja, saquinho volta, saquinho ganha beijo... com o tempo foi estragando, abrindo, rasgando, até começar a aparecer a ponta do papel. Pois um curioso, sempre tem que ter um curioso, quis ler a poderosa oração. &lt;br /&gt;E leu. Eis a milagrosa oração:  “Tendo água e capim pro meu cavalo. Cama e comida para mim, quem pariu, pariu. Quem não pariu, vá pra puta que pariu”. Ou seja. Era a fé daquelas pessoas que salvavam suas vacas, suas cabritas... e suas mulheres. Não um pedaço de papel contendo uma baboseira. Independente se o forasteiro queria apenas dormir e comer  e não  estava nem aí para a vaca, ele acabou dando a eles um bom conselho: “É preciso ter fé!”.&lt;br /&gt;Esse texto  cabe muitas interpretações, religiosas, filosóficas e até de humor, as idéias são livres e respeito, mas eu me centralizo em uma: A fé é uma coisa muito pessoal.  &lt;br /&gt;Desculpem pelo palavrão, mas não  tinha outro jeito de contar sem perder o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carlos Soares de Oliveira escritor de Governador Valadares-MG&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2554037301351916615?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2554037301351916615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2554037301351916615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2554037301351916615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2554037301351916615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/o-segredo-da-fe-de-carlos-soares.html' title='&lt;strong&gt;O SEGREDO DA FÉ&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Soares&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5129349975614301184</id><published>2009-02-01T01:22:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T01:24:23.837-08:00</updated><title type='text'>CORES- de Nelson Maca</title><content type='html'>- &lt;em&gt;Poema dedicado totalmente à Negra Íris*,&lt;br /&gt;Parceirinha 100% e talento nato.&lt;br /&gt;Vocês irão ouvir falar muito dela!! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre escárnios&lt;br /&gt;Já fui chamado negro sujo&lt;br /&gt;Entre afagos&lt;br /&gt;Já disseram que não sou tão preto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sou mestiço, escuro, cor de azeitona, acobreado&lt;br /&gt;As dezenas de palavras que me apagam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou breu da cor da noite&lt;br /&gt;Eu sou piche da cor do asfalto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre escárnios&lt;br /&gt;Já fui chamado branca de neve&lt;br /&gt;Entre afagos&lt;br /&gt;Já disseram que sou um deus negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sou marrom, cor de café, achocolatado&lt;br /&gt;Todas as cores que contornam os limites&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou noite ébano azeviche&lt;br /&gt;Eu sou lápis risco preto sou grafite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre escárnios&lt;br /&gt;Já fui chamado de negão&lt;br /&gt;Entre afagos&lt;br /&gt;Já disseram que a minha alma é branca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cores do racismo do escravismo e do degredo&lt;br /&gt;Da inegável negação que me revestem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou carvão, pano de guarda-chuva&lt;br /&gt;Ausência das cores que não me fazem sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre escárnios&lt;br /&gt;Já fui chamado africano&lt;br /&gt;Entre afagos&lt;br /&gt;Já disseram que sou um belo cabo verde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;:: Poema do livro Gramática da Ira,&lt;br /&gt;orgulhosamente na gaveta! &lt;/strong&gt;- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nelson Maca / Blackitude B.a&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5129349975614301184?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5129349975614301184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5129349975614301184&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5129349975614301184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5129349975614301184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/02/cores-de-nelson-maca.html' title='&lt;strong&gt;CORES&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Nelson Maca&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6125321347110021277</id><published>2009-01-28T04:32:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T04:33:23.632-08:00</updated><title type='text'>DIÁRIO DE VIAGEM- PELOS CAMINHOS DA ÍNDIA- de Gustavo Amarante</title><content type='html'>1_ DIA 17.  SAI DE SALVADOR ÀS 06h00min AM, PARA SÃO PAULO, O VOO DUROU 2 HORAS E TRINTA MINUTOS. VIAGEM TRANQUILA. EM SÃO PAULO DESCANSEI E PEGUEI O AVIÃO PARA LONDRES. O AVIÃO ESTAVA LOTADO. SURPRESA, FUI DE CLASSE EXECUTIVA MAS EM COMPENSAÇÃO TINHA UM NEGÃO AO MEU LADO PEIDANDO A VIAGEM TODA... E FORAM 12 HORAS DE VIAGEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2_  DIA 18 EM LONDRES 5: OOAM.  O AEROPORTO É ALGO ESPETACULAR. NÃO TIVE NENHUM PROBLEMA DE INDENTIFICAÇÃO.  NO AEROPORTO TÊM MILHARES DE LOJAS DE INFORMÁTICA E ARTIGOS FEMININOS.&lt;br /&gt;MAIS 5 HORAS DE ESPERA. ÀS 12 HORAS PM, VIAGEI PARA NOVA DELHI. NUM AVIÃO SUPER LOTADO.  COMEÇEI A ENTRAR NO CLIMA DA ÍNDIA. OS INDIANOS VESTIDO COM SUAS ROUPAS ESTRANHAS E TAMBEM AS MULHERES. SÃO ALTAMENTE MAL EDUCADOS. ERAM MAIS 12 HORAS DE VIAGEM. DESTA VEZ FUI DE CLASSE ECONÔMICA, FIQUEI PREOCUPADO COM QUEM ÍA ASSENTAR AO MEU LADO, MAS SENTOU UMA SENHORA E UMA CRIANÇA NORUEGUESA.&lt;br /&gt;NO AVIÃO A COMIDA ERA HORRÍVEL UM FEIJÃO COM ARROZ APIMENTADO E VÁRIOS MOLHOS ESTRANHOS E FEDORENTOS. A ÚNICA COISA QUE DAVA PARA COMER ERA O PÃO. TOMEI TRÊS GARRAFAS DE VINHO DAS PEQUENAS E DORMI.&lt;br /&gt;A CHEGADA EM NOVA DELHI FOI ESTRANHA PORQUE O AVIÃO NÃO DESCIA. FIQUEI OBSERVANDO PELO VÍDEO QUE O AVIÃO ESTAVA DANDO VOLTAS. A AEROMOÇA FALAVA EM INDIANO E INGLÊS MUITO CONFUSO E ÓBVIO QUE O MEU INGLÉS É DEVAGAR, QUASE PARANDO..., E EU NÃO ENTENDIA. AO MEU LADO AS PESSOAS APREENSIVAS. DEPOIS ENTENDI QUE ERA DEVIDO A NEBLINA. FICAMOS MAIS 3 HORAS RODANDO EMCIMA DE NOVA DELHI.&lt;br /&gt;3_ DIA 19. _CHEGUEI EM DELHI, NO AEROPORTO INTERNACIONAl, MAIS OU MENOS, DEPOIS DE  16 HORAS DE VIAGEM.  A  IMPRESSÃO FOI A PIOR POSSÍVEL.&lt;br /&gt;SURPRESA. TIVE QUE TROCAR DO AEROPORTO INTERNACIONAL. POIS PARA JAIPUR O VOO ERA DOMÉSTICO, EM OUTRO LOCAL. PEGUEI UM TAXI ERA HORRÍVEL E VELHO. NÃO TINHA OUTRO. &lt;br /&gt;NO CAMINHO PARA O AEROPROTO DOMÉSTICO, PROXIMO A DELHI, A IMPRESSÃO É DE MUITA SUJEIRA, PARECENDO QUE ESTÁVA NUMA CIDADE EM PLENA GUERRA. &lt;br /&gt;05h00min AM.  NESSE AEROPORTO QUEM RECEBE E FAZ A LIBERAÇÃO NA ENTRADA É A POLÍCIA ARMADA DE FUSÍL E ARMAS DE GRANDE CALÍBRE. COMPREI A PASSAGEM PARA JAIPUR.  O AVIÃO DECOLARIA ÁS 10h00min.&lt;br /&gt;JUNTEI TRÊS CADEIRAS, NO SAGUÃO DO AEREOPORTO, PARA NENHUM NEGÃO ASSENTAR PERTO. SEGUREI AS MALAS E TIREI UM COCHILO. ESTAVA COM FOME, MAS NÃO TINHA CORAGEM DE COMER NADA. TUDO MUITO ESTRANHO.&lt;br /&gt;APÓS O COCHILO, LEVANTEI-ME DA CADEIRA E PROCUREI O LOCAL DE EMBARQUE, OUTRA SURPRESA: O EMBARQUE ERA EM OUTRO TERMINAL.  OBSERVE, PARA VOCÊS NÃO PENSAREM QUE EU ESTAVA BURRANDO, NAS TELAS, DE IDENTIFICAÇÃO DOS VOOS, SÓ APARECE O VÔO MEIA HORA, ANTES DO EMBARQUE. NÃO HAVIA TAXI. TIVE QUE SAIR E PEGAR UM ÔNIBUS HORRÍVEL, SUPER LOTADO. OS PASSAGEIROS PARECIAM QUE ERAM BIN LADEM COM AQUELAS BARBAS E TURBANTES.&lt;br /&gt;VAMOS LÁ!  NÃO SE ESQUEÇAM, ESTAVA COM MUITA FOME. NA HORA DE EMBARQUE, PARA JAIPUR, O AVIÃO ERA PEQUENO, VELHO E DE HÉLICE.  MAIS UMA VEZ, A COMIDA, ABORDO, ERA IMPOSSÍVEL ENGOLIR.&lt;br /&gt;DEPOIS DE UMA HORA DE VOO: VIVA JAIPUR! ESTAVA ESPERANDO HÁ MUITO TEMPO A CIDADE ROSADA.&lt;br /&gt;NO TOTAL DOIS DIAS E MEIO DENTRO DE AEROPORTOS E EM AVIÕES.&lt;br /&gt;DE TAXI FUI PARA O HOTEL MUITO CANSADO E COM FOME. &lt;br /&gt;VAMOS FALAR DO TRANSLADO DO AEROPORTO PARA O HOTEL: O AEROPORTO É MUITO PEQUENO PARECE COM O DA CIDADE DE GUANAMBI, AÍ NA BAHIA. A CIDADE ROSADA, JAIPUR, É MUITO SUJA.  NUNCA TINHA VISTO TANTA SUJEIRA. MENDIGOS INDIANOS ACOCORADOS, DEFECANDO NO MEIO DA RUA, VENDENDO VERDURAS E OFERTANDO COMIDA DE ODOR FÉTIDO.&lt;br /&gt;JAIPUR É UMA CIDADE ROSA, REALMENTE, MAS ACABABADA E VELHA. TODAVIA, COMECEI A FICAR PREOCUPADO, DEPOIS DE PASSAR POR  LONDRES E CHEGAR NESTE FIM DE MUNDO, FIQUEI COM VONTADE DE VOLTAR. IR EMBORA. &lt;br /&gt;ESPERO QUE A IMPRESSÃO DA CIDADE MELHORE.&lt;br /&gt;NO HOTEL FUI MUITO BEM RECEBIDO. &lt;br /&gt;SABIA QUE O HOTEL ERA BOM - SHERATON RAJPUTANA -, MAS REALMENTE FOI UMA SURPRESA. É ALGO MARAVILHOSO. NUNCA FIQUEI NUM HOTEL TÃO LUXUOSO. IGUAL AO COPACABANA PALACE NO RIO DE JANEIRO.&lt;br /&gt;FUI PARA MINHA SUÍTE, IMENSA, COM TUDO QUE TINHA DIREITO, DOIDO PARA COMER E DORMIR.&lt;br /&gt;PEDI UM SANDUDA DE FRANGO E DESCANSEI. &lt;br /&gt;ATÉ MAIS TARDE E BEIJOS. &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;O&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6125321347110021277?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6125321347110021277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6125321347110021277&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6125321347110021277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6125321347110021277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/diario-de-viagem-pelos-caminhos-da.html' title='&lt;strong&gt;DIÁRIO DE VIAGEM- PELOS CAMINHOS DA ÍNDIA&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Gustavo Amarante&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2280173761367300122</id><published>2009-01-26T13:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T13:34:23.077-08:00</updated><title type='text'>CURRICULO AO LEU- de Rozelia Scheifler Rasia</title><content type='html'>Rozelia Scheifler Rasia* – Cruz Alta - RS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dados de identificação não constam nas academias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduquei-me no lar, na roça, na rua, na cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaprendi a aprender na escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desacreditei da fé na igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventei a alma do instinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extirpei a cultura das inteligências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reavivei o hoje na antiguidade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espectro das características&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão vivas Helenas e Antígonas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressuscitadas Madalenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oprimidas Marias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braços em riste, pés descalços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piso nas pedras do caminho de todos os Pedros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquivo-me do meu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas experiências são não-profissionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã, decifro a esfinge &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Á tarde, teatralizo Cleópatra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, distribuo os tesouros dos piratas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada, desnudo-me das verdades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao amanhecer visto fantasias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expectativas salariais? Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumo flores esquecidas nos canteiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio livros nos sebos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cubro-me com os lençóis dos fantasmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorvo o orvalho da relva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janto a luz que descortina o horizonte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saboreio a brisa soprada pelos deuses &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanto os demônios das angústias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro o anjo que levou minhas asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Especialista em Fundamentos Teórico-metodológicos de Ensino e Pesquisa;  Mestre em Estudos Literários- UPF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2280173761367300122?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2280173761367300122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2280173761367300122&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2280173761367300122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2280173761367300122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/rozelia-scheifler-rasia-cruz-alta-rs.html' title='&lt;strong&gt;CURRICULO AO LEU&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Rozelia Scheifler Rasia&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6085348167875106437</id><published>2009-01-23T00:06:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T06:35:43.501-08:00</updated><title type='text'>Um Domingos em apologia de si, dos seus e dos nossos - Por Gustavo Dumas</title><content type='html'>Um Domingos em apologia de si, dos seus e dos nossos Por Gustavo Dumas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor trabalha com realidade e ficção para compor um retrato sensível de uma geração que transcende épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O milionário Davi (Paulo José), o diretor de teatro e cinema Antônio (Domingos de Oliveira) e o médico Ulisses (Aderbal Freire Filho, ótimo em seu primeiro papel no cinema) reúnem-se para beber, conversar, brincar e, sim, tomar algumas decisões – todas no campo afetivo – depois de mais de cinquenta anos de amizade. O único critério de seleção do encontro, o não comparecimento das respectivas mulheres de cada um dos amigos, acaba servindo para trazê-las, como elemento gerador/motivador dos temas discutidos na récita fraterna. Trata-se "Juventude" (Brasil, 2008), pois, de um filme intimista pero no mucho. O mundo está lá, o tempo todo; o íntimo é mundano e exacerbado como o tanto de diálogos que dão liga ao roteiro. O verbo escancarado demonstra que o tempo da ação apenas fez um breque para a reflexão, tecida com muito humor e picardia por velhos parceiros de cena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme já abre com a fala de Antônio definindo a "sua" geração como a do sonho e suas constantes frustrações. Muito deste sonho era sonho coletivo, ou melhor, sonho pensado por alguns, para um coletivo; produto, portanto, de validade considerada vencida pela história contada pelos vencedores – que a venderam ou vendem. O roteirista e diretor do filme, Domingos de Oliveira, tragou bem cada golpe e continua na lida: seu "Juventude" oferece uma amostra de que essa geração continua viva e produzindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, o que representa uma geração? E as idades, para cada vida e para a vida em sociedade? Juventude é uma criança fazendo arte – e isso fazem Domingos, Aderbal e Paulo José, desde que desde, até não respirarem mais. O caráter espontâneo das falas, a sinceridade do afago e mesmo da bronca entre os amigos da "idade do você está ótimo!" – só uma dentre tantas belas e simples tiradas do longa – torna "Juventude" um filme extremamente cativante e comovente. Antônio, infartado, faz graça com a caseira "flor do campo" que cuida da casa de Davi; ele quer falar e ver o amanhecer. Trata-se de postura respondona diante do breu-silêncio que o espreita: a morte. A geração que transcende épocas e que está representada, enaltecida e revigorada no filme de Domingos é aquela que se dispõe a enfrentar todas as formas de morte que nos assolam, das injustiças sociais aos infortúnios das relações amorosas, do capitalismo cujo fogo tudo consome à morte prática dos projetos de dar cabo de sistema tão espúrio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geração incontinenti de Domingos e seus pares parece antenada para o fato de que os simulacros nunca estiveram tão afiados, em seu propósito de desfiliar a vida de sua variedade de sentidos. "O show do eu" – para citar o título do novo livro da argentina Paula Sibilia (Nova Fronteira, 2008) – trata-se na verdade do show de um eunuco, alguéns incontáveis, em profusão pelas cidades, mas que já perderam a potência e se virtualizam para sobreviver. A este "eu" vazio é que se opõe a subjetividade de um "velho" da geração de Aderbal, Paulo e Domingos. Que não precisa ter nascido naquela época, não precisa sequer ter nascido ainda. Não há capa nem máscara a esconder a cara desta turma – seu choro e seu riso, suas dignidades e vicissitudes, generosidades e incoerências estão dispostas. Pudor seria não viver. E este viver disposto encontra-se em oposição ao viver exposto, inócuo diante das janelas-tevê, em forma de produto-em-si. Domingos imbrica a realidade na ficção de maneira a mostrar que ambas podem (e devem) interpretar e interpelar o show diário. Esta provocação de entrelinha habita todo o plano narrativo de "Juventude", que utiliza elementos desprezados pela linguagem dos realitys, como o lúdico, a piada de botequim, o sarcasmo, o livre contar dos causos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao extrair da exposição de teses que poderiam passar por pessoais um mundo de questionamentos universais, Domingos de Oliveira constrói uma obra que, despretensiosamente, faz divertir, emocionar e pensar, contrariando os que acreditam que esses três verbos não podem conviver em uma película.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gustavo Dumas é escritor e revisor. Publicou, assinando com o heterônimo de Zeh Gustavo, os livros de poesias "A Perspectiva do Quase" (Arte Paubrasil, 2008) e "Idade do Zero" (Escrituras, 2005). &lt;br /&gt;Contato: zehgustavo@yahoo.com.br&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6085348167875106437?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6085348167875106437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6085348167875106437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6085348167875106437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6085348167875106437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/um-domingos-em-apologia-de-si-dos-seus.html' title='&lt;strong&gt;Um Domingos em apologia de si, dos seus e dos nossos&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Por Gustavo Dumas&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-9035784169223594597</id><published>2009-01-20T16:50:00.001-08:00</published><updated>2009-01-20T16:51:39.870-08:00</updated><title type='text'>PÉROLAS DE MINHA INFÂNCIA IV-MEU PAI- de Carlos Soares Oliveira</title><content type='html'>Nunca falei muito de meu pai em meus escritos. Deve ser porque convivemos pouco. Quando faleceu, eu era muito novo, tenros nove anos. Ele com sessenta e três. Mas o pouco que vivi vale ser lembrado. Sim, desde criança vivi tudo intensamente.Tenho uma memória afetiva incrível, sempre guardei tudo que vivi e ouvi. São tijolos na construção do meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que herdei algumas influências dele. A poesia, por exemplo. Gostava de fazer umas trovinhas e comprava muita literatura de cordel. Aquelas estórias e lendas nordestinas tipo “a peleja de Lampião contra o Diabo”, ou “Deus e o Diabo na terra do sol”, “o dia em que Maria Bunita quis deixar Lampião”. Literaturas sempre bem humoradas apesar de algumas com nomes feios. Depois disso me interessei muito pela cultura nordestina que acho muito rica. Gostava muito também de nos dar conselhos citando ditados populares, gostava de frases de efeito, outra influência. Não tinha muita leitura, mas estava sempre com um dicionário na mão e contrariava quem dizia que o dicionário é o pai dos burros. “Pai dos inteligentes. Quem pesquisa, é inteligente. Burro é quem e não sabe e fica parado”. Outra boa herança. Às vezes exagero um pouco e digo que metade do que sei, foi buscando, pesquisando, que a escola me ensinou apenas a ler e escrever, exageros à parte, tenho uma certa dose de razão. Quando não sei algo ou alguma palavra vou procurar. Uma controvérsia é que ele quando via um avião passar dizia. "Não entro num troço desse nunca". Mal sabia ele que seria meu ramo de trabalho. Nem eu, mas já ficava maravilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai era alto, moreno bem avermelhado, quase índio. Seus bisavós eram escravos ou índios, não me lembro bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bravo com os filhos, pai à moda antiga, mas não posso me queixar, comigo não era. Pelo contrário, orgulhava-se de mim perante os amigos que reunia para beber e comer pé de porco e tocar sanfona e violão. “O Carlos, mal chega da aula e já vai fazer os deveres”.Ou. “Ele sabe rezar Pai Nosso e Ave Maria sozinho”. “Ihhh esse menino já lê qualquer coisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não era o mais engraçado. Ele simplesmente detestava Roberto Carlos. Claro porque gostava da música caipira de raiz. Outra influência sobre mim, pois com o tempo fui lendo e vendo que a maioria dessas canções são verdadeiras poesias, obras primas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio aos amigos na sala, o fiel cachorro Famoso, debaixo do sofá, ele me colocava em sua perna esquerda, a sanfona na direita, e dizia. “Canta aquela do Roberto Carlos”. E eu cantava. “Eu te amo... eu te amo... eu te amo. uou uou uou uou”. E eu ainda punha os dedos apertando o nariz pra ficar fanhoso tentando fazer a voz do Roberto que tem o som bem nasal. Os amigos, e ele ainda mais, riam. Só sei que no final de tudo acabei ficando bem eclético em termos de cultura musical, pois simultaneamente ouvia, Led Zepellin, Bob Dylan, Raul Seixas, Luiz Gonzaga. Tonico e Tinoco, Elton John, Queen, John Lennon, Fagner, enfim, menu bem variado. Acho que os anos 60 e 70 foram os melhores na música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morreu, eu não tive de imediato a idéia exata do que era aquela perda. Uma semana após o sepultamento, andei a casa toda procurando por ele instintivamente. Não ouvi mais o estalar de chinelos pelo corredor. Vi a sanfona vermelha esquecida no canto do quarto. Só um travesseiro na cama de minha mãe. Assim entendi porque Famoso, na noite do sepultamento uivou a noite toda. Ele estava chorando. A radiola, minha mãe só andou ligando para ouvir a missa aos domingos. Ninguém mais ligou a VOZ DO BRASIL, que meus irmãos e irmãs diziam que era chato demais. Eu não me importava, ora se era o gosto dele. Além do mais, era a certeza que ele estava ali, em casa. Era muito seguro sentir a presença de um pai. Com o correr dos dias, das semanas, é que fui sentindo sua falta, fui percebendo o vazio, pois aquele momento de sentar na perna e poder agradá-lo me fazia bem também. Eu ia à sala, olhava o sofá e procurava aqueles tantos chapéus que os amigos penduravam numa espécie de cabide no canto. Não ouvia mais as gargalhadas de quando eu cantava. Eu gostava do Roberto Carlos, mas não daquela música, achava chata, repetitiva, era mais pela festa mesmo. Famoso nunca mais foi o mesmo. Ficava deitado na porta como se estivesse esperando a volta de alguém. Também já era velho e morreu não muito depois. Os anos passam e é da natureza humana, aceitar, se acostumar, inclusive com a morte, o mistério mais claro dessa vida. Entre tropeços e vitórias cheguei até aqui, mas gostaria muito de ter crescido ao lado dele. É muito difícil crescer sem um pai. Quem já cresceu e ainda tem o seu, cuide dele. Seja tolerante. Respeite seus cabelos brancos. Não ria de seus erros de português, foi graças a ele que você aprendeu a ler. Tenha paciência com suas pernas lentas. Elas já correram muito por você. &lt;br /&gt;Obrigado meu pai. As coisas boas que sei, herdei de você. Uma delas é respeitar os mais velhos. As ruins foram do mundo mesmo. &lt;br /&gt;Continuo gostando de rock, mas ainda me encanto ouvindo uma sanfona bem tocada e quando estou numa roda de viola peço pra tocar as suas caipiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-9035784169223594597?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/9035784169223594597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=9035784169223594597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/9035784169223594597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/9035784169223594597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/prolas-de-minha-infncia-iv-meu-pai-de.html' title='&lt;strong&gt;PÉROLAS DE MINHA INFÂNCIA IV-MEU PAI&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Soares Oliveira&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-661709160892290690</id><published>2009-01-18T14:28:00.000-08:00</published><updated>2009-01-18T14:30:01.813-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>EM TEMPOS, PARA ESCLARECER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÂMARA BAHIANA DO LIVRO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAHIANA COM &lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt; MESMO, NÃO É INVENÇÃO MINHA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-661709160892290690?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/661709160892290690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=661709160892290690&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/661709160892290690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/661709160892290690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/em-tempos-para-esclarecer.html' title=''/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-7381818795168343438</id><published>2009-01-17T07:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-17T07:55:34.241-08:00</updated><title type='text'>CITAÇÕES- TERESA de Aurélio Shommer</title><content type='html'>Mamãe dizia: "filha, a vida da mulher depende do marido que lhe calha; viver bem é dar conta de ter bom marido". Engraçado. É do senso comum que a mulher amadurece com o casamento. Casando aos 16 anos, emancipa: "deixou de ser menina para ser mulher".  Assim, cabe viver de e para o marido, em função deste. Já o homem, como nunca amadurece, tanto faz quem lhe sirva de esposa. É irrelevante em meio a suas preocupações mais elevadas com o futebol (brincadeira com bola), a filosofia (brincadeira com as palavras), o sexo (brincadeira com as amantes e prostitutas), a velocidade (brincadeira com carros) e a carreira (brincadeira para ver quem é mais esperto). A chata da mulher cônjuge existe-lhe como um apêndice, parte de seus utensílios, da modorrenta vida que transcorre no intervalo entre seus excitantes afazeres lúdicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a sina de ter a mãe como espelho e conselheira-mor, casei cedo, 17 anos, com Alfredo. Contínuo, convencional a mais não poder, era fã de Nelson Rodrigues. Para tudo tinha uma citação deste. Se via algo no Jornal Nacional sobre o país, disparava: "o que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro", como se houvesse uma inaudita sabedoria em tal aforismo. A propósito, ele não apenas assistia ao noticiário da Globo. Engatava com a novela e, se fosse quarta-feira, com o futebol. E lá ia eu para a cama contar carneirinhos. Com o tempo passei a evitar até a novela. Olhava a da tarde, em reprise, quando ele estava no trabalho. Ao seu lado, tinha que agüentar seus comentários constantes: "crápula este aí", "cachorra" aquela outra, "oportunista" um terceiro. Fazia-os assim, com esta constância, para imitar seu líder, que afinal opinara sobre todos os assuntos humanos e alguns do mundo zoológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu desgostasse do grande "anjo pornográfico". O problema é que este fora um sujeito espirituoso, inteligente, elaborara suas próprias idéias. Alfredo, ao contrário, carecia de inteligência própria. Limitava-se a imitar, quando não ao Nelson, a qualquer outro, nem que fosse o vizinho: "comprou um pastor alemão, acho que vou fazer o mesmo". Tal falta de criatividade tinha conseqüências graves na cama: era o mesmo tema, sem variações: "vupt, vupt, vupt, ahhhhhhhhhhh". Seria melhor fazer sexo com o pastor alemão. Nosso casamento só melhorou quando soltou uma "lapidar" do mestre (que, ao contrário de Alfredo, nunca se levou a sério) ainda desconhecida para mim: "Não ama seu marido? Pois ame alguém, e já. Não perca tempo, minha senhora!". Desta eu gostei. Passei a amar meu médico, meu dentista, o professor da faculdade, e, melhor de todos, o porteiro de um prédio da vizinhança. Ah, este não tinha igual. Mesclava força bruta a servilismo, pegando-me em pé, todo suado, num canto da garagem. Melhor que o pastor alemão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Alfredo começou a desconfiar do porquê da alegria constante e inédita em meu semblante (levou um bom tempo para perceber, afinal), questionando-me a respeito, respondi na bucha, certeira, com outra citação de Nelson: "o marido não deve ser o último a saber; o marido não deve saber nunca". Ficou tão contente com meu achado que aplaudiu. A partir dali até melhorou na cama. "Amar é ser fiel a quem nos trai", explicar-lhe-ia o guru, se consultado sobre tão súbito arrebatamento. O problema com nós mulheres é que num ponto crucial somos idiotas. Não nos damos conta das óbvias vantagens de ter um corno manso como cônjuge. Passamos a enxergar na galhada crescente em sua testa um motivo para desprezo. "Como pode ser tão crédulo?". É, pessoas que acreditam são de fato insuportáveis por longos períodos. Um dia, deixei-lhe um bilhete com outra máxima do mesmo autor, seguida de um adeus: "O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da "bandalheira", continuava a acreditar na necessidade de ter um marido. Entre meus amantes, escolhi Plauto, o professor da faculdade, para preencher a vaga de titular da minha cadeira. Mais velho, aparentemente mais inteligente que Alfredo, calmo e gentil. Expliquei-lhe logo que odiava citações. "Elas pesam", observei. Por algum tempo, respeitou minha objeção, até o dia em que acusei uma professora rival em minha escola de má fé e consegui que fosse demitida. Estava louca para processá-la também na justiça pelas ofensas sem provas que me havia dirigido, danos morais evidentes, quando Plauto saiu-me com Voltaire: "o vencedor que se vinga não é digno de ter vencido". Pronto, abandonei a causa. Como argumentar contra tal sentença, tão definitiva, tão impregnada de uma moral incontestável? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pior defeito, porém, era a arrogância. Levava a classificação da espécie ("homo sapiens" – homem que sabe) ao pé da letra. Se eu mandava ele matar uma barata ("uma das duas únicas utilidades de um homem, a outra é abrir conservas"), argumentava sobre a importância ecológica da existência de tal ser, que pisar em cima dela era uma covardia, além do que sua periculosidade era um mito, e o medo irracional que as mulheres têm de barata uma neurose específica que Freud explicava. Na falta de argumentos, catei um inseticida. Eu mesma ia dar conta do recado. Pra quê? Tive que agüentar a ladainha politicamente correta: "estamos envenenando o mundo, acabando com a ordem da natureza". Como se a existência humana moderna fosse compatível com a manutenção do meio natural intocado. Que ódio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se contentava, porém, apenas em se afirmar. Precisava desprezar o que eu fazia. E nada melhor para tal que uma citação de autor famoso. Plauto deixara a cátedra para dedicar-se apenas à pesquisa em sua área, a Antropologia. Justificou-se com esta pérola de Diderot, própria para colocar-me em baixo da sola de seu sapato: "a pessoa que ensina a ciência não é a mesma que entende dela e a realiza com seriedade, pois a esta não sobra tempo para ensinar". Claro, quem era eu para entender de alguma coisa, uma reles professora do ensino fundamental? De todos, o que mais ele idolatrava era Schopenhauer, aquele alemão devasso que passou a vida a criticar todos menos a si mesmo. Inspirado nele, ficava horas ouvindo ópera em alto volume à busca da verdade última e definitiva que tal filósofo vira na arte musical. "A música é mais elevada que tudo, inclusive o sexo", dizia Plauto, citando a si mesmo. Devia achar isso com sinceridade, pois passava muito mais tempo deleitando-se com aquela do que praticando este último, "movimentos ridículos", como gostava de definir.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu saísse à procura de novos amantes, tendo que dividir a cama oficial com outro corno manso, aproveitei uma ida dele ao Xingu (pesquisa de campo) a título de contemplar a pureza de propósitos dos índios (ah, de novo a credulidade, que saco!), e pintei toda a parede da sala com uma citação de Schopenhauer que lhe cabia como uma luva. Não foi nem preciso acrescentar "adeus" nesta: "diante da imponente erudição de tais sabichões, às vezes digo para mim mesmo: ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para poder ter lido tanto!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Wilde, que assumiu seu homossexualismo (todos os homens o são, alguns não admitem), definiu com precisão os motivos que levam a um novo casamento: "quando uma mulher se casa pela segunda vez, é sinal de que detestava o primeiro marido. O homem, ao contrário só torna a casar se adorou sua primeira mulher". De fato, detestara os dois anteriores. Como acreditava no "triunfo da esperança sobre a experiência" (Samuel Johnson), engatei um terceiro, Florêncio. Enfim, um cavalheiro à moda antiga. Dava flores, pagava a conta do restaurante, abria a porta do carro. Tá certo que era um Escort pra lá de usado preste a pedir asilo num ferro-velho, contudo o que valia era a intenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seu enredo nos encontros com fins libidinosos (adoro "fins libidinosos" porque está no Código Penal, o melhor livro sobre sexo que já li, tem até "mulher honesta", um fetiche insuperável) fosse um tanto repetitivo, a dedicação contínua compensava. O problema foi quando Florêncio (os pais devem odiar muito o recém-nascido para dar um nome desses, não?) apaixonou-se. Sim, porque todo apaixonado é um bobalhão elevado ao cubo. Revelou-se seu lado mais abominável: a pieguice. Fazia questão de ser o mais kitsch entre os bregas. O pior é que ele não declamava, cantava, com sua voz em 78 rotações. Ah, que suplício. Passava por todas as línguas latinas. "Besame Mucho", em espanhol; "Ne Me Quite Pas", em francês; "Dio Come Ti Amo", em italiano. E dá-lhe "quiero tenerte muy cerca, mirarme en tus ojos, verte junto a mi; pienso que tal vez mañana yo ya estaré lejos, muy lejos de ti". Em português, graças ao bom Deus, não cantava muito, pois nesta língua só tem música de corno. É impressionante como o brasileiro tem vocação para a coisa. De "Motoqueiro", de Almir Rogério (Uma moto foi embora da cidade/Que infelicidade/Ela foi sentada atrás), a "Eu Te Amo", de Chico Buarque e Tom Jobim (Se juntos já jogamos tudo fora/Me conta agora como hei de partir), é um tal de lamentar a perdida que deu no pé, uma choradeira sem fim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda bem que ele não ousou "Côncavo e Convexo", de Roberto Carlos, ou ter-me-ia transformado em assassina em legítima defesa do bom gosto. Mesmo assim, quem tem hálito de açúcar acaba ficando com todos os dentes cariados e podres. Florêncio, que nunca se deu conta da filosofia de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa): "todas as cartas de amor são ridículas", deve ter ficado cantando "No Rancho Fundo" (Ary Barroso e Lamartine Babo) até encontrar outra "Marília" (de Dirceu), o que não seria difícil, pois, é inelutável reconhecer, algumas moças ainda admiram o lirismo, este que, como bem assinalou Eça de Queiroz, em 1871, deveria ser multado por ofensa à higiene. Sim, porque eu caí fora, finalmente convencida de que minha mãe não tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feminismo está morrendo. Melhor assim. Um movimento que pretendia nos igualar a quem nos é muito inferior, os homens, não merecia ter futuro. A mulher se basta. Não precisa de acessórios, ilusões e bravatas para seguir em frente. Um homem velho solitário é ruína sem misericórdia, um farrapo entregue à bebida ou, no mínimo, à irrelevância. Se lhe sobrar algum dinheiro, poderá dar-se com sofreguidão, patético, aos enganosos prazeres do sexo com as mais jovens. A mulher mantém sua classe, seu estilo, sua independência, sem jamais perder o charme, este que resiste ao esvair-se da efêmera beleza da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de minhas três experiências com maridos comuns, todos tão limitados, apostei no sexo casual, este sim uma grande conquista feminina. Sair por uma noite, transar sem preocupações em agradar e, ao final, nunca deixar o número do telefone. Sexo é território feminino, Eros. Para comprová-lo, basta comparar nossa masturbação com a deles. "Toda mulher bonita é um pouco a namorada lésbica de si mesma", para citar novamente Nelson Rodrigues. Não precisa nem ser bonita. Nosso gozo é quente, intenso, ao mesmo tempo suave, reconfortante, reparador. Já um homem a se masturbar é uma imagem burlesca, digna de pena, quanto mais que acaba naquela explosão melada, branca, azeda e fria. Acabar é bem o termo, pois morre ali o que nunca foi grande coisa. Viver bem é dar conta de não ter marido, ou, se o tiver, de não lhe dar tanta importância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurélio Schommer é escritor baiano e diretor da Câmara Bahiana do Livro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-7381818795168343438?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/7381818795168343438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=7381818795168343438&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7381818795168343438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7381818795168343438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/citaes-teresa-de-aurlio-shommer.html' title='&lt;strong&gt;CITAÇÕES- TERESA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Aurélio Shommer&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-3844438041501063425</id><published>2009-01-16T01:54:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T02:24:16.292-08:00</updated><title type='text'>CÂMARA BAHIANA DO LIVRO-de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Em tempos de crise, guerra e reforma nada mais natural do que enfrentar desafios. Assim fui convidado para compor, liderar presidindo uma entidade singular e essencial para o desenvolvimento da cultura e do conhecimento. A Câmara Baiana do Livro. Aceitei depois de saber quem trabalharia comigo. Como vice-presidente, o quadrinhista Antonio Cedraz, já consagrado e reconhecidamente um grande artista baiano, criador da Turma do Xaxado. Os autores Aurélio Schommer, Maria do Carmo Salomão, Valdeck de Jesus, além de a forte parceria com a SEGlivros-distribuidora, todos esses formando a nova diretoria atuante. Assumimos sabendo da dificuldade e da situação enferma financeiramente em que se encontra a Câmara. Aos poucos mudaremos o tempo verbal do presente para o pretérito, logo, logo usaremos “encontrava-se”.   Desde fins de dezembro fazemos incansáveis reuniões. Decidimos de imediato credibilizar a Câmara, sobretudo diante dos autores baianos. Claro, o autor é o mais prejudicado se não houver atuação de uma entidade que deveria e deverá lhe servir. Em reuniões decidimos trabalhar para que a Câmara Bahiana do Livro não fique de fora dos principais eventos literários. Sem dinheiro estamos todos os dias em negociação para participarmos da Bienal do Livro da Bahia, intuito já praticamente conseguido, certamente o martelo será batido quarta-feira 22/01/09 numa reunião que terei na Fagga Eventos, produtora do evento. Em parceria privada e particular deveremos organizar quatro feiras de livros aqui em Salvador e no interior. Duas na capital e duas no interior até o final do ano. Pegando carona nas feiras de livros surgiu inusitadamente a idéia de levar às prefeituras do estado títulos de autores baianos para negociação e adoção pelos governos municipais. A SEG-livros se encarregará de fazer a ponte entre prefeituras e autores cabendo para cada um, no caso de venda, a seguinte porcentagem: 20% para o distribuidor (SEG-livros), 30% Câmara Bahiana do Livro e 50% para o autor. Projeto já em ação. Os outros dois projetos mais importantes para realizar-se em 2009, são: a renovação do convênio feito pela gestão anterior com a Assembleia Legislativa do Estado para edição e lançamento de quatro livros inéditos de autores associados da Câmara, em regime de concurso interno é que serão escolhidos esses autores, ficando de fora os que já foram contemplados no ano anterior. Nesse caso eu, Gilberto Amarante e Valdeck de Jesus não poderemos concorrer, pois fomos os vencedores de 2008. O segundo projeto e tão significativo quanto os outros: pela primeira vez a presença da Câmara Bahiana do Livro na Bienal do Rio de Janeiro 2009. Projeto este que já começarei a tratar com a Fagga-eventos na reunião do dia 22/01/09 como dito aí em cima. E ainda, sem falar muito pois a idéia é infante, um projeto de um selo de edição de autores baianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim gostaria de convidar o autor a participar. A Câmara é onde você terá vez e voz. Somos democraticos vemos com bons olhos a presença do autor nas assembleias e nas reuniões de diretoria também. Convido-o novamente a você autor a associar-se e participar, compartilhar idéias para crescermos juntos. O endereço da Câmara Bahiana do Livro é na rua General Labatut, Barris, Biblioteca Pública segundo andar, ou email para cbal@terra.com.br, c.vilarinho@yahoo.com.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Presidente da Câmara Bahiana do Livro&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-3844438041501063425?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/3844438041501063425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=3844438041501063425&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3844438041501063425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3844438041501063425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/cmara-bahiana-do-livro-de-carlos.html' title='&lt;strong&gt;CÂMARA BAHIANA DO LIVRO&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1182823211543717214</id><published>2009-01-14T04:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T15:01:30.372-08:00</updated><title type='text'>CONVERSA SEM SENTIDO PRA DEDÉU- de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Palavra, frase, morfema.&lt;br /&gt;Ideia, pensamento, papel.&lt;br /&gt;Período, parágrafo, fonema.&lt;br /&gt;Fantasia, credo, labéu.&lt;br /&gt;Sufoco, suor, emblema.&lt;br /&gt;Grafia, desenho, céu.&lt;br /&gt;Sapiência, ignorância, problema.&lt;br /&gt;Natureza, &lt;em&gt;off set &lt;/em&gt;ao léu.&lt;br /&gt;Texto, significante/significado, teorema.&lt;br /&gt;Conto, crônica, cordel.&lt;br /&gt;Antônimo, sinônimo, clara ou gema?&lt;br /&gt;Conversa sem sentido pra dedéu.&lt;br /&gt;Índio, Alencar, Iracema.&lt;br /&gt;Mais vale o tabaréu,&lt;br /&gt;Que não liga para tema.&lt;br /&gt;Ou melhor, ser pinel,&lt;br /&gt;Levar a vida sem lema.&lt;br /&gt;Impressão, imagem, papel.&lt;br /&gt;Língua, reforma sem trema.&lt;br /&gt;Leitura, cor, pincel.&lt;br /&gt;Aaah, mas que dilema!&lt;br /&gt;Ler as revistas &lt;em&gt;Marvel&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;Ou parar de escrever o poema...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1182823211543717214?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1182823211543717214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1182823211543717214&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1182823211543717214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1182823211543717214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/conversa-sem-sentido-pra-dedu-de-carlos.html' title='&lt;strong&gt;CONVERSA SEM SENTIDO PRA DEDÉU&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6899622441576187568</id><published>2009-01-12T04:34:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T04:36:31.571-08:00</updated><title type='text'>UM SOL PARA MIM- de Carlos Soares Oliveira</title><content type='html'>Todos nós temos fases. Alguns chamam de roda gigante, eu chamo de tobogã ou montanha russa. É mais emocionante. Comparo e reflito minhas fases nos meus escritos. Quem é íntimo de mim sabe o quanto sou explícito e deixo emoções brotarem pelos poros, pelos olhos e pelas linhas. Ruim ou bom? Não sei, mas sei que não sei ser diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo escritos antigos e atuais, nos paralelos que traço eu me vejo... Oscilando nesse tobogã, perigosamente, é verdade, mas deliciosamente também. Nessa reciclagem percebo três detalhes. Um... principalmente quando mais jovem, sempre precisei ter ao lado, alguém ,não necessariamente namorada, mas talvez um amigo ou amiga, para ajudar, elogiar, empurrar e até vigiar e brigar. Sim, vigiar e brigar, porque eu não confiava muito em mim. Não tinha muito juízo. Também não sei se já tenho, mas não gosto de ficar me testando. Dois... durante minhas fases negras, sejam de ordem financeira, psicológica, emocional, foi que eu escrevi alguns de meus melhores trabalhos, apesar de  obscuros, controvertidos, tristes, soturnos, revoltados, narcisistas. Em FÊNIX, talvez a mais triunfal, tento dizer a alguém que eu venci. Em ÍCARO MODERNO, meu desejo de voar sem temer que o sol derreta minhas asas e que eu possa fazer versos ao universo. Em AQUI JAZ UMA FLOR, peço socorro  na solidão. Em NARCISO, peço pra ficar sozinho mergulhado no lago do meu amor por mim, tipo “se eles não me querem, eu também não os quero”. Numa fase bem perigosa, escrevi SENSAÇÕES, onde me olho no espelho e depois de quebrá-lo, peço para morrer para começar tudo de novo. Como se fosse possível. Em PSEUDO, não acredito em liberdade real nem felicidade total. Loucura e genialidade num mesmo patamar, separadas por uma linha tênue do sim e do não. Quase fiel, quase na lei.Quase amado, quase amei. Vivi a esmo, afinal é tudo faz de conta mesmo.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O terceiro detalhe que percebo nessa reciclagem é que de um ano pra cá, meus poemas têm ganhado um tom mais leve, mais brando, com palavras fluindo como brisa, como água num regato. Nada de temas pesados, rebeldes. Só temas de amor, amizade, esperança. Borboletas no ar. Pôr-do-sol perfeito. Passarinhos na janela. Pessoas rindo fácil. Em algumas eu pareço até um adolescente escrevendo. Agora eu falo de SINTONIA, EXPLOSÃO, imagino quadros que nem DA Vinci pintaria. Vivendo MIL ENCANTOS. Enfim, uma nova fase em que a vida  proporcionou um sol para mim: será o AMOR??? Com certeza!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Soares de Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6899622441576187568?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6899622441576187568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6899622441576187568&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6899622441576187568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6899622441576187568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/um-sol-para-mim-de-carlos-soares.html' title='&lt;strong&gt;UM SOL PARA MIM&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt; de Carlos Soares Oliveira&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2335516921430287181</id><published>2009-01-10T03:17:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T04:01:54.867-08:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA COM CARLOS MOORE</title><content type='html'>&lt;em&gt;Professor de literatura, amigo da velha guarda da Ufba e, assim como eu, amante da literatura, Nelson Maca me deu a honra de postar no blog a entrevista com Carlos Moore, ativista negro, cubano das antigas. Coloquei alguns trechos para sentirmos o peso das palavras negras. Sem duplo sentido, negras da raça mesmo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valeu, Nelson&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Moore &lt;/strong&gt;nasceu e cresceu em Cuba. Doutor em Ciências Humanas e Doutor em Etnologia da Universidade de Paris-7 na França, ele é atualmente Chefe de Pesquisa (Sênior Research Fellow) na Escola para Estudos de Pós Graduação e Pesquisa da University of the West Indies (UWI), Kingston, Jamaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi consultor pessoal para assuntos latino-americanos do Secretário Geral da Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), Dr. Edem Kodjo, de 1982 a 1983, e consultor pessoal do Secretario Geral da Organização da Comunidade do Caribe (CARICOM), Dr. Edwin Carrington, de 1966 a 2000. Foi assistente pessoal do professor Cheikh Anta Diop, diretor do Laboratório de Radiocarbono do Instituto Fundamental da África Negra, de 1975 a 1980, em Dakar, Senegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor de cinqüenta e cinco artigos publicados sobre questões internacionais, seus livros são: Pichón: Race and Revolution in Castro´s Cuba (Chicago: Lawrence Hill Books, 2008); A África que Incomoda (Belo Horizonte: Nandyala Editora, 2008); Racismo &amp; Sociedade (Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007); African Presence in the Americas (Trenton NJ: Africa World Press, 1995), redator principal; Castro, the Blacks, and Africa (Los Angeles, CA: CAAS/UCLA, 1989); This Bitch of a Life (London: Allison e Busby); Cette Putain de Vie (Paris: Karthala, 1982).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos, novamente, ao Mestre Carlos Moore, pelas respostas desdobradas respeitosa e cuidadosamente ao Gramática da Ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Maca - Blackitude.Ba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gramática da Ira (GI) -&lt;em&gt; Professor Carlos Moore, antes de tudo, é uma honra para nós entrevistar um homem de sua envergadura histórica e importância política. Um negro que, apesar de uma vida tão aguerrida, soube permanecer lúcido e incorruptível. Além do mais, simples e acessível aos que chegam. Professor, diz pra gente como o Senhor gosta de ser apresentado na intimidade e nos espaços das várias lutas que tem sido sua vida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Moore (CM) - Obrigado pelas considerações singelas. A auto-definição é sempre problemática, porque os humanos têm uma marcada tendência a se projetar de maneira exclusivamente positiva. Ora, a realidade não é sempre essa. Eu tenho cometido tantos erros na minha vida política e na minha vida pessoal, que para me definir completamente, implicaria a admissão desses erros. Eu me vejo como uma pessoa que teve de lutar muito para adquirir a identidade racial, a serenidade humana, que possuo hoje. Por isso, eu me auto-defino, fundamentalmente, como um crítico social, como um militante das causas sociais. Me sinto muito privilegiado, como militante, porque tive a honra de ter militado ao lado de homens e mulheres hoje considerados como ilustres: Malcolm X, Cheikh Anta Diop, Aimé Césaire, Maya Angelou, Stokely Carmichael, Lelia Gonzalez, Walterio Carbonell, Abdias Nascimento, Harold Cruse, Alex Haley, e tantos outros e outras. Todas essas figuras ocuparam um lugar importante no combate que, ao meu ver, constitui a maior das causas sociais que a humanidade tem sido obrigada a sustentar: o combate contra o ódio racial, contra a opressão racial, e contra as discriminações e vexames de todo tipo que são inerentes a esse fenômeno criado pela história das relações dos humanos entre si. Sinto orgulho de tê-los acompanhado nessa trajetória de combate por um mundo melhor para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GI- &lt;em&gt;Por que o Senhor escolheu o Brasil para viver atualmente, e, mais especificamente, por que Salvador?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM- Porque no Brasil me sinto perfeitamente em casa e em família. É uma questão de sentimento, o que é algo eminentemente subjetivo. Não estamos falando do terrível drama que constituem as abissais desigualdades sociorraciais existentes no Brasil. Há poucos países nos quais eu me sinto realmente em casa: o Senegal, o Haiti, a Trinidad e, naturalmente, a Cuba. O Brasil é um desses países onde eu não me sinto como um estrangeiro, mas como se tivesse nascido nele. Salvador é, para mim, como a terra que me viu nascer. Amo muito essa cidade, o povo, o jeito, as ruas, os prédios, o mar. Porém, tenho decidido morar no Brasil até o momento do meu retorno a Cuba. E quando esse dia chegar, sei que irei embora com muita tristeza no meu coração, pois o Brasil tem se convertido, também, no meu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GI- &lt;em&gt;O Senhor é conhecido, internacionalmente, como um dissidente do regime cubano de Fidel Castro, principalmente por questões que envolvem os conflitos raciais. O Senhor pode nos falar um pouco sobre sua percepção histórica desses conflitos, e como tem sido sua relação com os ativistas marxistas do movimento social negro que admiram profundamente a revolução cubana?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CM- Teria que escrever todo um livro para responder a isso, o que já fiz em Pichón: Race and Revolution in Castros’s Cuba (Raça e Revolução na Cuba castrista), que acaba de ser publicado nos Estados Unidos. A minha disputa com o regime Cubano foi violenta porque esse regime decidiu que ele não tinha por que discutir com um “bando de neguinhos equivocados”, como a liderança castrista nos qualificou. Eles pensaram que, como eles eram brancos, inteligentes, marxistas e antiimperialistas, nós, negros, só tínhamos que nos alinhar sob comando deles, e seguir as instruções políticas que eles nos davam. Ou seja, que deveríamos arriscar as nossas vidas no combate contra o inimigo imperialista, e, claro, trabalhar para edificar a nova sociedade socialista. Mas, como bons soldados negros marxistas, devíamos nos calar no que diz respeito aos problemas da sociedade cubana, sobre as grandes decisões políticas, e seguir as instruções dos nossos dirigentes super-inteligentes. Mas, nós que tínhamos outra idéia da Revolução, achamos que havia algo de errado nessa relação que nos propunha a liderança castrista – composta em mais de 95% por brancos provindos da alta burguesia e da classe media cubana. Pensávamos que havia que encarar a situação racial em Cuba como primeiro passo na construção do socialismo e da igualdade, mas essa liderança respondeu que em Cuba não havia racismo; que vivíamos numa “sociedade mestiça” onde todos os cubanos eram “mulatos”; que o socialismo estava “além da raça”, e que a única cor na Cuba revolucionaria era a “Cor Cubana”. Claro, compreendemos que se tratava da demagogia de sempre, a mesma que tinha sido usada durante todo o período republicano anterior, e que a liderança revolucionária tinha recuperado, para elaborar uma nova ideologia mentirosa baseada numa suposta “pos-racialidade socialista”. É por isso que o movimento negro Cubano daquele momento, ou seja, o período de 1959 até 1965, chocou-se, quase de imediato, com a nossa liderança revolucionária. Esta última estava composta por homens e mulheres que usufruíam de grande prestígio, dentro e fora do país, e que estava liderada por um dos grandes gênios políticos do século XX: o Fidel Castro Ruz. Sabíamos disso, mas também sabíamos que Fidel Castro Ruz não era Deus, e que mesmo se ele o fosse, ele estava cometendo uma barbaridade em relação à questão racial. Assim, todos aqueles que levantaram as suas vozes para alertar o regime revolucionário que ele estava levando Cuba por um caminho errado no que diz respeito à questão racial, fomos catalogados como “negros ingratos” e, finalmente, como “racistas negros” e “negros contra-revolucionários”. A partir daí, a impossibilidade de diálogo com o regime se tornou patente, e terminou em confronto. Como as forças em presença eram desiguais, pois eles tinham o poder do Estado e nós somente o poder das nossas idéias, nós fomos impiedosamente esmagados. Em resumo, isso foi o que aconteceu. Fidel Castro, Che Guevara e Raúl Castro tinham sido elevados ao estatuto de Deuses gregos. Ninguém que tivesse idéias diferentes aos deles tiveram o direito de ser ouvidos. Nós, dissidentes revolucionários negros, devíamos nos prostrar diante deles de maneira obsequiosa, submissa e covarde, ou ser esmagados. Então, fomos detidos, enviados para as cárceres abomináveis que o regime já tinha aberto, ou para os diferentes campos de trabalho forçado que já existiam no país, ou enviados para a destruição mental nos hospitais psiquiátricos. O mais célebre desses casos foi o do grande pensador Walterio Carbonell, demolido num manicômio. Cinqüenta anos tiveram de transcorrer para que o mundo começasse a se perguntar o qué é que estava ocorrendo em Cuba com a população negra majoritária? Foram cinqüenta anos de defesa do “paraíso pós-racial” cubano pela esquerda toda, branca ou negra. Inclusive, essa novela continua sendo de atualidade em praticamente toda a chamada América Latina - principalmente em países como o Brasil - onde a esquerda é de um infantilismo racista digno de estudo pelos psicanalistas. Eles pensam que os Cubanos negros não tem o direito de se opor a um regime que os oprime de um jeito similar à maneira em que os militares oprimiram aos brasileiros durante duas décadas. Não tão somente em América “Latina” mas no mundo inteiro, essa esquerda marxista tem problemas sérios quanto à analisar a questão racial, ou quanto a se relacionar com os negros, individualmente, ou como coletividade racial que tem um percurso histórico singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.GI-&lt;em&gt; Em todo o Brasil, o Senhor tem feito palestras, conferências e cursos que envolvem questões ligadas ao panafricanismo e à história do movimento social negro no mundo. Que conteúdos são mais solicitados ao Senhor pelos produtores e expectadores nesses eventos? Como o Senhor avalia essas necessidades intelectuais, principalmente dos ativistas do movimento social negro?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GM- A meu ver, o problema fundamental aqui, no Brasil, como em todas as Américas, especialmente em Cuba, é o problema da convivência entre as raças, a existência da opressão racial, das discriminações em base à raça. Enfim, toda a problemática essa que gira em torno da pretensão de um grupo de humanos a monopolizar os recursos em detrimento de todos os outros, sob o argumento que ele representa um segmento superior da espécie humana, e que todos nós não somos senão subespécies destinadas a servir de escravos, babás, serventes, seguranças, e todo o resto que sabemos. É disso que se trata nas minhas palestras, nas quais trato de explicar a questão racial a partir de uma perspectiva histórica, e não somente como uma questão de conjuntura. Acho que as mentes estão se abrindo, no Brasil, como conseqüência de dois fatores: a ação que vem desenvolvendo o Movimento Negro desde há varias décadas, e as medidas positivas que tomou o governo Lula desde que tomou o poder. Sabemos que são medidas tímidas, considerando a dimensão gigantesca do problema a ser resolvido, mas são passos na boa direção que um regime revolucionário como o de Cuba não se atreve ainda a dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2335516921430287181?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2335516921430287181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2335516921430287181&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2335516921430287181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2335516921430287181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/entrevista-com-carlos-moore.html' title='&lt;strong&gt;ENTREVISTA COM CARLOS MOORE&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5061018798502614546</id><published>2009-01-09T01:28:00.001-08:00</published><updated>2009-01-09T01:28:56.752-08:00</updated><title type='text'>SOBRE A CEGUEIRA -de Flamarion silva</title><content type='html'>Diz Kafka:&lt;br /&gt;— É verdade que não se pode dormir e sonhar sem se fechar os olhos. Mas não é estranho ver por aí tanta gente dormindo e sonhando de olhos abertos?&lt;br /&gt;Dostoiévski responde:&lt;br /&gt;— Se se tapasse a boca com a mão, a que sufoca, nem por isso, decerto os olhos saltariam, não de susto, mas de evidente denúncia, como se eles fossem uma boca e falassem.&lt;br /&gt;Saramago encerra:&lt;br /&gt;“Um homem entra em sua casa a esgueirar-se pelas paredes. A luz, acesa, imediatamente é apagada.”&lt;br /&gt;— Ora, mas quem ousou acender a luz, reclama indignado. Será que todos não sabem que ela cega os olhos?&lt;br /&gt;E, já mesmo sem seguir tateando, o homem adentra rápido à sala. Depois, senta-se no sofá, abre o jornal, e só aí, então, arregalando os olhos, procura em algum lugar onde deixou os óculos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5061018798502614546?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5061018798502614546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5061018798502614546&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5061018798502614546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5061018798502614546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/sobre-cegueira-de-flamarion-silva.html' title='&lt;strong&gt;SOBRE A CEGUEIRA &lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Flamarion silva&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-244050113347069283</id><published>2009-01-08T04:11:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T04:13:37.395-08:00</updated><title type='text'>LEITURAS DE 2009</title><content type='html'>&lt;em&gt;O blog deu pausa no fim de ano. Agora de volta à ativa com mais gás, idéias, pensamentos e atitudes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BOA LEITURA PARA O ANO TODO DE 2009.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando com a gaúcha &lt;em&gt;Edinara Leão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carlos Vilarinho &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-244050113347069283?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/244050113347069283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=244050113347069283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/244050113347069283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/244050113347069283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/leituras-de-2009.html' title='LEITURAS DE 2009'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2392831428431007648</id><published>2009-01-08T04:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T04:11:00.273-08:00</updated><title type='text'>ULTIMITUDE- de Edinara Leão</title><content type='html'>se nos flagramos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;causando-nos mal, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por certo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é a hora do fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que seja tão lindo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como o começo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixo-te &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma rosa, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma música &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(para o silêncio de minha ausência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não te assustar) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e este último beijo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;edinara leao&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2392831428431007648?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2392831428431007648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2392831428431007648&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2392831428431007648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2392831428431007648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2009/01/ultimitude-de-edinara-leo.html' title='&lt;strong&gt;ULTIMITUDE&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Edinara Leão&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5547118676231840922</id><published>2008-12-29T15:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T15:12:41.676-08:00</updated><title type='text'>PROVA DE AMOR- de Flamarion Silva</title><content type='html'>PROVA DE AMOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aconteceu assim meio por brincadeira. Não pensei que o Lelé fosse levar a coisa a sério. Diziam umas coisas dele, que era matador de aluguel, que já tinha apagado até gente famosa, gente da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você me ama mesmo, Lelé? Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pô, se amo! Amo você pra porra! respondeu zangado, uma forma de se mostrar ofendido, não gostava que duvidassem dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então quero uma prova. E fiz um dengo mentiroso. Por um momento não me dei conta que a coisa era mais grave do que eu pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que é? Quer que atravesse Salvador/Mar Grande no braço? Quer que vá a pé daqui até Feira de Santana? Quer que faça uma declaração de amor em público? Porra, essa ia ser foda! ele disse, pra um homem se declarar a uma mulher já é difícil, imagine uma declaração em público... essa ia ser foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não é nada disso, Lelé, eu disse séria. Sabia da gravidade do que ia lhe falar, por isso fiquei séria pra que ele percebesse que eu não tava brincando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra, Neném, o que foi? Tá com algum problema? Peraí, disse se afastando um pouco de mim. Não tá prenha de novo, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lelé era doido por mim, mas morria de medo que eu pegasse barriga. Ia ser aquele processo de novo. Tomar remédio pra perder. Se não perdesse, tinha de correr pra uma mulher lá de Mussurunga que faz aborto caseiro. Ela já me socorreu duas vezes. Só Cleidiane, minha melhor amiga, ficou sabendo. Isso da primeira vez, que escondi do Lelé. Da Segunda vez o serviço vazou e todo mundo ficou sabendo. O Lelé se retou comigo e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não lhe dou uns tapas porque você está de resguardo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lelé era burro nessas coisas. A moça do aborto me disse que tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você já pode providenciar outro, minha filha, se não quiser ter, venha cá que tiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda me falou outras coisas. Umas idéias bem legais a respeito da legalização do aborto. Disse que fora do Brasil, em muitos lugares, o aborto é legal. Até falou que na Holanda, se uma pessoa estiver muito doente e quiser morrer logo, pode, isso lá é legal. Ela disse o nome pra esse tipo de morte, mas esqueci. Da próxima vez que eu for lá,  pergunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aqui no Brasil essa burocracia pra tudo, ela disse. Burocracia não sei o que é, mas todo mundo fala e eu também gosto de falar porque é uma palavra difícil. Eu pareço inteligente. Burocracia. Bu-ro-cra-cia. Burocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que prenha o que, Lelé. Já não lhe disse que quando emprenhar você vai ser o primeiro a saber. Porra, você é rancoroso hein, não esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso não é ser rancoroso, sua burra, ele me disse. Rancor é quando alguém guarda raiva no coração. Você eu amo, sua besta, ele me disse, assim meio estranho. Não parecia ele, tava muito romântico. Falou com uma voz mansa. Até parecia uma moça falando. Fiquei depois repetindo o tempo todo, imitando ele: – Você eu amo, sua besta, você eu amo você sua besta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isso ficou martelando na minha cabeça o dia todo. Parecia música baiana. – Merda! O que é, então? ele perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah, não sei se você vai topar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Topo, disse decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas você nem sabe o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Diga! disse retado, doido pra saber o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você jura que jura que me ama? perguntei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mais que a terra, o céu e o mar. E fez um xis cruzando os indicadores e depois beijou os dedos. Hesitei se devia falar. Talvez fosse só invenção do povo que ele tinha tantos crimes nas costas. Ele pareceu tão doce quando fez o juramento. Fiquei calada, só olhando nos olhos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra, Neném, diga logo de uma vez o que quer que eu faça para provar o meu amor.&lt;br /&gt;Então eu disse de uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quero que mate uma pessoa. O Osvaldo, marido de minha mãe. Ele bate nela, toma o dinheiro dela e, ainda por cima... ainda por cima ele quer me comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aquele filho da puta! Lelé disse, triturando os dentes de raiva. Mato de graça! Nem precisava jurar nada. Filho da puta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Calma, Lelé, calma. A gente tem de pensar bem como fazer. Minha mãe não pode ficar sabendo. O que vai lhe parecer um mal, só vai ser um bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Claro! Claro! Aquele corno! Querer comer mulher minha... Sacripanta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E então, tem alguma idéia de como fazer? perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É na bala! Na bala! O Osvaldo é muito forte, encarar de peito aberto não vai dar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Primeiro dou um tiro na perna, e, depois, já pau-a-pau comigo, dou umas porradas; por fim descarrego meu 38 naquela cabeça de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E se você errar o tiro e ele conseguir tirar o revólver de sua mão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra, é uma hipótese, é uma hipótese. Vou Ter de atirar no peito e, depois, então, descarrego na cabeça. Tomara que ele fique acordado para sentir a mijada que vou dar na cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo acertado, a gente se beijou. O Lelé disse que queria me comer. Me comeu ali mesmo, no meio da rua. Levantou um pouco minha saia, rasgou minha calcinha com raiva e me comeu, ali mesmo, no meio da rua, encostados numa Parati verde.&lt;br /&gt;Dois dias depois encontraram um corpo na ribanceira da Estrada Velha do Aeroporto. Era o corpo de Osvaldo. Só identificaram que era ele por causa do anel com pedra vermelha no dedo médio. Minha mãe já havia informado do sumiço na 13ª DP. Os policiais foram lá em casa buscar mainha para reconhecer o corpo. A coitada desmaiou quando viu o anel. A cara do Osvaldo esfacelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A cara esfacelada, disse o delegado mostrando o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mainha olhou e não reconheceu o Osvaldo, mas logo viu o anel e desmaiou. Quando acordou fez aquele drama. Minha mãe era louca por Osvaldo. Chorou, gritou, e na hora do enterro no cemitério da Baixa de Quintas, berrou para que todo mundo ouvisse que ela queria ser enterrada com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma histeria. Deu vontade de dar uns tapas na cara dela, só para se acalmar. Até hoje, um ano e dois meses depois, fala do Osvaldo com saudade. Lamenta e chora pela sorte do meu irmão recém-nascido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tão novinho e já órfão, diz ela colocando Osvaldo Júnior pra mamar no peito. Ele nem sabia que ia ser pai. Ia amar tanto se soubesse, ela fica dizendo com uns olhos perdidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha opinião, você já sabe, é outra. Dependesse de mim, ela ia lá em Mussurunga e tirava o menino. Pra que deixar vir ao mundo mais um pra passar fome, pra ficar na rua cheirando cola, roubando, matando? Melhor não vir. O Lelé é que tá certo quando diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Neném, pobre parir é igual a epidemia: quanto mais pare mais a doença aumenta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso não me importa agora, importa é que o Lelé provou que me ama de verdade. Daqui a pouco ele vem me buscar, a gente vai no cinema, no shopping. Ele disse que tá passando um filme porreta. Tomara que seja de amor. Ando tão romântica esses dias... até pareço uma besta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5547118676231840922?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5547118676231840922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5547118676231840922&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5547118676231840922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5547118676231840922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/prova-de-amor-de-flamarion-silva.html' title='&lt;strong&gt;PROVA DE AMOR&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Flamarion Silva&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6600472465889601815</id><published>2008-12-27T01:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T02:19:58.344-08:00</updated><title type='text'>O BOÇAL- de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Desde menino me achava cretino. A rima não é proposital, mesmo sendo eu um poeta de largas proporções. Quando adolescente li num livro de filosofia que o homem é preguiçoso porque não tem vontade de potência. E que tinha que se render às massas. Acho as massas repugnantes, a não ser que seja um macarrão italiano à bolognesa. No entanto e como de roldão dentro de mim e dos meus sonhos, aprendi por osmose, como já disse, a fazer as coisas sem muito afinco e honestidade. Não sei por que, mas isso me direcionava às outras pessoas que empiricamente, eu acho, solicitavam meu trabalho. Percebi de imediato com a minha cretinice que poderia levar vantagem sobre quem quisesse simplesmente investigando para depois devassar o discurso alheio. Como já disse me achava um poeta em largas proporções. Então me orgulhava de devorar os livros e os textos que eu mesmo procurava. Ou caíam em minha mão. Ou ouvia alguém culto e inteligente comentar num banco da praça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Resolvi então que seria o homem mais culto e inteligente de toda a eternidade. Um sonho no reboco de outros sonhos. Fui aprovado num curso de Filosofia. Dessa forma então segui a vida, lendo o rosto das pessoas. Uma vez li no rosto de uma colega de curso o seu desespero por causa de uma prova de um professor maldito e tirano. Havia eu então o flagrado em atitude homossexual com um colega rival meu de conhecimento. Dele, do colega rival, já desconfiava, mas do professor não. Chantageei, sobretudo o professor pederasta. Para se ver livre de mim, deixou-se ser usurpado vorazmente por toda a obra de Shakespeare. Além da prova do semestre. O pederasta era casado com outra professora sargenta do curso de Filosofia. Não tinha necessidade daquilo, mas lembrei-me da colega desesperada e seu corpo tremendo sob o meu em minha imaginação tratante e velhaca. Dei a prova em troca de sexo oral nos fundos da faculdade onde se reunia a turma da maconha, dentre eles o namorado dela, claro ele não estava lá. Depois de formado corrompi meia-dúzia de pessoas estancando-lhes a ferida com o meu dedo. E assim fui ensinar na faculdade onde estudei e por si só era um antro de permissividade ambulante. Depois do professor pederasta, teve a diretora do campus universitário e chefa de departamento de estudos Kantianos. Num juízo puramente analítico e, note-se a ironia, kantiano. Descobri que a tal professora emprenhava urnas de eleições departamentais e assim continuava no poder após dezoito anos. O meu faro e minha facilidade em descobrir falhas e falcatruas alheias, sem titubear na dúvida me levou a espioná-la e levantar dados para conseguir o meu intento. As urnas já vinham emprenhadas. Consegui essa informação de um agente mercenário que não estava nem aí para o desenvolvimento da ciência, muito menos para o bom andamento de um processo político e eleitoral de uma Universidade, tinha no entanto uma demência súbita estampada no rosto. Aquele venal agente não sei de que, vendeu a informação por uns míseros mil e quinhentos reais, meu computador de tela LCD e a impressora. Topei porque sabia que meu lucro seria bem maior do que aquele. E em três meses fui nomeado professor titular de Filosofia Socrática. Para mim foi muito bom, tinha afinidades com os sofistas e nunca entendi porque o idiota do Sócrates não pegou suas tralhas e foi embora de Atenas. Mesmo vivendo assim num pré-fatalismo quase que absoluto, não achava a vida uma porcaria. Queria viver e para isso tinha que contar com os meu dotes cretinos, devassos e desprezíveis. Essa era minha condição e meu pensamento sobre a humanidade. Dessa forma jamais vivi aferroado ao cristo redentor ou a qualquer virgem. Nem a santo, nem orixá. Uma vez me apareceu na frente um homem de chapéu, lá pela madrugada. Estava curtindo o dinheiro que havia extorquido de um adúltero vizinho. Quem mantinha a casa e os vícios do desgraçado era a mulher que com ele se casou. Não teve o que fazer e arranjou um rapariga na rua. Tirava de casa, da mulher que sustentava seus vícios imundos, e dava à cadela. Mudei o itinerário do dinheiro uma vez só, quando o vi e fiz questão de flagrar dentro do carro da esposa fazendo sexo anal com a empresária da volúpia. Então o homem do chapéu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isso são horas de passear rapaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Interessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sabe quem eu sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sei e não quero saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Um dia venho buscar sua tripas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou as costas e sumiu andando na treva da madrugada. Eu continuei minha farra. Senti um calafrio, mas logo em seguida tomado pelo prazer do álcool, segui em frente enamorando-me com uma mulher que repentinamente apareceu ao meu lado de braços e abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca deixei de pensar em reviver novamente Cervantes, haveria de ser um ser pensante que revolucionaria o mundo com o meu pensamento prático e metafórico ao mesmo tempo. De vez em quando sentia um pequenino remorso, mas mente fraca não toma conta de mim. Às vezes também vinha em minha mente uma questão de Rainer Maria Rilke “Que farás tu, meu Deus? O medo me domina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Que foi? Tá assustado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Claro que não, minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive vontade de perguntar quem era aquela mulher ali, mas algo penetrava em minha mente vadia que simplesmente começava a beijar-lhe. E ela retribuía os beijos num &lt;em&gt;frisson&lt;/em&gt; delicioso. Mesmo assim dava-me náuseas cada vez que me beijava e volvia a cabeça de um lado a outro, tornando-se assim uma beijoqueira deliciosa e estúpida. Claro que eu merecia coisa melhor. De qualquer sexo. Mas ali curtindo aquele júbilo indecente, conseguido com a extorsão de alma alheia sentia uma felicidade breve e clandestina, com a licença do arremedo de um livro clariceano. No outro dia a ressaca era miserável e uma angústia infernal e diabólica que se apoderava de mim a cada minuto, como se a minha vida estivesse sendo guardada para um momento explosivo que jamais chegaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhei-me às tendências que apareciam na Universidade. Os estudantes sempre trazem coisas novas e a minha mente vorticista, veloz e lépida como a de um grande pensador e senhor da comoção, mesmo que seja a comoção alheia e sofrida, colocou-me em voga dentro de um mundo de intelectuais, aliás, pseudo intelectuais, todos abaixo de mim e assim cravei meus fundilhos na cadeira de estilo vitoriana que compunha a diretoria. Em tempos conheci um rapaz. Magro e macilento. Tinha as mãos grandes e rígidas, contornadas por veias aparentes. Trazia no rosto o desconforto do desconhecimento e avidez pelo mundo acadêmico. Vi de longe durante a matrícula. Tive compaixão pelo semblante pueril e miserável, então um sopro maledicente roçou minha nuca. Fiz questão de ser o professor orientador daquela turma, assim tinha espasmos de superioridade que não me aquietavam, pelo contrário deixavam-me sempre em elevação e em contato com algo inatingível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Pedro vinha a minha sala dizia-lhe verdades doces. Escondia a minha violência natural e entrelinhas. Maltratava-o fazendo acreditar que eu era o Deus que o faria levitar entre conhecimentos proibidos. De qualquer forma e com o passar dos tempos fui sentindo algo de gigantesco em Pedro. Algo familiar que já houvera passado por mim. Perguntei-lhe &lt;em&gt;once more&lt;/em&gt; se ele me amava como Jesus amava Pedro. E então, na resposta senti pela primeira vez um certo pavor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Claro que sim. Vou amá-lo até sua última gota...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia passado dois anos desde que o vi ingênuo, fútil e frívolo na fila da matrícula. Percebi com o tempo a sua evolução. Muito maior do que os outros. Concedi parabéns a mim mesmo, sabia que aquela genialidade infante, crescente e diabólica devia a mim e a minha natureza perversa e boçal. No entanto e com esses tempos o olhar de Pedro, sobretudo quando punha sobre mim mesmo, tinha algo de visceral e sanguinolento. Durante esses mesmos tempos pus-me a recolher-me mais cedo em casa. Uma vez ou outra Pedro aparecia, fitava-me de cima e baixo com uma fome carnal que me deixava encabulado. Mas eu era superior, ao menos achava isso, e mesmo com uma apreensão a um malogro que não sabia nem tinha idéia de onde vinha me impunha e perguntava-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que deseja, Pedro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nada professor... Estava de passagem aqui por perto e vim te ver... O senhor mesmo &lt;br /&gt;disse para que eu sempre aparecesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Claro, claro... Vou passar um café. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro então se sentava na poltrona e com ar aborrecido, sorvia o pretume sem açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ai, ai, meu bom professor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que Pedro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia o olhar dele pousado em minhas costas, sentia arrepio voluptuoso e deitava. Pedro terminava o café, roubava meus cigarros e ia embora. Instalava-se em meus sonhos e em minha cama. Furtava minha alma. Foi então, depois de mais alguns meses que vi Pedro com a mesma garota que divertiu-se comigo quando extorqui o adúltero. Jamais entendi como ela apareceu repentinamente aos meus braços. Reconheci imediatamente. A imagem daquela garota não havia sumido do meu inconsciente conscientemente coletivo. Talvez tenha trazido de lá mesmo, das entranhas da memória pré-histórica e cíclica. Um psicológico cheio de &lt;em&gt;anima&lt;/em&gt;. As idéias e as imagens convergiram-se e ao mesmo tempo outras línguas vieram para dentro de mim. Em instantes minha alma saiu e de fora em forma de energia cósmica, mas turva, vi o escarnecimento de um boçal. Sua gargalhada infernal escorrendo e ecoando no rio Letes. Era a mesma garota, o mesmo cabelo, não havia passado o tempo para ela. Os dois num romance arrogante e altivo. Aquele amor presente, perverso e carnal, condenado e abençoado por Satanás é que me acentuava a dúvida. Já não cria em Pedro, ao contrário de Jesus. Tinha medo. Eles sorriam como &lt;em&gt;Antístenes&lt;/em&gt; e meu estomago embrulhava. Eles dançavam numa noite vazia, como eu dancei com ela mesma. Eles riam embriagados como eu estava naquele dia. No instante em que se virou de costas para dançar a valsa dos mortos eu ouvi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ergam todos os copos&lt;br /&gt;Vamos brindar&lt;br /&gt;Aos mortos&lt;br /&gt;Um brinde aos mortos!&lt;br /&gt;Um brinde a você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragam todos os corpos&lt;br /&gt;Vamos ressuscitar&lt;br /&gt;Os mortos&lt;br /&gt;Pra beber com os tortos&lt;br /&gt;Beber até vomitar” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e vi o sujeito da noite... E ele perguntou novamente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isso são horas de passear, rapaz? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dor lancinante estraçalhou minhas tripas e sangrei até a última gota. Quando o pingo rubro em três segundos juntou-se ao mar de vômito vermelho, Pedro e a garota algemaram minha alma e fecharam a porta da escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto do livro VELHO que será lançado em 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6600472465889601815?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6600472465889601815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6600472465889601815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6600472465889601815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6600472465889601815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/o-boal-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;O BOÇAL&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-8742404086222880308</id><published>2008-12-24T16:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-25T15:01:10.466-08:00</updated><title type='text'>ESTA MOEDA NÃO VALE NADA- de Mayrant Gallo</title><content type='html'>Era o tempo em que as crianças paravam diante das vitrines das lojas e admiravam os brinquedos. As pobres, digo, pois às ricas bastava pensar neles, que na noite de Natal apareciam ao pé das árvores, no canto da sala, como num passe de mágica.&lt;br /&gt;Naquela manhã, como se estivesse diante de uma autoridade, o menino tirou o boné e ficou olhando a vitrine. Não havia criança que não parasse ali. Mesmo que suas mães as puxassem com força e impaciência, uma olhadela ao menos elas destinavam àquele mundo de carrinhos, bonecas, casas, bichos, trens, soldados e bailarinas, tudo em miniatura, e de uma delicadeza ímpar e cores berrantes que atraíam as crianças desde o primeiro olhar, ainda longe, do outro lado da rua. E muito mais aquele menino, tão calado e tão só com sua mãe doente. Ele enfiou a mão no bolso e pescou uma moeda. Entrou na loja, ainda vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Moço”, disse, tímido, “de quantas moedas como essa preciso para comprar aquele caminhão de bombeiro?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem recolheu a moeda de cima do balcão e a examinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esta moeda não vale nada. É dinheiro antigo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem foi à caixa registradora e voltou. Largou uma moeda no balcão, pesada e luminosa: “Você precisa de trinta desta aqui”. O menino a pegou, mal cabia em sua mãozinha. Jamais tinha visto aquela moeda. Seus olhinhos brilharam, e ele mordeu o lábio, certo de que jamais conseguiria juntar tantas daquela. Largou-a então sobre a madeira negra e foi saindo, sem se despedir do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ei!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino se voltou, cabeça baixa, olhar de desânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Me traga vinte e nove iguais a essa, e o caminhão será seu”, disse o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, quando levou o chá para a mãe, no quarto, o menino perguntou se ela não tinha uma moeda para lhe dar. Ela simplesmente disse que não, que todo o dinheiro que tinham era para comer, e nem poderia garantir que durasse até o Natal.&lt;br /&gt;“Se pelo menos seu pai nos mandasse algum dinheiro...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, o menino foi à escola pegar seu boletim e avisar que sua mãe, porque estava doente, não ia comparecer à festa de Natal, e que ele também não iria, pois precisava cuidar da mãe. Depois, reuniu-se com alguns colegas no pátio da escola e tirou de dentro de um saco um dos seus tesouros pessoais, que mostrou a todos: o esqueleto de um gatinho. Um dos filhotes de Dália, a gata de sua mãe, que morrera atropelada no verão anterior. Desde os seis anos que ele guardava aquele esqueleto. Obteve três moedas com ele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até o fim do dia conseguiu reunir oito moedas. Mas parou por aí, e por vários dias não conseguiu mais nada. E o Natal estava próximo, e dos quatro caminhões de bombeiro que havia inicialmente na vitrine só restavam dois. Começou a sentir medo, tanto de perder as moedas como de não arrumar mais nenhuma. Felizmente conseguiu fazer alguns trabalhos na vizinhança, e a três dias do Natal seu bolso portava dezenove moedas. Com mais dez, e se o homem da loja cumprisse o que prometera, o caminhão era seu. Na véspera do Natal, a vizinha, dona Laura, o chamou por sobre a cerca e perguntou como ia sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Melhor”, ele disse, sem disfarçar o tom de tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a mulher, para que ele ficasse mais feliz, falou que, se ele fosse à mercearia comprar-lhe alguns mantimentos, ela lhe daria três moedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quatro”, o menino negociou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminho da mercearia, parou diante da loja e viu que só restava um caminhão. O último. Ficou olhando, abatido. Nisso, um homem que vinha claudicando pela calçada, a varrer o ar com a bengala, parou ao lado do menino e também ficou olhando os brinquedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que você está olhando, menino?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O caminhãozinho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você gosta dele?”&lt;br /&gt;“Claro!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem ficou em silêncio, como se pensasse. Depois disse:&lt;br /&gt;“Então fecha os olhos e me diga como ele é. Quero saber se você realmente gostou dele...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino fez o que o homem pediu, como se fosse ele, e não outra pessoa, o criador daquele brinquedo. Mencionou, de olhos fechados, cada detalhe, dos mais importantes aos mais simples. Depois pediu desculpas ao homem e disse que precisava ir.&lt;br /&gt;À tarde, faltavam apenas quatro moedas, mas a mãe o chamou no quarto e perguntou se ele tinha algum dinheiro:&lt;br /&gt;“Soube por dona Laura que você andou fazendo alguns serviços para os vizinhos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino hesitou um momento, mas foi ao seu quarto e voltou com um saquinho de camurça, cheio de suas moedas. Deu-as todas à mãe, que afinal, depois de mais de um mês de cama, lavantou-se e se arrumou, ficando tão bonita quanto antes de adoecer, quase parecendo aquela bela jovem que ele sempre apreciava no álbum de fotografias ao lado de seu pai.&lt;br /&gt;“Vamos ao Centro comprar alguma coisa para a nossa ceia de Natal. Não podemos mais esperar por seu pai.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, o menino se desprendeu da mão da mãe e foi apreciar o caminhão de bombeiro, na vitrine. Todavia, o último que ele vira pela manhã não estava mais lá.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A noite de Natal foi tão melancólica quanto o dia em que seus avós morreram. O menino comia sem vontade, sua mãe também. E não havia árvore de Natal, nenhuma música, ninguém mais na escura sala de paredes sujas e móveis poeirentos. Até que perto da meia-noite bateram à porta. Não encontrou ninguém, mas na soleira tinham deixado uma caixa, embrulhada em papel colorido. Ele a abriu, ávido, já intuindo o que seria. A mãe, às suas costas, disse que ele não deveria aceitar presentes de estranhos. Então o menino olhou para o outro lado da rua e viu o homem, que, ao ser descoberto, começou a andar rápido, auxiliado por sua bengala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi ele!’, o menino disse e apontou o vulto que se esgueirava rente às paredes das casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não pode ser”, a mãe disse, “ele é cego e muito mais pobre que nós: veja as roupas maltrapilhas...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cego?”, o menino se espantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, veja a bengala. Sem a bengala, ele  não anda.”&lt;br /&gt;Dentro da caixa, o menino ainda encontrou aquela primeira moeda, pesada e luminosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mayrant Gallo publicou O inédito de Kafka (CosacNaify, 2003).&lt;br /&gt;Conto publicado no Correio da Bahia, em 24/12/2006.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-8742404086222880308?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/8742404086222880308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=8742404086222880308&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8742404086222880308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8742404086222880308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/esta-moeda-no-vale-nada-era-o-tempo-em.html' title='&lt;strong&gt;ESTA MOEDA NÃO VALE NADA&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Mayrant Gallo&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-9052024277742905765</id><published>2008-12-23T01:46:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T01:54:42.266-08:00</updated><title type='text'>PAPAI NOEL PEDÓFILO- DE Elieser César</title><content type='html'>1&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A menina foi a primeira a ver a cena. Fora com os pais ao shopping center, decorado com uma grande árvore de natal e outros motivos natalinos, comprar, não uma boneca, como  faziam as meninas da geração de sua mãe, mas um aparelho celular bacana, desses de última geração que muita gente, mais acostumada ao telefone fixo, não sabe usar direito. Tão logo entrou no shopping, onde planejava comer um desses hambúrgueres duplos, com batatas fritas e refrigerante, se deparou com a confusão formada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; _Painho!Olhe, painho! Tão batendo em Papai Noel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De fato, o bom velhinho estava caído no chão e recebia pontapés de alguns homens indignados e incentivados por duas mulheres que repetiam: “cachorro”, “safado”. Já sem o gorro vermelho e branco, com a barba postiça pendurada ao pescoço por um elástico e um filete de sangue a escorrer-lhe pelo canto da boca, o homem vestido de Papai Noel tentava proteger a cabeça com as mãos, enquanto recebia uma saraivada de chutes, na barriga, nas costelas, nas pernas e nos braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; _Filho da puta! – vociferava um agressor.&lt;br /&gt; _Canalha! - rugia outro. &lt;br /&gt; _Tarado! - emendava uma das mulheres que estimulavam à sova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma pequena multidão, entre indiferente e cúmplice, acompanhava o início de um ato que poderia terminar em linchamento. Um ladrão, que entrara no shopping na esperança de engordar o seu Natal, aproveitou a confusão para surrupiar a carteira de cédulas de um senhor de paletó e gravata. No chão, o homem tentava se defender como podia, enquanto suplicava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; _Parem! Eu não fiz nada. Pelo amor de Deus, parem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os pontapés prosseguiam. Um homem, espadaúdo e de cabelos grisalhos, espumava:&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;        - Como não fez nada?! Como não fez nada, animal?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um rapaz e uma moça tentaram intervir, dizendo que não se devia bater num homem idoso e ainda mais  caído e indefeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         - Bater é pouco – disse um homem calvo, de mãos dadas com uma mulher mais pintada do que  uma aquarela - Deviam matar. É pedófilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Temendo o tumulto, os pais da menina resolveram voltar para a casa, levando a criança que chorava lamentando o  celular adiado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Devido aos maus-tratos e a idade avançada, Papai Noel  poderia  ter morrido, não fossem os seguranças do shopping que o salvaram dos agressores e o entregaram à polícia. &lt;br /&gt; _Dizem que é pedófilo e que tentava abusar de uma menininha – informou um dos &lt;br /&gt;seguranças.&lt;br /&gt; _Pedófilo, hein? Deixe com a gente – respondeu um dos policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi, então, que o jovem casal que tentou intervir a favor do homem espancado ficou sabendo  que um dos agressores, justamente o que espumava pelos cantos da boca, começará a confusão. Chegara ao shopping com a mulher, uma das mulheres que incentivavam as porradas e a filha pequena. A menina ficou encantada com a decoração que remetia à uma lugar distante e frio que vira num desenho animado da televisão. Ao ver o Papai Noel, gordo, bonachão e rodeado de crianças sorridentes, deu uns passinhos indecisos em direção ao bom velhinho. O homem idoso de vermelho estendeu-lhe os braços, soltando um gutural “hohohôôôôô...” . A mãe da menina tirou uma câmera digital da bolsa e colocou a filha no colo de Papai Noel. O velhinho, que até aquele momento era um bom velhinho, alisava, sorridente, a cabeça da garotinha, que batia palmas de contentamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então, sobreveio o desastre.&lt;br /&gt; _Animal! Filho da puta! - gritou o pai da menina e em seguida a tirou do colo de um&lt;br /&gt;Papai Noel atônito.&lt;br /&gt;         - O que foi? O que foi, meu bem? - perguntou a mãe da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já com os olhos injetados de cólera, o pai da criança levantou o bom velhinho do trenó puxado por dois alces de fibra sintética e deu-lhe uma bofetada no rosto, que se contraiu num espasmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         -  Ele estava bolinando minha filhinha. Este corno descarado estava bolinando minha&lt;br /&gt;filhinha.  Acusou.&lt;br /&gt;         - Tem certeza ? - perguntou a outra mulher que iria estimular a agressão. &lt;br /&gt;  - Se tenho? Eu vi. Veja o volume na calça do safado.&lt;br /&gt;  - Mas, ele está de bombacha – apontou a funcionária de uma ótica. &lt;br /&gt;         _Bombacha é outra bolacha na venta deste miserável. Aliás, bolacha, não, porque, em homem, a gente dá é murro, mesmo -  respondeu o papai da menina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; E, de pronto, desferiu um soco no homem que segurava pela gola da casaca vermelha, derrubando-o no chão. &lt;br /&gt; _Tarado!&lt;br /&gt; _Pedófilo!&lt;br /&gt; _Velho safado!&lt;br /&gt; _Depravado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os xingamentos vinham de todos os lados. Em seguida, começaram as agressões, só contidas pelos seguranças do shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda com os trajes de Papai Noel, ensagüentado, gemendo e mancando, o homem chegou à delegacia de polícia. No trajeto levara umas bordoadas extras, no camburão da PM e ouvira a ameaça de que de madrugada,  na cadeia, os policiais lhe arrancariam os ovos para pendurá-los na árvore de Natal clandestina mantida num porão da Casa de Detenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O delegado, um jovem advogado recém-nomeado, se recusou a receber um preso com marcas de espancamento,  e ordenou que ele fosse submetido ao exame de corpo de delito e, sob escolta policial, encaminhado ao Hospital Geral do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De posse do nome e endereço do homem, determinou uma diligência policial na casa do suspeito; uma casa simples, em Plataforma,  mas muito bem cuidada, para quem mora sozinho e sobrevive de uma pequena aposentadoria, como descobriria mais tarde o delegado. Que, logo, também ficaria  sabendo que o Papai Noel do Anti-Cristo, como o chefe do Serviço de Investigação Policial apelidara o homem idoso, era pintor. Não pintor de paredes, como à primeira vista se poderia supor de um homem pobre, mas pintor de quadros, que expunha numa pequena galeria do Pelourinho, para chamar a atenção dos turistas.  Entre as pinturas, de um estilo apressado, amadorístico e repetitivo, havia marinas, mulatas de ancas avantajadas, seios fartos e bunda majestosa, sobrados, igrejas e naturezas mortas, uma panorâmica da Feira de São Joaquim, as antigas lavadeiras da Lagoa do Abaeté, os orixás do Dique do Tororó e um quadro que convenceu alguns policiais da culpa do Papai Noel: a estampa de um Menino Jesus pelado e com o pinto celestial à mostra, fazendo pipi nas vestes de   Santo Antônio que, impassível, mantém o semblante voltado para o céu. Pronto! Era a prova cabal  contra o degenerado, que nem a religião respeitava e passava por cima da mais cara tradição cristã, para se vestir de Papai Noel e satisfazer seus instintos mais baixos. Foi o que pensou a escrivã de polícia, católica praticante que não perdia a missa do domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Não foi o que pensou o delegado, inclinado a acreditar que não havia má fé na pintura sacro-profana,mas, a inequívoca expressão de licença poética manifestada por um artista do povo. Considerou a gravura até realista, pois, não seria bem plausível que, naquela época longínqua, na Galiléia ou em outras paragens bíblicas, muitas  crianças andassem peladas, por falta do que vestir, como muitos meninos e meninas do sertão? Também o Menino Jesus não nascera pobre, numa manjedoura e, ainda por cima, com os pais fugindo do infanticídio determinado pelo Rei Herodes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após essas elucubrações e, como ninguém, sequer o pai da menina  (quem sabe satisfeito com a surra aplicada?) se apresentou para registrar queixa, o delegado decidiu não instaurar inquérito policial. Inocente ou culpado, o homem já tomara as cacetadas dele e porrada dada ninguém tira. Que ficasse em paz e nunca mais fosse se vestir de Papai Noel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Três semanas depois de chegar ao hospital, ele recebeu alta. Neste período, apenas uma pessoa foi visitá-lo. Queria comprar o quadro do Menino Jesus fazendo xixi em Santo Antônio. Acertaram o preço – quatro vezes o valor da aposentadoria do convalescente – e fecharam negócio.  Logo em seguida, o paciente foi mandado para casa. Como chegara apenas com os trajes de Papai Noel e, por ora, vestia o camisolão  do hospital,  pediu à uma enfermeira por quem se afeiçoara e era retribuído na afeição,  que comprasse uma calça, uma camisa e sapatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda mancando, com a respiração ofegante, em decorrência  dos pontapés que levara à altura dos pulmões; o braço direito engessado e um olho com a visão comprometida, deixou o leito hospitalar. Ninguém foi buscá-lo, até porque não tinha ninguém mesmo. Caminhando trôpego pelos corredores do hospital, passou pela sala de enfermagem, com os olhos voltados para o chão. A enfermeira amiga o chamou pelo nome. Ele se virou, prestativo. Muito ocupada com as anotações de um prontuário médico,  ela acenou-lhe um adeus. Ele tentou forçar um sorriso, mesmo sabendo que havia perdido alguns dentes frontais. E ela disse, por fim:&lt;br /&gt; _Feliz natal!&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*Elieser César é &lt;em&gt;Jornalista, escritor e mestre em Letras pela UFBa, autor de “O Azar do Goleiro” (Contexto, 1989) e “A Garota do outdoor e outros contos (Funceb-EGBA, 2006), dentre outros livros. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-9052024277742905765?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/9052024277742905765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=9052024277742905765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/9052024277742905765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/9052024277742905765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/papai-noel-pedfilo-de-elieser-csar.html' title='&lt;strong&gt;PAPAI NOEL PEDÓFILO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;DE Elieser César&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5379510957175113194</id><published>2008-12-22T15:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T15:36:36.243-08:00</updated><title type='text'>AO MEU PAI ÉDSON BATISTA DA SILVA, COM CARINHO.-de Andreia Donadon Leal</title><content type='html'>No ano de 2008, no Estádio Raimundo Edson da Costa, A Secretaria Municipal do Governo e Esporte do Município de Santa Bárbara, outorgou Medalhas de Honra ao Mérito aos Grandes Esportistas dessa cidade mineira, nos anos de Glória de Futebol. Santa Bárbara também gerou grandes atletas que ao longo dos anos colocaram a cidade tricentenária no cenário do futebol mineiro. Merecem destaque os irmãos Baptista futebolistas: Maurício, Gemada, Tição, Didi Jacaré e outros grandes expoentes do futebol santa-barbarense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edson Batista da Silva, mais conhecido como DIDI JACARÉ, trabalhou na MIP nas décadas de 60 a 83 e foi Secretário de Gabinete e Financeiro da Prefeitura Municipal de Santa Bárbara até meados dos anos 90. Um dos contemplados com a Medalha de Honra ao Mérito aos “Grandes Esportistas” pela promoção do Futebol santa-barbarense nos anos de 1955 até 1980. Foi zagueiro e meio campo no Time União Esporte Clube, Atlético e Aliado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai minha pieguice e sentimento de amor incondicional pela figura desse homem tão especial: meu pai, de quatros irmãos, pai dos irmãos, pai dos filhos dos filhos... Talvez seja fácil para uma filha elogiar ou poetar sobre o pai, simplesmente pelo sentimento paternal ou sangüíneo. Talvez e quem sabe seja puxa-saquismo mesmo dizer que ele foi o melhor pai do mundo e representação de segurança. Lembra pai, quando chegava da universidade, em tempos de chuva ou em tempo estiado, lá pelas zero hora e trinta minutos, de Mariana a Santa Bárbara, todos os dias, 75 km de estrada de pó, poeira e nos meses de quaresmeiras, 4 anos consecutivos, e você sempre na janela esperando a Kombi me deixar na porta de casa. Deixava as luzes das escadas acesas, por que sempre tive medo do escuro... Ao subir vagarosamente os topes, sua figura aparecia abrindo a porta de casa para mim. Esse ato é a representação de segurança que um pai passa ao filho: duas trancas na porta depois que eu retornava ao lar, em segurança, escutando você fechar a porta. Mais um dia se encerrava. Mais um dia de trabalho, mais um dia de estudos. Lembra quantas vezes me levou de carro para a escola? Não foram algumas, foi o tempo em que estudei e trabalhei. E o café passado todas as manhãs? Lembrei também que o senhor me acordava todos os dias. Uma batidinha discreta na porta do quarto e um pigarro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Andréia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta que eu respondia meio sonolenta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum? Despertava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje todos os filhos estão formados, pai. Eu, escritora e artista plástica, um pedaço de você. Não são minhas mãos que pintam a tela, são nossas mãos, minhas e as suas. Não é minha inspiração que transcreve versos ou prosas para o papel, são nossas inspirações. Somos continuidade de nossa mãe e sua. Você poderia ter sido um grande escritor, poderia ter sido um grande artista plástico, mas escolheu ser um Grande Pai mesclado com alguns traços de médico, advogado, prefeito, segurança, professor, poeta, administrador e artista. Um ser metonímico e completo, um grande homem. Falar que amamos você seria repetir o que já sabe. Nosso carinho, preocupação e amor são estupidamente visíveis, escancarados. Somos até meio “babões” e no exagero um pouco pai de você também. Um quinteto quase perfeito, somos humanos e não estamos isentos dos defeitos inerentes a raça. Ninguém está pai... Ninguém! Esse ano não quero festejar o natal com luzes, enfeites e glamour. Jesus nasceu em berço de palha e viveu sem luxo, com tão pouco que ainda soube dividir o que tinha. “Viveu sem ter quase nada: do berço de palha a cruz”. (Gabriel Bicalho) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que você drible as intempéries que surgiram, como numa partida de futebol, com o peito inclinado, pernas e braços fortalecidos, correndo pelos tapetes da vida. Bola na rede, pai, você é um grande homem! Nessa partida, você está com um paredão de um quinteto de filhos quase perfeitos, uma porção de netos, irmãos e muitas pessoas que ficarão na defesa ou até mesmo no ataque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero você no Natal na Rua Maria Carolina, casa de número 208, centro, Santa Bárbara – MG, e nos dias em que estiver em casa para fechar e passar duas trancas na porta depois que eu chegar... Depois que eu chegar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5379510957175113194?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5379510957175113194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5379510957175113194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5379510957175113194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5379510957175113194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/ao-meu-pai-dson-batista-da-silva-com.html' title='&lt;strong&gt;AO MEU PAI ÉDSON BATISTA DA SILVA, COM CARINHO.&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Andreia Donadon Leal&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-695971924740061562</id><published>2008-12-19T14:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T15:00:17.925-08:00</updated><title type='text'>PRECISAMOS CONSTRUIR UM NOVO ATLAS- de Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>O Fábio Gomes é Diretor-Proprietário do Instituto Informa de Pesquisas. Um craque! É alguém que vale a pena conhecer.  Eu o trago para nossa conversa de hoje, em razão de uma indicação de leitura que me fez ele: “O Atlas da Exclusão Social no Brasil”, coletânea organizada em cinco volumes pelos economistas Márcio Pochmann, hoje presidente do IPEA e Ricardo Amorim,  autor de outro livro “Classe Média, Desenvolvimento e Crise”, de também aconselhável leitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O primeiro volume da obra alinha os mais de cinco mil municípios brasileiros, do menos excludente para o mais excludente. Lá está demonstrado que 41,6% das cidades do Brasil apresentam os piores resultados e quase todas elas estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na introdução ao ranking os organizadores da obra afirmam que é inevitável a sensação de urgência no enfrentamento de questões tão antigas, quanto contemporâneas. Estão certos! Dizem também que “para alterar a configuração geo-econômica do Brasil é preciso enfrentar e eliminar velhas práticas políticas e implementar ações sociais que resgatem a cidadania da população excluída, dando-lhe as condições para sua emancipação econômica”. Mais do que certos, se a inserção social não for tão simplesmente um resultado da emancipação econômica.    Os educacionistas acreditam que não é. E, estão certos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A educação não é um processo de mero acúmulo de informações e de leituras e, por isso, não se pode dizer que os economicamente emancipados estão definitivamente educados, porque a educação é mais do que isso e insere virtudes morais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Educação é o processo de desenvolvimento físico, moral e intelectual de uma pessoa, de um grupo, de um povo. Um conceito que autorizou a edificação da palavra “educacionismo”, com todo o peso que tem o verbo edificar. O formulador é o Senador Cristovam Buarque, que tem a preocupação permanente de ampliar o conceito de desenvolvimento a partir da ampliação do conceito de educação. “O educacionismo”, diz ele, “é mais do que um programa educacional, é uma ideologia que centra o progresso e a utopia em uma revolução pela educação. Na visão tradicional, a educação é um serviço; no educacionismo, é um instrumento de construção e transformação social: é o vetor civilizatório”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Cristovam, portanto, insere virtude moral no conceito exclusivamente operacional que tem, para os governos e para muita gente, a educação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Neste contexto, surgem os exemplos de virtude moral oferecidos pela mãe Brandila e pelo avô Daniel Manoel da Silva, a um povo, que deles tem muita carência. Brandila e Daniel, o são sem o saber, educacionistas, apesar de possuírem pouca formação tradicional.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Dona Brandila é mãe de Rogério Longen, indivíduo que foi flagrado no roubo de donativos destinados às vítimas das calamidades catarinenses. O gesto do filho lhe causou vergonha e a sua vergonha produziu a frase. “Foi esse o filho que criei?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O avô Daniel Manoel da Silva perdeu, no mesmo instante, quatro netos e um filho em razão das enchentes. Recebeu alguns donativos e entre eles lhe veio um casaco de pele, que trouxe, num dos bolsos, por esquecimento do primeiro proprietário, R$ 20.000,00. Daniel, imediatamente, os devolveu ao dono que ele não conhece. Com a devolução, seguiu a frase “Não é certo usar o que não é seu”, que sintetiza, talvez sem a intenção do autor, os motivos que  empobrecem em dinheiro e virtude, todo o povo Brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Os exemplos produzidos por Dona Brandila e seu Daniel me fizeram perceber que nos falta um “Atlas” de inserção moral, que, por enquanto seria um trabalho de poucas páginas, situação que os resultados do educacionismo poderia transformar para encher muitas estantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jackson Vasconcelos é cronista político desse blog.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-695971924740061562?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/695971924740061562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=695971924740061562&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/695971924740061562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/695971924740061562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/precisamos-construir-um-novo-atlas-de.html' title='&lt;strong&gt;PRECISAMOS CONSTRUIR UM NOVO ATLAS&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2407799905992340870</id><published>2008-12-18T03:10:00.001-08:00</published><updated>2008-12-18T03:10:52.236-08:00</updated><title type='text'>A ESTRELA BRILHOU- de Carlos Soares Oliveira</title><content type='html'>A estrela brilhou no oriente!&lt;br /&gt;Anunciem a toda a gente&lt;br /&gt;que é uma estrela diferente&lt;br /&gt;tão brilhante, soberana e altiva&lt;br /&gt;que todos podem vê-la.&lt;br /&gt;Vamos seguir a estrela.&lt;br /&gt;É a estrela de um Deus-menino&lt;br /&gt;de um menino-Deus.&lt;br /&gt;É o brilho de um rei manso, sem espadas&lt;br /&gt;que vem irmanar, igualar&lt;br /&gt;carregar pecados e dores e ainda perdoar.&lt;br /&gt;Rendam homenagens do oriente ao ocidente&lt;br /&gt;tragam perfume e incenso&lt;br /&gt;para celebrar o brilho intenso da estrela.&lt;br /&gt;E ainda que outros reis não queiram,&lt;br /&gt;é a força de um Deus...&lt;br /&gt;ninguém pode detê-la!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Soares de Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2407799905992340870?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2407799905992340870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2407799905992340870&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2407799905992340870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2407799905992340870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/estrela-brilhou-de-carlos-soares.html' title='&lt;strong&gt;A ESTRELA BRILHOU&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Soares Oliveira&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4159359137384415835</id><published>2008-12-15T07:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T07:56:52.926-08:00</updated><title type='text'>É COR E MÚSICA- de Camila Vilarinho</title><content type='html'>Cabem todas as músicas, nessa hora.&lt;br /&gt;Cabem todas as cores, nessa hora.&lt;br /&gt;Sem demora.&lt;br /&gt;No tempo certo, no minuto preciso.&lt;br /&gt;Nos atrasos e improvisos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sem censura, sem demora.&lt;br /&gt;É a hora.&lt;br /&gt;E vão girando as cores da música.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os acordes cabem.&lt;br /&gt;A cadência espera, e não era.(erra)&lt;br /&gt;E nessa hora cai.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A música sem censura.&lt;br /&gt;Segura é de sempre.&lt;br /&gt;Se entrega e cai  de vez nas cores.&lt;br /&gt;naquela cor...&lt;br /&gt;em todas as horas...&lt;br /&gt;no improviso da música colorida.&lt;br /&gt;gira e gira...&lt;br /&gt;gira colorida.&lt;br /&gt;toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila Vilarinho escritora e poeta baiana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4159359137384415835?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4159359137384415835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4159359137384415835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4159359137384415835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4159359137384415835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/cor-e-msica-de-camila-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;É COR E MÚSICA&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Camila Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5137617209226043209</id><published>2008-12-14T01:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T01:08:47.043-08:00</updated><title type='text'>A ÚLTIMA CEIA- de Flamarion Silva</title><content type='html'>Olho minha mulher sentada à mesa. É Natal. Ceamos. Posso olhá-la à vontade, até certo ponto. Cronometro na cabeça o limite do meu olhar. Às vezes, propositalmente, ultrapasso essa barreira cronológica, só para ouvir seus xingamentos, só para sentir no meu coração apaixonado todo o ódio que ela nutre por mim. Ela bate na mesa com sua mão firme, que antes, isto bem antes, me acarinhava. Agora bate. Mas não me fere. Cada vez que a provoco é para que saiamos da inércia em que nossa vida se enfiou. Grita comigo. Minha linda mulherzinha esbraveja comigo e um pouco da comida da sua boca salta e bate no meu rosto, na minha boca. Abaixo a cabeça.&lt;br /&gt;– Homem submisso. Fracote. Molambo – sei que ela diz essas coisas de mim. Mas o que ela nem ninguém percebem é que, ao me abaixar, submisso, o meu amor se nutre um pouco da vida dela. A língua, lenta, lambe o lábio e recolhe o alimento triturado, amassado, salivado pela sua boca.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;– Quer mais frango? – ela perguntou outro dia. Quando? Olhe como o tempo é engraçado! Faz tanto tempo. Já se passaram tantos Natais.&lt;br /&gt;– Quer mais frango? Vamos, queira, vou servir.&lt;br /&gt;– Posso pegar uma coxa? – pergunto.&lt;br /&gt;– Animal. Animal. Não pode ver comida. Tudo para se amostrar. Quando vê gente fica assim – ela diz, nervosa, e, sem modos e sem paciência, enfia com raiva um garfo enorme na coxa do frango, na maior coxa, na mais gorda coxa, e atira-a dentro do meu prato, respingando óleo na minha roupa branca de festa, manchando-a. Não reclamo, não lhe digo nada.&lt;br /&gt;– Porco. Animal. Não pode ver comida.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Sorrio. Não repare, ela sempre foi assim estourada. Veja como me ama: agora mesmo acabou de derramar no meu prato um pouco de carne que sobrou. Ninguém quis.&lt;br /&gt;– Como “ninguém.” Então há mais alguém além de mim e ela?&lt;br /&gt;Nossa! Como a mesa está cheia! Filhos, genros, noras. E netinhos tão lindos!&lt;br /&gt;– Vem cá para o vô, vem.&lt;br /&gt;– Vô não – responde o menino, emburrado – Vô não – e me chuta a canela ferida, e dói, e sinto que sangra, mas não digo nada, ninguém pode perceber, estragaria o momento, não seria higiênico.&lt;br /&gt;O sangue, misturado ao pus da ferida, gruda na calça. É uma ferida antiga que não sara. Já pensou, mostrasse o magoado sangrando e aí mesmo é que ela, com razão, me chamaria de porco.&lt;br /&gt;Sorrio.&lt;br /&gt;– Ah, zanguei – faço uma cara engraçada, de condoído, para o meu netinho.&lt;br /&gt;– Macaco feio – ele me chama.&lt;br /&gt;Todos sorriem. Veja como foi engraçado e como todos se acabam no riso.&lt;br /&gt;– Posso pegar outra coxa? – pergunto.&lt;br /&gt;– Não! Já vou tirar a mesa – e rápida raspa a tigela, os pratos, toda a comida da mesa.&lt;br /&gt;No corredorzinho, indo à cozinha, olho seu corpo de moça, cinturinha delgada, nádegas volumosas, os cabelos compridos... Aspiro o rastro de alfazema que ela deixa.&lt;br /&gt;– Pare de farejar a comida – ela diz, virando-se para mim, gritando, quase soltando, saltando a dentadura da boca, quase caindo de tonta.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;– Calma, minha mãe. Calma – ouço a voz dela, num outro canto – E o senhor, meu pai, pare de aborrecer minha mãe.&lt;br /&gt;– Ora, minha filha, não fiz nada – respondo, agora percebendo minha filha já de pé, segurando a mãe para não deixá-la cair. Tão parecidas!&lt;br /&gt;Num outro canto, ouço cochichos, sibilos, cicios.&lt;br /&gt;– Internar.&lt;br /&gt;– Onde? Como?&lt;br /&gt;– Mas quem vai querer o traste?&lt;br /&gt;– Agüentemos mais um pouco. Logo emborca, embarca mesmo.&lt;br /&gt;– Vaso ruim não quebra, minha filha – diz alguém com voz cínica, bêbada e esganiçada.&lt;br /&gt;– Não fale assim dele. É meu pai.&lt;br /&gt;Viro-me para ele, o cretino do meu genro e...&lt;br /&gt;– Imbecil! Imbecil! Imbecil!&lt;br /&gt;E três batidas firmes na mesa.&lt;br /&gt;Minha voz saiu clara, mas todos insistem em dizer que, de tão bêbado, nem consigo falar. Deve ser o maldito bolo crescendo na minha boca que me obstrui a voz. E, agora, todos me condenam e chegam ao consenso de que é melhor internar.&lt;br /&gt;– E rápido. Amanhã mesmo. Amanhã mesmo, logo cedo.&lt;br /&gt;Cochichos. Sibilos. Cicios.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Daqui a pouco a festa acaba e todos vão embora. Festa de que mesmo? Ah, Natal.&lt;br /&gt;– É tarde. Vocês dormem aqui. Arranja-se lugar.&lt;br /&gt;– Eu tenho pena. Não passa de um doente.&lt;br /&gt;– Então, interna-se. Não há outro remédio.&lt;br /&gt;– Durmam no meu quarto, que é grande. Já está dormindo. Bebeu demais...&lt;br /&gt;– Quê? A festa já acabou? – pergunto-me – Para aonde foram todos? E este silêncio... O maldito relógio. Não consigo ver as horas. A catarata anuviou tudo.&lt;br /&gt;– Meu bem. Meu bem – digo alto, isto algum dia. Dúvidas. Pensamentos. Fantasmas que me assustam – Xô! Xô! Quê? Internar? Levanto-me. Upa, upa, quase caio. Internar? Ora, mas quem eles pensam que são? Separar, separar assim, cruelmente, duas vidas que Deus... E o que Deus uniu, o homem não separe. É um mandamento. Um mandamento. Um... Para sempre juntos, para sempre.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirijo-me ao quarto dela. O meu fica um pouco mais lá no fundo do corredor. Casa grande... Faz anos que nos separamos. Mas estamos juntos. Repare bem: juntos. É um paradoxo, eu sei, mas o teto ainda é o mesmo. Habitamos o mesmo espaço, partilhamos tantas coisas de anos: o cheiro dela, a voz, o andar, antes lépido e fagueiro, hoje arrastado. É esse som. É esse cheiro de alfazema. Os gritos e os desarranjos. E foi principalmente o ronco que, tantas noites, passo a passo pelo corredor, levou-me ao quarto dela, e lá, quietinho, no escuro, ouvia-o com prazer. De certa forma, esses pequenos detalhes preenchem minha vida, sem os quais não vivo. A faca. E o que Deus uniu, o homem não separe.&lt;br /&gt;A porta aberta.&lt;br /&gt;– Venha, venha por aqui. Escuro, mas o tato já sabe o caminho. Cuidado, o pé da cama. Aqui. Aqui, um momento, paremos. Ouça:&lt;br /&gt;– Ronc! Ronc! Ronc!&lt;br /&gt;– É o ronco dela. Aqui os pés. Aqui a barriga. Aqui a cabeça. E aqui, mais embaixo, o coração.&lt;br /&gt;Ergo a cabeça e as mãos para o céu escuro do quarto e desço de vez, uma, duas, três vezes.&lt;br /&gt;– Meu amor! Meu amor! Meu amor!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;O escuro do quarto não me deixa ver o corpo. Sinto-o.&lt;br /&gt;O corpo meio curvado, feito criança no útero. Sangue. Criança no útero, abortada. A boca travou.&lt;br /&gt;– Não, não faça birra. Birra é uma palavra do meu tempo, quer dizer “teimosia.”&lt;br /&gt;Os lábios ainda mornos, viçosos e carnudos... Ainda como antes. Sinto-os com os meus. O gosto de sangue na boca. Beijo de sangue...&lt;br /&gt;– Ela apagou – digo por fim, com a certeza de quem desperta de um sonho tenebroso. Acendo a luz e vejo dois corpos na cama. No mesmo instante, minha mulher abre a porta do quarto, olha a cama e vê o corpo ensangüentado. Leva as mãos à boca e arregala os olhos. Um grito de pavor ecoa por toda a casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5137617209226043209?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5137617209226043209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5137617209226043209&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5137617209226043209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5137617209226043209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/ltima-ceia-de-flamarion-silva.html' title='A ÚLTIMA CEIA- de Flamarion Silva'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2655894496851217903</id><published>2008-12-10T02:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T19:01:30.673-08:00</updated><title type='text'>HISTÓRICO E MENSAGEM DE FIM DE ANO- de Carlos Vilarinho </title><content type='html'>Quando o leitoracrítica.blogspot de Gerana Damulakis começou a publicar meus textos o ano passado vivi um misto de orgulho e ansiedade. Orgulho de mim mesmo por estar ao lado e ser lido por grandes autores da Bahia, sobretudo, e ansiedade natural de escrever o texto perfeito. Se é que existe o texto perfeito. Era (e ainda sou) incentivado quase que diariamente por Gerana, crítica, ensaísta e também escritora com grande visão de vanguarda e desde então comecei a viver mais intensamente ao lado do texto. Muito próximo ao objeto de desejo. As produções aumentaram e a gana e vontade de escrever bem e contribuir para a transformação do povo, do mundo como um todo, foram tomando conta de mim. Humildemente arrisco a dizer que hoje escrevo bem melhor do que ontem. Além da atividade de leitura que naturalmente buscou um viés erudito para uma produção popularesca. E escrevi “&lt;em&gt;O Fotógrafo”, “Transe Ritualístico”, “Cartas de Amor”, “Tudo é irreal”, “A FAVELA”, “Poema Modernista Tardio do Século XXI” &lt;/em&gt;além de uma pequena novela que espera pacientemente a hora de ser publicada “&lt;em&gt;Três Tiros Numa História de Amor&lt;/em&gt;” texto que tenho muito carinho, entre outros. A vontade de publicar, de ler, de escrever era tão grande que quase me sufoca, ainda hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não sei como, comecei a bulir aqui e ali no computador, na internet e descobri como se faz um blog. Simples e fácil. Inicialmente dei o nome de um conto que me deu alegrias e prêmios em três cantos do Brasil, “O OGRO QUIROMANÍACO”. Com o OGRO fui selecionado na Bahia, em Brasília e no Espírito Santo. É um conto que gosto muito e que representa satisfatoriamente o trabalho que realizo. Comecei então a colocar contos antigos, crônicas que estavam dentro da gaveta, como “&lt;em&gt;O Segredo do Universo I e II” &lt;/em&gt;a qual sugeriu uma discussão filosófica no blog com a opinião de escritores de porte como &lt;em&gt;Gláucia Lemos e Gerana Damulakis&lt;/em&gt;, e, veja só, escrever poemas, que achava não ser a minha praia. Talvez ainda esteja em águas pluviais quanto a isso. Ainda que sofríveis, mas escrevi em tentativa de amadurecer eu mesmo e minha literatura. Percebi então que “&lt;em&gt;OGRO QUIROMANÍACO&lt;/em&gt;” era nome de conto e não estrambolicamente de um blog de literatura. Como tenho certeza que meu trabalho literário está acima da maioria das coisas do universo e da seriedade que representa, mudei o nome para &lt;em&gt;carlosvilarinho.blogspot&lt;/em&gt;. Dei o meu nome à minha cria, nada mais justo.  Fui colocando textos, garimpando emails e passando adiante o blog. Tive cinco pedidos para retirar o endereço dos contatos. Cinco num universo que ultrapassou a casa de mil. Não os conhecia, como não conheço a maioria dos prováveis leitores. De repente acossado pelas leituras que fazia no leitoracrítica de Gerana, tive também o impulso de convidar outros escritores. Por que não? Estava disponibilizando meu tempo e meu trabalho para uma maior consciência do mundo e para a leitura do outro em geral. Só cresceria efetivamente, eu mesmo e meus leitores, com outros textos de outros autores, outras e novas idéias. E assim, agradeço aqui a colaboração de &lt;em&gt;Flamarion Silva&lt;/em&gt;, escritor baiano remando em &lt;em&gt;Double skiff &lt;/em&gt;comigo em raia literária, a feminíssima &lt;em&gt;Renata Belmonte&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Elieser César&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Mayrant Gallo&lt;/em&gt;,felizmente ou infelizmente, amigo Mayrant, temos que seguir acreditando que vamos conseguir transformar, é o jeito. &lt;em&gt;Tatiane Gonçalves&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Heitor Brasileiro Filho&lt;/em&gt;, amigo da velha guarda da Universidade Federal da Bahia, &lt;em&gt;Camila Vilarinho&lt;/em&gt;, da família e orgulhosamente apresento e introduzo ao mundo das Letras, o amigo &lt;em&gt;Zé Luís&lt;/em&gt;, poeta cachoeirano também da velha guarda da UFBA, Valdeck Almeida, incansável militante literário e outros baianos convidados que talvez um dia junte-se a nós. E o que dizer dos escritores dos outros estados? &lt;em&gt;Andréia Donadon e Edinara Leão&lt;/em&gt;, duas escritoras sensacionais, uma mineira e dona de um texto maravilhoso em prosa e outra gaúcha e poeta lírica, respectivamente. A mineira &lt;em&gt;Clevane Pessoa&lt;/em&gt;, também militante das Letras que não se cansa de ganhar concursos literários Brasil a fora. &lt;em&gt;Zeh Gustavo (ou seria Gustavo Dumas?)&lt;/em&gt; o carioca parecido comigo em irreverência e provocação. Meu cronista também carioca &lt;em&gt;Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;, sempre lúcido nas considerações políticas. Seguidor do meu blog, o mineiro &lt;em&gt;Carlos Soares&lt;/em&gt;. Também seguidor do meu blog, &lt;em&gt;Mehazael&lt;/em&gt;, estudante de Letras e tradutor. A paulista &lt;em&gt;Carla Dias&lt;/em&gt;. O amigo de Brasília, escritor e revisor &lt;em&gt;Alexandre Lobão&lt;/em&gt;. Por último a belíssima gaúcha &lt;em&gt;Soninha Porto&lt;/em&gt;. Por último porque só a conheci há poucos dias, não que seja a última de fato. Se deixei de citar alguém, por gentileza, me perdoe, mas a emoção é grande, sinta-se homenageado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado especial e abraço à &lt;em&gt;Gerana Dam&lt;/em&gt;ulakis, grande incentivadora literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agradecer a todos os leitores pela confiança, pelos comentários dos textos em um ano de blog literário. Espero ter forças, imaginação e criatividade junto com vocês para continuar em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bom natal, boas festas!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carlos Vilarinho  &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2655894496851217903?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2655894496851217903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2655894496851217903&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2655894496851217903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2655894496851217903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/histrico-e-mensagem-de-fim-de-ano-de.html' title='&lt;strong&gt;HISTÓRICO E MENSAGEM DE FIM DE ANO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho &lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2644299849039830079</id><published>2008-12-10T01:04:00.001-08:00</published><updated>2008-12-10T01:07:19.712-08:00</updated><title type='text'>PIABA-de Zé Luiz Bernardo</title><content type='html'>Que que ta havendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumiço de pinto no galinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È raposa? Sarigue? Gavião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe ! Quem sabe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica de olho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos as providências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pega pinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E faz a festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até as penas dá sumiço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando deixa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha o trucidamento cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mata por prazer ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Piaba,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há filha da puta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachorra safada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E leva as crias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo mesmo rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 80 pintos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz as conta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eta prejuízo brabo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora que os filhotes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprenderam o caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sova nos safados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata de tomar providências: Chacomigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulada certa – Na molera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Execução sumária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piaba ta enterrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capineira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matou mais de 80&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu de morte matada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiciamento no galinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicitações gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piaba ta morta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SSa., 29.10.2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Zé Luiz Bernardo é poeta de Cachoeira-Ba.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2644299849039830079?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2644299849039830079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2644299849039830079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2644299849039830079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2644299849039830079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/piaba-de-z-luiz-bernardo.html' title='&lt;strong&gt;PIABA&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Zé Luiz Bernardo&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5842602321573125464</id><published>2008-12-09T06:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T06:43:39.997-08:00</updated><title type='text'>NA RETINA E NO CORAÇÃO- de Carlos Soares de Oliveira</title><content type='html'>Quem acompanha meu blog sabe que tenho uma série “Pérolas de minha infância”, mas esse texto não posso incluir nessa série, até porque não tem nada de pérola.Gostaria de não ter visto essa cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo, quando não havia ainda no Brasil nem uma possibilidade de uma lei anti-racismo, estávamos, eu (branco de cabelos enrolados), Marcos (branco de cabelos lisos longos), Rocha (moreno claro cabelo crespo), Zé Roberto (loiro de cabelos longos) e Zezé (negro de cabelo Bob Marley). Claro que havia mais pessoas no local. Tomávamos cerveja após a pelada, num barzinho que era ponto de encontro da rapaziada e rolavam “brincadeiras”  e piadinhas com a cor do Zezé, que sorria embora parecendo incomodado. Aliás, eu também, pois jamais gostei de apelidos, principalmente ligados à cor de pele de alguém. No fundo, no canto havia um negro, já meio de idade, talvez uns 35 anos, estranho para nós no bairro, quieto, tomando cerveja também e ouvindo tudo aquilo.&lt;br /&gt;Certo momento ele se levantou e chegou à mesa:&lt;br /&gt;- Quantos rapazes bonitos! Loiros, cabelos nos ombros.Tem até Roberto Carlos (apontando para mim).&lt;br /&gt;Ficamos surpresos, boquiabertos até que ele tirou do bolso um canivete. Pensando que fosse agredir alguém, me afastei.&lt;br /&gt;Ele não agrediu a ninguém, agrediu a si mesmo para nos mostrar apenas uma cor: a cor vermelha  do seu sangue. Passou levemente o canivete no pulso, o sangue desceu na hora.&lt;br /&gt;E então disse com uma careta que não sei se era de dor ou de indignação dizendo:&lt;br /&gt;-Olhem aqui, loirinhos. Meu sangue é vermelho igual ao de vocês.&lt;br /&gt;E saiu andando com o pulso pingando  deixando um rastro de sangue. &lt;br /&gt;Silêncio geral. Todos se olhando. Zezé abaixou a cabeça. Não sei o que meus amigos fizeram, se ficaram ali ou não, mas fui embora para casa, terrivelmente chocado.Aquilo ficou para sempre na minha retina e no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARLOS SOARES DE OLIVEIRA é escritor mineiro de Governador Valadares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5842602321573125464?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5842602321573125464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5842602321573125464&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5842602321573125464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5842602321573125464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/na-retina-e-no-corao-de-carlos-soares.html' title='&lt;strong&gt;NA RETINA E NO CORAÇÃO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Soares de Oliveira&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6490324222543417037</id><published>2008-12-07T03:00:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T03:01:48.252-08:00</updated><title type='text'>NAMORAR-ME de Soninha Porto </title><content type='html'>No equilíbrio do tempo&lt;br /&gt;os dias seguem vazios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda a cada dia o gosto,&lt;br /&gt;mais parecem nós desfeitos,&lt;br /&gt;...Meadas ao relento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despida de rendas&lt;br /&gt;morro-me a cada dia,&lt;br /&gt;nas fendas do sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada traz teu rosto,&lt;br /&gt;olhos sem cobiça&lt;br /&gt;guardam a lágrima caída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem espero se demora,&lt;br /&gt;entre risos e conversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me afaga,&lt;br /&gt;somente a solidão&lt;br /&gt;me namora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio é poço sem fundo&lt;br /&gt;amordaça minhas horas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo transparente,&lt;br /&gt;não mais mergulho&lt;br /&gt;no brilho do olhar,&lt;br /&gt;na alma latente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso namorar-me&lt;br /&gt;para abrir a porta&lt;br /&gt;a quem chega devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soninha Porto&lt;br /&gt;www.soninhaporto.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6490324222543417037?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6490324222543417037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6490324222543417037&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6490324222543417037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6490324222543417037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/namorar-me-de-soninha-porto.html' title='&lt;strong&gt;NAMORAR-ME&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Soninha Porto &lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-469490705097177193</id><published>2008-12-05T10:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T10:25:05.143-08:00</updated><title type='text'>UMA QUESTÃO DE CUSTO E DE OPORTUNIDADE OU QUESTÃO DE JUSTIÇA? de Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>O certificado de filantropia é a maneira como o Estado reconhece que uma organização privada merece recompensa fiscal (isenção de pagamento da contribuição previdenciária patronal, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, PIS e Cofins), por propiciar à sociedade alguns serviços que ele próprio deveria oferecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No entanto, as situações que concedem benefícios ou privilégios estimulam gente séria e gente vil. Por isso, o Estado, antes de emitir um certificado de filantropia, investiga as provas de exercício efetivo das atividades merecedoras da recompensa fiscal e tem a obrigação de punir as organizações soi-distant filantrópicas, criadas e mantidas com o objetivo exclusivo de receberem, pela burla, a vantagem fiscal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         As exigências da lei e do governo para concessão dos certificados de filantropia tomam tempo precioso e acrescentam custos às atividades normais das organizações sérias. Mas, são exercícios que demonstram respeito pelos contribuintes, porque excluem os picaretas - os “pilantrópicos”na linguagem popular.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Sem pensar nisso, no dia 13 de novembro, o governo federal, com a desculpa de falta de tempo para exame dos processos e do custo alto que o trabalho representa, resolveu conceder certificados de filantropia de maneira indiscriminada – para organizações filantrópicas e “pilantrópicas”. A medida, portanto, misturou gente séria e gente vil (joio e trigo) sem ressarcir “o trigo” pelos custos e pelo tempo gasto com a comprovação de que não é “joio”.        Ontem ou anteontem, o governo resolveu anistiar as dívidas dos que devem ao fisco até R$ 10.000,00 e há mais de 06 anos. Fez isso com a mesma alegação de redução de custos e de trabalho que utilizou para o caso das filantrópicas. E os que pagaram os seus impostos no tempo certo e no valor correto? Por uma questão de justiça ou de isonomia, não deveriam receber um crédito fiscal no valor da anistia concedida aos devedores? Deveriam, mas não receberam e, por isso, fazem jus a um certificado de filantropos ou de tolos.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Ora, para que houvesse isonomia(todos iguais perante a lei), no primeiro caso, as instituições sérias deveriam receber o ressarcimento das despesas que tiveram com a preparação dos processos para concessão do certificado de filantropia; no outro, os bons pagadores de impostos mereceriam, no mínimo, um crédito fiscal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O grau de isonomia do cidadão diante do Estado é peça essencial na definição de um sistema político. Mas, tem gente que acredita que o simples fato de existirem eleições e de todos estarem obrigados a votar, conceitua a democracia. Nós, brasileiros e brasileiras, sabemos que não. O conceito de democracia vai bem além do exercício do voto e ingressa na qualidade das atitudes do Estado com a população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O lado pior das medidas que comentei acima é a notícia que o Estado Brasileiro transmite de ser o cumprimento da lei uma relação com o custo e com a oportunidade. Ou seja, quando a submissão à lei for uma decisão cara ou trabalhosa, o Estado estará sempre dispensado de observá-la. Uma lógica que, a priori, pelos conceitos que tem a Justiça Brasileira, dispensaria, de pronto, quase todos os procedimentos judiciais, para ampliar a impunidade. Se deixamos de cobrar os impostos, porque isso é caro e se distribuimos direitos indiscriminadamente, porque a avaliação criteriosa dá trabalho, podemos, com justa tranqülidade, encerrar imediatamente quase todos os processos judiciais, as investigações, os inquéritos e os procedimentos de fiscalização operados pelo Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          *&lt;em&gt;Jackson Vasconcelos é editor do site www.estrategiaeconsultoria.com.br&lt;br /&gt;cronista político desse blog&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-469490705097177193?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/469490705097177193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=469490705097177193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/469490705097177193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/469490705097177193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/uma-questo-de-custo-e-de-oportunidade.html' title='&lt;strong&gt;UMA QUESTÃO DE CUSTO E DE OPORTUNIDADE OU QUESTÃO DE JUSTIÇA?&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4904344660633863577</id><published>2008-12-02T12:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T13:52:33.321-08:00</updated><title type='text'>LIVROS A MÃO CHEIA- até que enfim...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/STWtp7WT60I/AAAAAAAAAKg/6MAHEKLJy-g/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/STWtp7WT60I/AAAAAAAAAKg/6MAHEKLJy-g/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275313474351917890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diário Oficial de Quinta-feira - Nº 19853 - 20/11/2008 - Ano XCIII     &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Convênio com a Câmara Baiana vai priorizar escritores locais &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Assembléia e a Câmara Baiana do Livro dividirão as despesas e as responsabilidades &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Assembléia Legislativa &lt;/strong&gt;assinou convênio ontem com a &lt;strong&gt;Câmara Baiana do Livro &lt;/strong&gt;que permitirá a publicação de dois livros anualmente. O objetivo do convênio é o fomento da atividade editorial na Bahia, em particular incentivar a produção literária de escritores baianos. O ato foi realizado no gabinete da presidência, às 18h, com a presença de diretores e associados da entidade, que não possui fins lucrativos.&lt;br /&gt;Depois de firmar o documento em nome do Legislativo, o deputado &lt;em&gt;Marcelo Nilo &lt;/em&gt;manifestou a sua alegria em incentivar a cultura baiana, papel que considera "indeclinável da Casa que tenho o privilégio de presidir". Ele garantiu que a Assembléia dará continuidade ao "robusto" programa editorial executado pela Assessoria de Comunicação, implantado, como fez questão de registrar, pelo ex-deputado Antonio Honorato e ampliado por seu antecessor, o deputado Clóvis Ferraz (DEM).&lt;br /&gt;O presidente da Câmara Baiana do Livro, Gilberto Amarante, agradeceu o apoio agora recebido e fez um breve relato da história de 50 anos da entidade que agora dirige, que possui cerca de 40 associados e "luta para garantir a publicação de livros escritos por autores "nascidos em nossa terra". Ele estava acompanhado do escritor, editor e ex-vereador da capital, Itaberaba Lira, e pelos escritores &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Carlos Vilarinho(ao fundo na foto) e Valdeck A. de Jesus&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que tiveram trabalhos seus definidos através de concurso interno a serem sugeridos como os primeiros a serem editados pelo consórcio recém-firmado.&lt;br /&gt;O convênio divide entre o Legislativo e a Câmara Baiana do Livro o custo das futuras publicações, sendo da responsabilidade dessas entidades as despesas referentes à editoração da obra, confecção da capa, digitação e revisão, cabendo à Casa o custo da impressão – a ser executada através da Empresa Gráfica da Bahia. Os títulos serão definidos entre as duas instituições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4904344660633863577?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4904344660633863577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4904344660633863577&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4904344660633863577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4904344660633863577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/livros-mo-cheia-at-que-enfim.html' title='&lt;strong&gt;LIVROS A MÃO CHEIA&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;até que enfim...&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/STWtp7WT60I/AAAAAAAAAKg/6MAHEKLJy-g/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-9151883440707653987</id><published>2008-12-02T04:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T04:54:08.740-08:00</updated><title type='text'>QUEM PAGARÁ? de Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>Diz a imprensa que o Brasil corre o risco de perder os US$ 5 bilhões que emprestou, por intermédio do BNDES, aos países da América do Sul. A notícia é ruim sem dúvida, mas a questão principal está em avaliar os mecanismos que autorizam um governo a, livremente, sem consultar os contribuintes, retirar US$ 5 bilhões do caixa de uma empresa pública, que trabalha com recursos dos contribuintes, para, numa operação triangular, garantir os negócios  internacionais de empreiteiras brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Ou não é?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jackson Vasconcelos&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;cronista político desse blog&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-9151883440707653987?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/9151883440707653987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=9151883440707653987&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/9151883440707653987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/9151883440707653987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/12/quem-pagar-de-jackson-vasconcelos.html' title='QUEM PAGARÁ? &lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6821417637143314373</id><published>2008-11-28T16:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-28T16:48:23.403-08:00</updated><title type='text'>A BONECA DE VELUDO PRETO</title><content type='html'>&lt;em&gt;conto premiado de Clevane Pessoa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retalho de fino veludo preto, na banca das "Casas Regente", tradicional loja de tecidos em "Juiz de Fora" , atraiu a moça. Pensou em cortá-lo em retângulos e neles aplicar flores de fita varicor, o que estava em voga naqueles anos sessenta. Gostava de trabalhos manuais e de criar peças para o seu enxoval. As claras mãos, muitos finas, destacaram-se no negro. O anel bonito, que terminava numa pérola encaixada em garras de ouro branco, faiscou. Presente de Pete, com quem namorava "firme", como diziam então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou mandando embrulhar o retalho, pagou e, como sempre, foi à sorveteria da loja, onde os fregueses podiam servir-se gratuitamente de um delicioso sorvete, mais cremoso que o de qualquer outro lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professorinha recém-nomeada, foi dar aulas em um grupo escolar. Muito ocupada fazendo todo o material didático, já que as escolas estaduais da época possuíam-no muito pouco – confeccionava desde as cadernetas de notas mensais, feitas de cartolina dobradas e decoradas com seus caprichosos desenhos, às provas mimeografadas... Mapas, quadro de pregas para ensino de unidades, dezenas, centenas... Flanelógrafos, corpo humano, fauna e flora! Tudo feito em casa, na grande maioria, mais o plano dos testes... Nas datas comemorativas, dezenas de pequenos brindes e enfeites, alusivo: dia da páscoa, em abril, dia das mães em maio, dias de festas juninas, dia dos pais em agosto, dias da árvore e da entrada da primavera em setembro, dias das crianças e de N. Sra. Aparecida, padroeira do Brasil, em outubro, dia da bandeira em novembro e, em dezembro, as festas de fim de ano, com suas formaturas ou despedidas. Haja papel-cartão, papel-cetim, papel-de-seda, papel fantasia, papel kraft! Haja isopor, cola, aquarela e lápis cera e de cor! Os dedos, machucados de tanto usar tesoura, o rosto com pontos luminosos de brocal, purpurina, as unhas estragando-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o prazer de lecionar, agradar à criançada, ver os resultados, mesclado à criatividade que recebera como dom, sobrepujava em muito aquela canseira toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ganhava presentes, em certas datas, mas, principalmente, no seu aniversário e no dia do professor. Alguns, feitos a capricho, pelas mães, como panos de prato, toalhinhas de crochê. Outros, terríveis, certos bibelôs de porcelana branca, com traços informes e riscos dourados. Alguns insuportáveis perfumes baratos, brincos de plástico vagabundo. Os simplórios ou baratos, como sabonetes. Bichinhos de pelúcia, bombons, cosméticos, principalmente se a mãe era uma "revendedora Avon".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E broa com carinho, empadinhas sem azeitonas... De vez em quando, havia um pai dono de padaria, uma prendada tia, avó ou mãe confeiteira, doceira, costureira, florista... e, falando em flores, elas vinham aos montes, as de jardins e horta, as arrancadas pelo caminho ou roubadas de vizinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltava para casa carregada com esses troféus do carinho que lhe dedicavam, feliz da vida. Uma vez, um aluno quis dar a ela algo inusitado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um gato-coelho, fessora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é isso, Serginho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um gato com rabo de coelho, todo branco, que pula como coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe dela adorava animais e, acompanhada do garoto, foi à casa dele após a aula. A mãe de Sérgio achou graça porque o animal – uma linda aberração – era a paixão da criança e da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, Eva, ele gosta muito mesmo da senhora, porque em casa é muito ciumento do bichinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio, nos dias de início das aulas, chorava tanto, que, literalmente, ficava com a camisa do uniforme encharcada. Chorava pelos olhos, pelo nariz, pela boca. Às vezes, pela bexiga. Eva fora tão carinhosa, que o conquistara "para sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fessora, eu amo você para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom, Serginho, eu também, mas agora, vá para o recreio merendar e brincar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se deixasse, ele ficaria olhando-a, sem ir ao pátio com os coleguinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou com um sorriso de melancia no rosto moreno, olhos cheios de estrelinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha tia, meu gato-coelho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então, um coelho-gato. O menino tinha razão. Um mistério de cruzamento. Deixou-o contentíssimo, aliviado, quando declinou do presente, com uma desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Serginho, não vou poder levá-lo, porque na minha casa temos dois cachorros e ele vai correr perigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num feriado, arrumando seus guardados, encontrou o retalho, já retalhado, em cinco retângulos menores. Teve a idéia de fazer uma boneca e foi costurando, com ponto caseado miúdo, braços, pernas, tronco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braços e pernas, após enrolar cada tecido sobre si mesmo, como rocambole, os primeiros mais apertados para ficarem mais finos e não precisarem de enchimento. Já as pernas, tronco e rosto, receberam espuma de nylon por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabecinha fez com um pedaço de cetim preto. Olhos de botões, boca e nariz bordados, cabelos de lã preta em mil trancinhas, vestido xadrez vermelho "vichy", avental marinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez por fazer, talvez para os filhos que tivesse, uma garotinha ou garotinho – afinal, estavam descobrindo que os meninos também podem gostar de brincar de pais. Mas, pronta a Maria Pretinha, pensou nos "filhos diários e resolveu levar a boneca para a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Maria ficou na bolsa enorme do tipo que as professoras usam para caber toda a tralha didática. De repente, Lu e Marcos saíram aos tapas, sem ouví-la quando pediu que parassem com a encrenca. Aí, lembrou-se da boneca e tirou-a, expondo-a aos olhos curiosos da criançada, que dela se aproximou. Quando os briguentos perceberam que não tinham platéia, também se chegaram. Aí, quase sem mover a boca, como fazem os ventríloquos, mas deixando o som formar-se naturalmente, admoestou Lu e Marcos e então começou a incrível história de amor, empatia imediata, entre os pequenos e Maria Pretinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, tudo que queria, pedia através da boneca. Num dia em que esqueceu de colocá-la na bolsa, deixando-a pendurada no varal, para tomar um solzinho, foi uma decepção geral. Aninha, de sobrenome alemão e incríveis olhos azuis, passou todo a tarde a olhar para o lugar, sobre a escrivaninha, onde Maria Pretinha ficava sentada, costas apoiadas em livros. Eva notou que, após as perguntas iniciais, o resto da turma, compreendendo sua explicação de que ontem chovera dentro da grande bolsa de palha e, se não secasse, a boneca iria mofar, aquietou-se, participando das atividades do dia. Aninha, não: ora suspirava, ora enchia os belos olhinhos de lágrimas, olhando de vez em quando para o lugar sem bonequinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a aula final, a garotinha a esperou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Fessora", amanhã a senhora jura que traz a Maria Pretinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, Aninha! Quando eu chegar em casa, vou contar a ela que você sentiu sua falta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fiquei morrendo de saudades dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Vivendo de saudade", pensou Eva, fazendo um carinho nos cachos cor-de-mel e preparando-se para ir embora: não podia perder o ônibus, pois Pete saía do trabalho e corria para esperá-la no ponto final, de onde iam caminhando de mãos dadas, lentamente, ele falando de uma tal CLT, ser ou não optante da lei e ela contando dos aluninhos do pré-primário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do ano, quando as aulas iam encerrar-se, ela sabia que não ia voltar porque, casando-se, ia mudar de cidade. Fez uma festinha para sua classe, entregou a "Aninha Cachinhos de Ouro", como chamava a sensível menina, um pacote embrulhado em papel fantasia. Havia levado um presentinho para cada um dos alunos, deixando-a por último. Aí, abraçando-a, disse-lhe ao ouvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só abra quando chegar em casa, porque seu presente é especial, eu não tinha para todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aninha entendeu, surpresa, mas com medo de acreditar, correu para casa e no caminho rasgou um pedaço do embrulho... Acertara: os pés de Maria Pretinha apareceram fazendo seu coração bater mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eva, parece que adivinhou ao lhe dar o presente; só teve dois filhos, homens, que, ensinados pelo avô, tinham horror a bonecas, "coisa de menina, mãe"... Mas Eva nunca esqueceu Aninha, nem esta a sua Maria Preta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6821417637143314373?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6821417637143314373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6821417637143314373&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6821417637143314373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6821417637143314373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/boneca-de-veludo-preto.html' title='A BONECA DE VELUDO PRETO'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-64108233670959017</id><published>2008-11-27T07:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T07:27:38.557-08:00</updated><title type='text'>ATAVISMO URBANO- de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Meu corpo produz uma energia cheia de raios,&lt;br /&gt;Descendente de Xangô,&lt;br /&gt;Que vão iluminar o mundo&lt;br /&gt;Quando as águas o inundarem&lt;br /&gt;E as trevas o tomarem&lt;br /&gt;Em revolta da natureza.&lt;br /&gt;Meu corpo, uma bola de fogo,&lt;br /&gt;Um sol humano&lt;br /&gt;Aquecendo e derretendo&lt;br /&gt;O gelo em pedra dos corações.&lt;br /&gt;Meu corpo em filetes ardentes e díspares,&lt;br /&gt;Nos corredores frios do barroco quinhentista.&lt;br /&gt;Túnel negro de betume,&lt;br /&gt;Anel de inferno dantesco&lt;br /&gt;O navio que trouxe meu corpo.&lt;br /&gt;Meu corpo destrói a escuridão,&lt;br /&gt;Transforma em crepúsculo&lt;br /&gt;Em seguida dilúculo.&lt;br /&gt;Meu corpo salva sem cruz.&lt;br /&gt;Açoitado sem Jesus.&lt;br /&gt;Meu corpo,&lt;br /&gt;Enfim&lt;br /&gt;O universo, de minha alma,&lt;br /&gt;Deduz...(?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-64108233670959017?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/64108233670959017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=64108233670959017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/64108233670959017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/64108233670959017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/atavismo-urbano-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;ATAVISMO URBANO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-3169676360526541435</id><published>2008-11-26T01:56:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T02:08:19.268-08:00</updated><title type='text'>O PÉRIPLO DO AMOR em "Vicky Cristina Barcelona"- texto crítico sobre o filme de Woody Allen-por Gustavo Dumas</title><content type='html'>Desde que abdicou do protagonismo cênico de suas histórias, Woody Allen parece ter desenvolvido ainda melhor uma capacidade que esteve sempre em evidência em toda a sua filmografia: a de operar ambigüidades em personagens que se apresentam assumidamente estereotipadas, enredando tramas que suportam (ou suportariam) quaisquer soluções. Estas, no entanto, parecem determinadas por uma espécie de visão ou, vá lá, intuição de mundo do autor – e assim evitamos tocar nesta palavrinha polêmica chamada “ideologia”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que o Allen pós-ator parece ainda mais centrado em desqualificar bases sólidas da cultura do consumo made in USA, o que a própria mudança de cenário fílmico denuncia, por si. Na Londres de “Match Point” (Inglaterra/EUA/Luxemburgo, 2005) ou na Barcelona de “Vicky Cristina Barcelona” (EUA/Espanha, 2008), a nervura posta na frigideira é a do establishment e suas implicações na vida comezinha de cada um. Naquele, o tema era explícito: fazer o ponto (escalar socialmente) depende de “sorte”, isto seja relacionar-se com as pessoas “certas”, aceitar anular-se, tornar-se um débil mental produtivo, matar a mulher amada e por aí vai. No último, o toque na rede é sutil – Vicky, Cristina, Juan, Maria Elena, Doug, Judy, Mark trafegam pelas (im)possibilidades do amor contemporâneo que, olhadas da superfície, parecem tão vastas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) fazem as amigas do título, duas americanas em viagem de férias pela quente e bela Barcelona. Hospedam-se na casa de Judy (Patrícia Clarkson) e Mark (Kevin Dunn). Vicky é a noiva-padrão de Doug (Chris Messina). Vicky e Doug são os protótipos mais jovens de Judy e Mark. Judy chifra Mark. Mark (finge que) nada vê. Vicky e Doug vão se casar em breve, está tudo planejado. Os dois se amam conforme o estatuto do amor conveniente, sem arroubos nem riscos. Tudo em paz. Já Cristina encontra-se (sempre) em busca. Trata-se da personagem mais interessante do filme, dado depreciado pela interpretação pixulé de Johansson. Cristina só sabe o que não quer, nos conta um cínico narrador intruso (voz de Christopher Evan Weich): homens pré-fabricados, família pequeno-burguesa, universo nove-às-seis-com-happy-hour. Doug é o idiota moderno arquetípico, cujo tesão de “viver” se manifesta quando planeja adquirir uma tevê de plasma de “última” geração. À sua ignorância, característica da formação para boi de mercado, arte zero, Doug junta ainda uma carinha de pretensão de dar nojo, ou pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só bancarem as turistas, encarando o papel de homus digitalis que cabe aos que não precisam mais do cheiro das coisas, mas não. Cristina (e Vicky, diretamente do armário) parece(m) querer mais. Juan (Javier Bardem) é pintor. Acaba de se separar de Maria Elena (Penélope Cruz), sua musa, também pintora, figura ponta-de-faca e sua principal influência estética, de quem diz: “nasceram e não nasceram um para o outro”. Juan aborda-as em um restaurante, propondo levá-las para (a cama em) uma cidade vizinha. Declara-se interessado nas duas amigas. Vicky se irrita, gagueja. Cristina se oferece. Vão. Vicky vai sobrar, mas Cristina passa mal. Rola uma noite de viola, vinho e “outras intensidades” entre Vicky e Juan. Cristina melhora, eles voltam da viagem e Juan e Cristina continuam saindo. Vicky se casa com Doug, apaixonada por Juan. Cristina vai morar com Juan. Maria Elena volta. Juan e Maria Elena dão certo novamente... com Cristina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama básica está dada, em seus ingredientes principais. Quando a resolve, Allen completa um périplo: as coisas voltam para onde (se) partiram. Doug e Vicky com seu relacionamento certinho, Juan e Maria Elena separados, Cristina buscando... (“Quem procura o que não perdeu quando encontra não conhece”, já dizia Mestre Marçal, apud Wilson das Neves em seu disco “O som sagrado de Wilson das Neves”, de 1996.) Judy não se separa de Mark: “Ele é muito bom, não consigo”. As férias, como uma concessão do racionalismo burocrático e mercadológico à vida, precisam terminar. Para que a normalidade produtiva possa se restaurar, até com mais força. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao conceber uma espécie de quinteto amoroso, em tese, nada ortodoxo, e ao desintegrá-lo, reconstituindo o status quo provisoriamente alterado por um súbito desrecalque de potencialidades amorosas, Allen acaba por reproduzir um mundo em que o amor, a arte, o nonsense, o criativo ocupam um espaço de intervalo, nota passageira diante de uma rotina de anulação, de automação dos sujeitos – quiçá para alimentar um lúdico sem o qual muitos não juntariam forças para trabalhar todo dia. No final, todos perdem de goleada para o sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um tempo de sensações mornas, de estabilidade monocrítica e de carência de alternativas para fora do lugar de controle do biopoder, os intervalos para a intensidade são breves como o tempo cronológico supostamente inverossímil em que decorre toda a ação de “Vicky Cristina Barcelona”. Contudo, há pessoas pintando, pensando, escrevendo. E até amando. Tendo a “busca como medida/o encontro como chegada/e como ponto de partida”, conforme os versos sábios de Sérgio Ricardo em “Ponto de Partida”. Elas são raras, infelizmente; porém existem. Allen se inscreve, como autor, neste círculo, sensível aos dramas de sua época, e deixa uma possibilidade de superação entrevista. Difícil para nós é conseguir enxergá-la, com nossos olhos saturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gustavo Dumas é escritor e revisor. Publicou, assinando com o heterônimo de Zeh Gustavo, os livros de poesias "A Perspectiva do Quase" (Arte Paubrasil, 2008) e "Idade do Zero" (Escrituras, 2005). &lt;br /&gt;Contato:zehgustavo@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contato@algoadizer.com.br &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-3169676360526541435?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/3169676360526541435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=3169676360526541435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3169676360526541435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3169676360526541435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/o-priplo-do-amor-em-vicky-cristina.html' title='&lt;strong&gt;O PÉRIPLO DO AMOR&lt;/strong&gt; em &lt;em&gt;&quot;Vicky Cristina Barcelona&quot;- texto crítico sobre o filme de Woody Allen-por Gustavo Dumas&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-8327533522434628085</id><published>2008-11-25T04:49:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T06:16:36.098-08:00</updated><title type='text'>O CASULO- de Carlos Soares de Oliveira</title><content type='html'>Pedrinho era um menino triste. Não gostava de brincar, não tinha amiguinhos, vivia pelos cantos. Um dia num de seus refúgios, como um eremita mirim, entrou num bosque, sentou-se sob uma árvore, encostou a cabeça nos joelhos e começou a chorar. Chorava de forma tão intensa que até as árvores, as flores e os bichos se contagiaram e ficaram tristes também; o esquilo chorou, o macaco não brincou, o passarinho não cantou, o castor nem se aproximou. Flores cabisbaixas guardaram seu perfume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente uma voz suave murmurou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, ei menino... por que chora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho nem respondeu, não queria falar com estranhos, continuou no seu mundo fechado, ensimesmado. Mas a voz insistiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, menino... não chore mais.Veja quantas coisas lindas à sua volta. Por que chora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho levantou a cabeça procurando ao redor quem falava, mas não viu ninguém. Ficou um pouco assustado e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem é você? Quem está aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então uma grande e linda borboleta, toda colorida de azul, branco, vermelho, amarelo, era um arco-íris de asas, se apresentou com uma voz mais meiga ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou eu, uma borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nossa, como você é linda! Posso tocar em você? – entusiasmou-se Pedrinho estendendo a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro- respondeu a borboleta pousando naquela frágil mão... e cobrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que estava chorando? Não gosto de ver ninguém chorando, menos ainda, crianças.Crianças existem para sorrir, brincar, estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não está vendo estampado no meu rosto como sou feio? Olha meu nariz como é grande. E essas bochechas horríveis. Tenho pés grandes, ando até torto. Minha voz é esquisita (qualquer semelhança com o autor é mera coincidência). Tenho até vergonha de olhar para os outros com esses olhos esbugalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora, ora menino. Nada disso é importante, nada disso merece uma lágrima. O que importa é a beleza do seu coraçãozinho. Se você é um bom menino.Você me acha linda, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho sim, demais- disse Pedrinho ainda enxugando o rosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois olhe atrás de você nessa árvore. Veja esse casulo. Dentro dele existe uma lagarta cabeluda, cheia de pernas, asquerosa, que dá até medo nas pessoas.Nem por isso ela é triste, pois sabe que é parte da natureza, a perfeição que Deus criou, com tantas diferenças se encaixando. Antes de ser essa borboleta linda, eu era uma lagarta feia e vivia num casulo também. Eu me transformei. As pessoas devem se transformar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, Pedrinho sentiu que a tristeza foi saindo aos poucos, foi ficando aliviado e até esboçou um sorriso de canto de boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim... transformar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De dentro para fora. Quando você estava triste, tudo à sua volta também estava. Se for pra contagiar, por que não de alegria? Metamorfose é respeitar as pessoas, as diferenças, as raças, as crenças. Não fraquejar diante de derrotas, aprender a caminhas com elas. Ser humilde nas vitórias. Dar chance às pessoas. Ajudar a quem precisa. Fazer o bem sem esperar recompensas e aplausos. Acordar de bom humor, abrir a janela e dizer: Bom dia sol! Bom dia vizinho! Bom dia Deus! Abrir os braços abraçando o mundo. As pessoas vivem dentro de casulos e não sabem, fechados, escuros, sendo que o mundo lá fora é tão brilhante. São estrelas e não sabem.Sorriso não tem preço. Venha, siga-me. E saiu voando.Pedrinho foi atrás. Seus olhos pareciam duas pepitas, reluzentes, sem lágrimas. Saiu correndo, pulando, como uma criança de verdade. Chegando à beira da rua a borboleta continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veja quantas crianças. Como brincam, como são felizes. Vá brincar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho olhou para a nova amiga jogando um beijo no ar e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito Obrigado! Estou me sentindo lindo!- e saiu correndo em direção à meninada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Missão cumprida-pensou a borboleta e voou para longe, quem sabe para salvar outros meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um menino triste... era, não é mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um casulo se quebrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARLOS SOARES DE OLIVEIRA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-8327533522434628085?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/8327533522434628085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=8327533522434628085&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8327533522434628085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8327533522434628085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/o-casulo-de-carlos-soares-oliveira.html' title='&lt;strong&gt;O CASULO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Soares de Oliveira&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-132291058406801811</id><published>2008-11-23T07:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T14:29:10.730-08:00</updated><title type='text'>Obrigado pelo prêmio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SSl2SaE8PeI/AAAAAAAAAJ4/SdWB3p3nTlo/s1600-h/dardos%5B2%5D%5B1%5D%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 157px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SSl2SaE8PeI/AAAAAAAAAJ4/SdWB3p3nTlo/s320/dardos%5B2%5D%5B1%5D%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271874897423646178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://leitoracritica.blogspot.com/&lt;br /&gt;http://achamarte.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-132291058406801811?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/132291058406801811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=132291058406801811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/132291058406801811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/132291058406801811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/httpleitoracritica.html' title='&lt;strong&gt;Obrigado pelo prêmio&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SSl2SaE8PeI/AAAAAAAAAJ4/SdWB3p3nTlo/s72-c/dardos%5B2%5D%5B1%5D%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-8226101503278534236</id><published>2008-11-21T15:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T15:50:04.097-08:00</updated><title type='text'>A FAVELA- de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>A favela,&lt;br /&gt;Lixo, ocidente, manivela.&lt;br /&gt;A favela,&lt;br /&gt;Descuido, sandice, novela.&lt;br /&gt;A favela,&lt;br /&gt;Becos, pau-a-pique, ruela.&lt;br /&gt;A favela,&lt;br /&gt;Pagode, rap, cinderela.&lt;br /&gt;A favela,&lt;br /&gt;Estranho e esquisito sob a janela.&lt;br /&gt;A favela,&lt;br /&gt;Sirene, fogo, olho furtivo em trivela.&lt;br /&gt;A favela,&lt;br /&gt;Alvoroço, desespero, feijão fora da panela.&lt;br /&gt;A favela,&lt;br /&gt;Flores, enterro,&lt;br /&gt;Nunca mais o amor dela...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-8226101503278534236?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/8226101503278534236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=8226101503278534236&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8226101503278534236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8226101503278534236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/favela-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;A FAVELA&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5901688517828674434</id><published>2008-11-20T06:41:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T06:43:24.004-08:00</updated><title type='text'>OLHAR-TE de edinara Leão</title><content type='html'>Olhar-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nao te olhar&lt;br /&gt;se são teus ventos&lt;br /&gt;     que perfazem&lt;br /&gt;     meu tempo.&lt;br /&gt;em tuas mãos,&lt;br /&gt;em teus olhos,&lt;br /&gt;sou rainha &lt;br /&gt;    de tempos perdidos&lt;br /&gt;     perambulando vias&lt;br /&gt;        em teu templo&lt;br /&gt;sou sacerdotiza&lt;br /&gt;        do eterno mistério&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nunca cessaria &lt;br /&gt;   de te olhar,&lt;br /&gt;só olhando &lt;br /&gt;em teus olhos, &lt;br /&gt;por teus olhos&lt;br /&gt;sou eu mesma&lt;br /&gt;mulher inteira&lt;br /&gt;   porque tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edinara Leão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5901688517828674434?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5901688517828674434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5901688517828674434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5901688517828674434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5901688517828674434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/olhar-te-de-edinara-leo.html' title='&lt;strong&gt;OLHAR-TE&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de edinara Leão&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-8342859092185188493</id><published>2008-11-19T03:51:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T03:52:45.605-08:00</updated><title type='text'>SABEDORIA DE MÃE - de Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>O historiador Will Durant conta que a mãe de Mêncio, filósofo chinês reconhecido como herdeiro do Manto de Confúcio, se viu obrigada a mudar de residência algumas vezes, preocupada com a educação do filho. A primeira, por residir ao lado de um cemitério e o menino, com o tempo, imitar o comportamento do coveiro; a segunda, por estar nas proximidades de um matadouro e verificar que o menino emitia os gritos dos animais sacrificados e a terceira, em razão de Mêncio agir como comerciante, estimulado pela presença de um mercado nas proximidades. Ela sossegou quando, finalmente, montou residência em frente a uma escola e avaliou o resultado da decisão na vida do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sem dúvida, no tempo de Mêncio existiram pobreza e crimes, mas, com certeza, não na escala em que estão presentes no mundo moderno e principalmente na Cidade do Rio de Janeiro, onde há pelo menos 30 anos os governos tentam reduzir a criminalidade pelo confronto direto, armado e em campo aberto entre a polícia e os bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As vítimas mais presentes e os principais protagonistas desse processo de intensa criminalidade e violência são as crianças e pessoas, até mesmo policiais, que não atingiram a idade de 25 anos. Gente que não havia nascido ou que estava na primeira infância quando, em 1986, começou no Estado do Rio de Janeiro a prática de vencer a violência exclusivamente pelo uso da força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Será que a aplicação de políticas públicas mais consistentes no campo da educação com conseqüente abertura de oportunidades melhores de ocupação e renda não teriam oferecido aos bandidos de hoje e suas vítimas um destino diferente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mark Goldblatt criou o filme O Exterminador do Futuro, com o enredo de uma guerra entre os humanos e os robôs e fato principal, na decisão dos robôs de mandarem ao passado um dos seus com a ordem expressa de exterminar o garoto John Connor que, no futuro, seria o líder da resistência humana. A obra trabalha com uma definição incontestável: o presente é o passado do futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ora, se, de fato, temos o desejo de construir um ambiente que seja mais humano e não possuímos o dom de retornar no tempo para modificar o presente, só nos resta organizar melhor o futuro. E, se o interesse é reduzir o grau de violência, de criminalidade, de ausência de virtudes, o caminho não pode ser outro senão investir pesado na educação e gerenciar melhor os recursos destinados a aplicação das políticas públicas. Neste contexto, é preciso considerar a importância da lei que estabeleceu um piso salarial nacional para os professores da educação básica com carga horária de 40 horas semanais. Ela nasceu de um dos projetos de lei do Senador Cristovam Buarque, que fez da educação a bandeira principal e quase única de sua atuação política. O Senador atua na vida pública com a compreensão de que o futuro se faz no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Há quem diga que a lei é corporativista, porque beneficia os professores sem qualquer garantia de resultado na qualidade do ensino. A valer o argumento, é o caso de perguntar: porventura, os salários que os governos pagam hoje aos professores do ensino básico têm garantido qualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Do mesmo modo, tem quem grite contra a interferência de uma lei federal no ambiente de autonomia municipal. Mas, até aqui os municípios têm utilizado a autonomia que possuem na direção de melhorar a qualidade do ensino público? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A lei Cristovam Buarque não nasceria se a vida presente dos jovens brasileiros indicasse que os governos no passado cumpriram bem com o seu papel de produzir educação com qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;    *Jackson Vasconcelos é editor do site www.estrategiaeconsultoria.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-8342859092185188493?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/8342859092185188493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=8342859092185188493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8342859092185188493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8342859092185188493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/sabedoria-de-me-de-jackson-vasconcelos.html' title='&lt;strong&gt;SABEDORIA DE MÃE&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1478521121020476740</id><published>2008-11-18T07:25:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T07:29:32.377-08:00</updated><title type='text'>SEUS PERDIDOS, MEUS ACHADOS -de Andreia Donadon- texto quarto lugar no Festival de contos de Paranavaí.</title><content type='html'>Dora estava muito cansada, definitivamente esgotada. Os meses anteriores não tinham sido fáceis. Trazia o coração em ritmo acelerado; o sono triplicado pelas inúmeras noites em claro. Despejar lágrimas era cansativo. Escutar o barulho de vozes exigia o resto das energias poupadas. O burburinho cada vez mais longe, cenas lentas e o cheiro de vela queimando, penetrava suas narinas sem cor e dilatadas. Sentia o cheiro mais pelo barulho das chamas trepidando silenciosamente no castiçal de prata embaçado. Alguém não tinha feito o serviço direito. Não tiraram as últimas ceras que criavam uma crosta espessa e fedorenta. Fumaça acinzentada. O vôo da mosca imperceptível com barulho misturado às vozes de pessoas que não revezavam nem em uma ínfima virada de segundo. Dora sentia o vôo das pontas de asas das moscas batendo. Um chocalho familiar de pulseira... Cheiro de perfume abafando o fedor de vela queimada. Alguns dias antes a chuva respingava com violência lá fora, gotas grossas batiam no chão. A luz teimava em apagar enquanto o pai cantarolava uma música para ela. O quarto era constantemente limpo. Nas crises de falta de ar, o balão de oxigênio, um dos poucos equipamentos, pois era o único meio de chegar ar até os pulmões. Um suplício para ela e para o pai. Vivia com o coração sobressaltado diante das crises. O pulmão estava debilitado demais. Depois que a crise passava, ele sentava no chão da sala e chorava copiosamente: - quase a perdi! Falava baixinho. Foram inúmeras crises. A mãe tinha assistido a algumas e a calma que emanava de seu ser a chocava. Lembrou de um momento em que acabara de ter a crise mais forte de sua vida e ela acabara de chegar. As mãos entrelaçaram-se as de Dora e beijou-a carinhosamente no rosto e disse algo que não conseguiu escutar. Da fresta da porta viu o sorriso triste no rosto do pai. A campainha tocou estridentemente. Olhou o relógio no alto da parede do quarto e já passava das três e meia da manhã. O corpo não respirava mais. As lembranças teimavam em penetrar os pensamentos. A caixinha com seus perdidos... Fizera questão em perdê-los para morrer junto com as feridas. Dora nunca negou que o pai fosse a pessoa mais amorosa e doce que conhecera em toda sua vida. Não, isto jamais negaria.  A bondade e o caráter dele foram imutáveis a tal ponto de cerrar suas cicatrizes que subitamente insistiam em abrir e sangrar. Feridas que nunca fecharam. Olhava o semblante angelical do pai, pairado, estático com as mãos sobre o caixão. O pai foi um anjo, tranqüilo, paciente, meigo, sofrido e de uma bondade que chegava a doer nela tamanha generosidade. Sempre entendia, aceitava e repetia: - Mais cedo, ou mais tarde, filha. Estas frases às vezes mais a irritavam. A complacência chocava. Não era possível uma pessoa ter tanta explicação para coisas inexplicáveis ou óbvias. Mamãe nunca nos amou e nos aceitou, foi rejeição a partir do momento que sentiu os sentimentos dos outros, pensou Dora. Era triste perceber como nunca amara seu pai, nunca o amara de verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos Dora fora tomada de uma doença grave acometida por febre alta, urina escura, mal estar e dores musculares. Com tempo os sintomas foram progredindo por uma coloração amarelo-dourada da pele e conjuntivas.  De quarentena em casa. Hepatite. A comida, o prato, todos os cuidados e carinhos eram repassados pelo tratamento cuidadoso e preocupado do pai. As noites em que Dora quase padecera de dores e altíssimas temperaturas, os pedaços de pano embebidos em álcool repousavam nas partes do corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê mãe, pai? Variava. Hoje ela volta pra casa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Volta Dora. Hoje ela volta... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que horas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais cedo ou mais tarde... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono invadia as crises de Dora pelo cansaço e os olhos só abriam no dia seguinte sob o olhar trôpego e desfocado da mãe. Semblante enrugado, cabelos desgrenhados e um palmo sem cor. Dora olhava para ela sem entender a frieza que emanava de seu ser. Sentia e sofria sob o olhar perdido em algum ponto invisível e um monossílabo da mãe: - Bem? Mal tinha tempo em balbuciar uma palavra e a florzinha do mato era repousada sobre a cama ainda com cheiro de mato e terra. Um pedido de desculpas? Ora, ela nunca tinha tentado ou se desculpado pelas ausências e falta de afeto. Quando aparecia estava com ressaca visível ou com dor de cabeça. O que mais doía em Dora era o olhar distante. Afago ou toque sutil bastavam os do pai. O costumeiro e amoroso olhar dele, guardado. A mãe tinha quitado o afeto pela maternidade. Só serviu para segurá-la a duração de uma gestação, depois não se lembrava mais, estava perdido. A florzinha abria as feridas da falta do carinho da mãe. Mirar a flor era sofrível demais. Inúmeras foram repousadas em seu leito e nunca entendera o sentido delas. Recusava-se. Esquecia as flores em qualquer canto do quarto, que com o tempo se perdiam no esquecimento, no relaxamento de querer matar a dor do desprezo. Foram inúmeras e incontáveis perdidas em algum canto da casa. A brisa do vento talvez as levassem ou o pai varresse o que sobrara delas no dia seguinte... Ou a decrepitude do tempo.  Pouco importava para ela. Era previsível: mais dia ou menos dia, como dizia ele, viria e deixaria uma flor. Sumiria nas próximas semanas ou meses com algum homem, e o pai de Dora sempre esperaria o retorno, o arrependimento, a mudança. Ele sempre esperou, apostou uma vida nisto e mais triste para ela foi perceber a esperança até o último instante, no gesto inesperado: uma caixinha de veludo com a insígnia: seus perdidos e meus achados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora acompanhava astutamente o barulho das pedras da pulseira se chocalhando e o cheiro de fragrância barata. Ela estava lá... Lembrou das palavras do pai e sua voz latejando nos ouvidos: - Ela sempre virá, minha filha! Segurou com mais força o choro que insistentemente teimava em despencar pelo rosto. As palavras do pai aumentavam sua solidão. Estava sozinho e abandonado.  Mais cedo ou mais tarde: ela virá. Esta frase era conhecida e repetida inúmeras vezes por ele. Fazia questão de perdê-la. Entrava pelo ouvido esquerdo e saía pelo direito. Lamentava... Ela lamentava tanto. O cabelo totalmente descolorido e amarrado em uma fita vermelha. O rosto mais enrugado que de costume. As roupas amassadas e encardidas, as unhas comidas e com resto de esmalte velho. Ela era o foco de Dora. O barulho da mosca bailando no recinto e o cheiro de vela queimando não incomodavam mais. Semblante sisudo, olhos vermelhos e inchados. Remorso? Só poderia ser. Dora percebeu sentimento no rosto da mãe. A figura também se encolheu coberta em um xale de tricô preto que tapava todas as partes das costas. O osso estava apontando no tecido de lã. Estava debilmente desamparada e triste. Apagada. Pela primeira vez, Dora viu a mãe se apagar no meio das pessoas. Sombria e triste. Velha e cansada. Poucas vezes vira o rosto em harmonia. Raríssimas vezes que até se esquecera. Fizera questão de desprezar o retrato sobre a mesinha no canto da sala. Três figuras sobrepostas num fundo azul e verde. Três figuras abraçadas e felizes. Esta foto não combinava com os sumiços dela. A tristeza do pai e a carência de Dora. Doía olhar o retrato com a cena que não representava mais. Num ato repentino de revolta cortou o rosto da mãe do retrato. Jogara em algum canto da sala. Estava perdido ou foi varrido pelo vento ou pelas cerdas da vassoura junto com os ciscos. Perdera. Fizera questão. Fazia questão de esquecer as pontas que abriam as feridas. Abandonava-as em qualquer canto. Perdia-as em um lugar qualquer. Esquecia a existência delas, ou quando lembrava não tinha mais a prova da dor. O pai sempre entendera, inquestionavelmente compreendera e aceitava a atitude. As pontas da pulseira batendo na beirada do caixão chamou a atenção dela. Perdida em pensamentos que insistentemente fizera questão em apagar de sua vida. O chocalho da pulseira no caixão e as mãos acariciando seu rosto sem vida seguido de um choro muito triste. A mãe era uma incógnita. Desconhecida e estranha. Os perdidos guardados em uma caixinha de veludo pelo pai, pouco antes do falecimento colocado no guarda-roupa com a inscrição: seus perdidos e meus achados. Aquela caixinha tinha a passagem mais doce e feliz de sua vida familiar. As florzinhas do mato, o retrato constituído da família, os retratos da mãe carregando-a no colo, todos perdidos por Dora: achados e guardados por ele.  Com gesto repentino, mas conhecido por ela, a mãe repousou sobre as mãos de Dora a florzinha do mato com cheiro de terra e mato molhados. Antes de fecharem a tampa do caixão lançou um olhar demorado sobre a figura estática da filha. Com o corpo sustentado por duas mulheres na procissão até o cemitério, o pai de Dora chorava convulsivamente e sua mãe caminhava silenciosamente atrás. O buraco fundo e pequeno engolia o caixão, a música antes da despedida aumentou os soluços e choro do pai: “fica sempre um pouco de perfume, nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas”... A mãe jogou uma rosa sobre o caixão antes de ele afundar na terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais cedo ou mais tarde, querida... Ela volta, não se preocupe minha filha. Ela sempre virá... Lembrou das palavras do pai. Dora foi tomada de um sentimento novo pelas imagens achadas e guardadas por ele e foi em paz com as flores repousadas sobre o seu corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARABÉNS ANDRÉIA. SAUDAÇÕES BAIANAS!&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Andréia Donadon Leal - Déia LealDiretora do Jornal Aldrava CulturalGovernadora do InBrasCI-MGMembro da Academia de Letras Rio- CM e da AVSPEMembro da Academia Cachoeirense de Letras(31) 8893-3779(31) 8431-4648http://www.jornalaldrava.com.br/pag_deia_leal_plan.htm  &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1478521121020476740?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1478521121020476740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1478521121020476740&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1478521121020476740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1478521121020476740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/seus-perdidos-meus-achados-de-andreia.html' title='&lt;strong&gt;SEUS PERDIDOS, MEUS ACHADOS&lt;/strong&gt; -&lt;em&gt;de Andreia Donadon- texto quarto lugar no Festival de contos de Paranavaí.&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6479171627781800616</id><published>2008-11-17T08:23:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T08:26:11.182-08:00</updated><title type='text'>ANDREIA DIAS- blues e pop rock</title><content type='html'>VISITE: &lt;strong&gt;Andreia Dias-blues e pop rock de qualidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos em alta: &lt;strong&gt;http://www.andreiadias.com.br/FotosAndreiaDias.zip&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Site oficial: &lt;strong&gt;http://www.andreiadias.com.br &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Videos: &lt;strong&gt;http://www.andreiadias.com.br/videos.html &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Produção e shows: &lt;strong&gt;http://www.scubidu.com.br&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6479171627781800616?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6479171627781800616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6479171627781800616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6479171627781800616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6479171627781800616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/andreia-dias-blues-e-pop-rock.html' title='&lt;strong&gt;ANDREIA DIAS&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt; blues e pop rock&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-7411921707468797120</id><published>2008-11-17T06:56:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T06:59:33.217-08:00</updated><title type='text'>FUGA - de Alexandre Lobão</title><content type='html'>Você já teve um daqueles pesadelos que parecem não terminar nunca? &lt;br /&gt;Daquele tipo em que você acorda, assustado e aliviado por sentir o calor e a segurança de sua cama, até que o mundo vira de cabeça para baixo, e você, apavorado, percebe que seus temores não eram um sonho, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois acorda novamente, e a cena se repete, e você acorda de novo, e de novo, sem nunca saber se continua dentro do mesmo e terrível sonho, ou se finalmente acordou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, para mim, esta foi uma noite daquelas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acordei banhado de suor e respirando com dificuldade, mas fiquei grandemente aliviado quando percebi que finalmente acordara e o pesadelo havia chegado ao fim.&lt;br /&gt; Isto, por cerca de um ou dois segundos. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Foi o tempo que, assustado, levei para perceber que não estava em minha cama, e que o ar viciado que eu respirava combinava perfeitamente com a escuridão total que me cercava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tentei me mover, e percebi, desesperado, que estava preso em uma espécie de caixa.  Sem parar para pensar empurrei com toda força a tampa, e não fosse o peso das lembranças me assaltando ao mesmo tempo em que meus olhos reconheciam o ambiente, eu poderia jurar que continuava no pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu estava dentro de um caixão, que descansava sobre uma mesa de mármore na mesma cripta do cemitério da cidade que eu havia visitado no dia anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com o medo fazendo subir a bile de meu estômago, pulei do esquife, meus olhos aflitos procurando a saída e circulando nervosos sobre inúmeros caixões, organizados em prateleiras de cada lado da cripta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com um grito que morreu em um nó na garganta, percebi que vários dos caixões se abriam, como se o barulho que eu fizera tivesse acordado seus ocupantes.  Apesar da escuridão do local, pude entrever corpos magros e pálidos, olhos vermelhos e dentes.  Grandes e afiados dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em pânico, disparei pela única saída da cripta, que levava ao mesmo corredor que eu percorrera no dia anterior.   Senti, mais do que vi, as sombras escuras que se aproximavam e gritavam como que em agonia, logo atrás de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao fim do corredor pude ver um raio de luz, uma esperança ao longe que minhas pernas pareciam não ter força ou velocidade suficiente para alcançar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desespero me impulsionando, não ousei me voltar, mas pude sentir o frio das mãos esqueléticas que tentavam me agarrar, rasgando minhas roupas e arranhando as minhas costas.  Pelo canto dos olhos, pude ver sombras correndo, movendo-se de maneira estranhamente inumana não apenas no corredor atrás de mim, mas também pelas paredes e teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A pouca distância.&lt;br /&gt;Minha mente, estranhamente confusa, lembrava da cena semelhante, ocorrida no dia anterior: eu entrara na cripta, para roubar um crânio como uma estúpida prova de coragem para meus amigos. &lt;br /&gt;As memórias, flutuando, trouxeram de volta à boca o sabor aziago do medo que senti quando, aterrorizado, vira – como agora - os caixões se abrirem lentamente.  &lt;br /&gt;O desespero repetido de correr pelo mesmo corredor, com as mesmas sombras me caçando, quase me levou à loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo para articular nem um pensamento a mais, saboreei a sensação de júbilo e vitória ao me atirar para a luz do dia, deixando na escuridão os vampiros que gritavam de frustração e ódio.&lt;br /&gt; Apenas quando senti a luz do sol queimando minha carne até os ossos foi que lembrei que no dia anterior havia uma grande diferença!&lt;br /&gt; Eu havia corrido até o fim do corredor e, da mesma maneira, atirei-me para fora, deixando os vampiros para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porém a luz do dia, agora mortal para mim, me lembrava que no dia anterior, ao fim do corredor, eu havia encontrado a noite.   &lt;br /&gt;E vampiros não temem a noite.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alexandre Lobão, escritor de Brasília&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-7411921707468797120?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/7411921707468797120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=7411921707468797120&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7411921707468797120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7411921707468797120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/fuga-de-alexandre-lobo.html' title='&lt;strong&gt;FUGA&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Alexandre Lobão&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6212283071656449414</id><published>2008-11-14T01:56:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T15:07:53.621-08:00</updated><title type='text'>CAJUEIRO-de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Lembro perfeitamente das três salas geminadas que compunham a pequena escola que minha mãe dirigia. Uma era da primeira, outra da segunda e a última ao canto próximo ao campinho de barro onde jogávamos “golzinho”, da terceira série primário. Eu e Jorge estávamos com nove para dez anos e assim como todos os outros que brincavam, éramos, sobretudo ali, alunos de minha mãe. Não era só comigo o regrado rigoroso de minha mãe com relação aos livros. Todos tinham que ter a lição prontinha na ponta da língua para a sabatina geral no fim de tarde, quando então éramos liberados para o “baba”. Eu propriamente nunca tive problemas em ler e absorver o lido, quer dizer, às vezes me distraía criando imagens saídas dos próprios livros de História, Geografia e até Matemática. Imaginava um mundo em que os números tivessem uma relação mais humana e não tão radicalmente exata. E assim, nas carteiras duplicadas criava histórias com números, inventava países nos mapas de Geografia e contava ao colega que sentava comigo naquelas carteiras antigas para dois alunos, que era o Jorge. Foi quando comecei a perceber levemente que cada um ser humano tem uma visão diferente das coisas que se apresentam. Claro, isso hoje é óbvio, mas um menino de dez anos acha naturalmente que todos pensam iguais. E provavelmente todos pensam iguais mesmo. Não só o colega de carteira, mas os outros meninos não entendiam a minha criatividade e diziam que eu era meio doidinho, pois vivia lendo Reinações de Narizinho. E só obtinha um pouco de respeito e respaldo nas brincadeiras, porque dava conta da bola e a tratava com carinho e destreza quando ela chegava aos meus pés. Então, tempos depois percebi de fato um hiato, ou um abismo, entre eu e os outros meninos quando descobri durante os babas que me puseram o apelido de Tistu, o menino do dedo verde. Tratava-se de um personagem diferente e hoje não lembro a história direito, li o livro à época exigido pela professora de Português, mas recordo-me que o menino, o Tistu, tinha uma ligação muito forte com a natureza. Ele enfiava o dedo na terra e nascia uma planta, era mais ou menos isso. Ganhei esse apelido, que ainda bem fora efêmero, depois de mais uma visão perceptiva que tive e quis partilhar com todos. Novamente ninguém entendera a beleza e originalidade que o Universo oferece gratuitamente. Mostrei a todos um cajueiro brotando da castanha. Tivéramos aula de Ciências, germinação, e durante a aula lembrei-me de ter visto o nascimento do cajueiro. No recreio levei Jorge e outros quatro ou cinco colegas para mostrar a generosidade e beleza da natureza. Estava bem pequeno, o talo verdinho ainda não tinha força para se manter em pé e a castanha aberta como se estivesse parindo não estava totalmente sob a terra. Eis que num rompante estúpido e de natureza vilipendiada, um dos meninos, se não me engano de nome George, arrancou brutalmente a planta bebê. Talvez mais estúpido e grosseiro, tanto quanto e tanto, foi a gargalhada maciça que os outros deram depois do assassinato da plantinha. Tive ódio, vontade de chorar também, mas não chorei. Depois ouvia sempre que passava que era o livro do menino do dedo verde que estava me deixando doidinho. Cheguei a ouvir comentário até dos pais dos meninos. O que, agora eu sei, não era de se estranhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e fui aos poucos renegado das brincadeiras, também não fazia mais questão de interagir. Menos Jorge que apesar de ter sido também um homicida da flora, continuou vindo a minha casa e brincar comigo. Jogávamos bola só nós dois, um contra o outro, e líamos &lt;em&gt;Tex Willer &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Zagor&lt;/em&gt; juntos. Quer dizer eu tinha que ler em voz alta, pois ele tinha preguiça de ler além de ser lento e vacilante no trato com as letras. Passou a vida me dizendo que não sabia, não entendia, como eu agüentava ficar parado diante de um livro durante horas. Aquilo de ler definitivamente não era para ele. Dizia. Apesar de todos os esforços da nova professora em fazê-lo leitor, como eu era, foram inúteis. Jorge ainda hoje critica a minha leitura e continua sem entender o porque de tantos livros em minha casa. Tornou-se pedreiro e mesmo ele sem entender a razão da presença dos livros, diz paradoxalmente ao seu comentário iletrado que somente agora nesses tempos de hoje veio a compreender minha brincadeira quando criança de um mundo diferente dos números. Pois assim que constatou seu próprio espaço, me disse que vive no mundo dos algarismos e não entende muita coisa quando um engenheiro explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses ao subir num ônibus para ir dar aulas, ouvi uma voz vinda da cadeira do cobrador.&lt;br /&gt;_Ainda não desistiu dos livros, não é?&lt;br /&gt;Era George, o assassino de plantas bebê.&lt;br /&gt;_Ô que jeito! Jamais tive outra escolha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6212283071656449414?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6212283071656449414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6212283071656449414&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6212283071656449414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6212283071656449414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/cajueiro-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;CAJUEIRO&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-8897372487737021656</id><published>2008-11-12T01:59:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T02:01:00.490-08:00</updated><title type='text'>UM MINUTO-de Mayrant Gallo</title><content type='html'>Alguém neste momento engraxa os sapatos, em casa, ouvindo música. É um homem, e o filho mais novo se aproxima e diz alguma coisa incompreensível, que, no entanto, faz o homem sorrir e parar o que está fazendo, o sapato numa das mãos e a escova na outra. A criança também ri. Ri sempre, o que não acontecerá quando se tornar adulta. Adulta, terá dores de todo tipo, da mente, do coração, do físico. Pensará na morte, mas não terá coragem. Nem mesmo para atravessar a rua...&lt;br /&gt;Bem perto dali, numa praça, um homem e uma mulher brigam. Quem passa já não se surpreende. Desde sempre os casais se pilham um amor que não perdura. A moça chora, parece a mais sentida. Sabe que começar de novo é mais doloroso do que se deixar abraçar pelo tédio, jogar com a rotina. Ele pensa diferente: a cada mulher, a cada homem, o ser humano revive, retorna ao princípio e, aliás, muito mais experiente. Se ele agora se apaixonasse, saberia não sofrer tanto e tirar o melhor proveito da situação. Amaria melhor. Viveria melhor. Seria capaz de tocar um coração só de contemplar um rosto. No exato momento em que se levanta, por não suportar as lágrimas da companheira, alguém ali perto, na sacada de um prédio, sonha. Um sonho de água, de prados, de amplos céus e angustiantes ocasos. Se pudesse, passaria a vida em trânsito, viajando. Mas sequer sai de casa. Quando muito para ir à padaria ou à igreja, na qual os casamentos a entristecem. Se lhe perguntassem por quê, apenas diria: por já vê-los morrer, mesmo ali, no começo. E logo ela, que jamais se casou e que certamente não se casará...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais adiante, numa luxuosa sapataria, uma mulher experimenta uma sandália. Está ali há mais de uma hora. O vendedor só não se aborreceu ainda porque, a cada vez que se abaixa para pôr em seus pés um novo par, lhe flagra a calcinha branca, no fundo das belas pernas mal-protegidas pela saia justa. Do outro lado da rua um camelô prega sua mercadoria pensando em outra coisa, que a vida está passando, que ele está mais velho, que já não tem ânimo e que mesmo quando bebe a tristeza permanece, e pior, intensificada... Jamais pensou nestas coisas, não que se lembre. Seus pensamentos sempre estiveram voltados para ganhar dinheiro ou transar com uma mulher ou para a próxima rodada do futebol ou a anterior, talvez feliz, talvez insuportável. O que ele não sabe é que nesse minuto, em que grita, outro grito lhe chega, de compreensão, de revelação até, e que, se ele fosse outro, ficaria atônito. Como é e quem é, apenas se desconhece por um rápido instante, logo apagado...&lt;br /&gt;Muito longe dali, talvez num outro bairro ou numa outra cidade, alguém dilui numa mensagem corriqueira, pela internet, algumas cifras de amor. O outro ou a outra, que há de receber a mensagem, ficará sob suspense, o coração aflito, um desejo a roer-lhe as entranhas. De pronto, redige uma resposta, que é como um disfarce, um ao-mesmo-tempo-ceder-e-se-guardar. Mas é tudo, não poderemos até o fim deste minuto saber o desfecho dessa dupla audácia... Ou descobrir se eles são solteiros ou casados, se estão começando ou recomeçando, se estão amando ou traindo. Ou se apenas simulam em palavras o que não têm coragem de pôr em vida...&lt;br /&gt;No mesmo lado da rua, um homem entra num bar e pede um trago. Um outro pára numa banca de jornal e olha as capas das revistas, os jornais. Detém-se sobre as mais audaciosas, a expor seios, bundas, pernas. O jornaleiro atende uma jovem, que só quer saber onde fica tal rua, cujo nome pronuncia erradamente, o que causa uma confusão, não permite que o homem a ajude. Uma velhinha atravessa a pista em direção ao prédio em que mora. Ela não sabe, nem nunca saberá, que sua neta, neste minuto, se entrega por amor, na escada escura, ao filho do vizinho. Até seria bom que ela soubesse de tudo, pois seria capaz de ser mais compreensiva que os pais. Na idade em que está, a juventude lhe faz muito mais falta que água, comida, amor, remédios. Adoraria ter de novo quinze anos e se entregar de corpo e alma a um rapaz. Ela, que jamais soube o que é isso, que apenas se casou e para fazer amor obrigava o marido a apagar a luz e fechar porta e janela. Hoje, não só não apagaria a luz como o obrigaria a fazê-la mais feliz, a fazê-la mais viva...&lt;br /&gt;A praia está cheia, embora a primavera ainda nem tenha chegado. Corpos se distendem na luz, enquanto outros os observam. Há os corpos que correm ao longo da orla, aparentemente alheios, mas ainda assim sedentos de expectativa, plenos de um amor renovado. Também há os corpos só preocupados em combater ou vazar a defesa adversária. São a maioria e quando vêem uma mulher é como se vissem uma esfera, da qual resvalam e que por isso é preciso aproveitar ao máximo os poucos segundos em que se sustentam...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um homem descai sobre a escrivaninha, exausto. Uma mulher chora sentada na cama, só de combinação e sem ninguém que a ame... Um pai e uma mãe loucos conspiram contra a vida do filho de apenas três anos. Voam pipas na tarde, presas de mãos infantis e de outras já adultas, mas que preferem continuar assim, indiferentes à morte. Um ônibus se enche de crianças, e um outro de trabalhadores braçais, mais silenciosos que lápides. Uma mão escreve um poema, uma outra desenha, e outras matam, a tiro, facada, estrangulamento, veneno. Uma saia é arrancada à força, num matagal. Seios miúdos e ainda ingênuos nascem diante do espelho, para espanto de esplêndidos olhos... E dois homens se beijam ocultos por uma árvore, e uma mulher faz intriga contra sua própria amiga porque a inveja, e duas turmas de garotos entram em choque num terreno baldio porque um deles olhou com desejo a irmã de um outro....&lt;br /&gt;Uma bomba explode do outro lado do mundo, e em meio aos vidros, aos móveis destruídos, aos corpos destroçados, um par de óculos, surpreendentemente intacto, reflete esse primeiro minuto de absoluto silêncio e poeira, e é como se nele se gravasse a eternidade, a humana incerteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mayrant Gallo publicou O inédito de Kafka (CosacNaify, 2003).&lt;br /&gt;Crônica veiculada no Correio da Bahia, em 31/08/2003.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-8897372487737021656?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/8897372487737021656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=8897372487737021656&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8897372487737021656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8897372487737021656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/um-minuto-de-mayrant-gallo.html' title='&lt;strong&gt;UM MINUTO&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Mayrant Gallo&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4123724890074224339</id><published>2008-11-11T02:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T02:23:42.491-08:00</updated><title type='text'>ESCUTA-de Camila Vilarinho</title><content type='html'>Escuto você.&lt;br /&gt;Surgem versos vindos,&lt;br /&gt;que escorrem de minh´alma.&lt;br /&gt;Trazem saudade de um lugar de lá,&lt;br /&gt;tão perto daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembramos.&lt;br /&gt;É Fardo esquecido.&lt;br /&gt;Carregamos juntos, mesmo alienados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja adormecidos em sonhos,&lt;br /&gt;ou despidos da ausência.&lt;br /&gt;Ecoam versos.&lt;br /&gt;Do mesmo jeito, em desatino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala sutil que ecoa.&lt;br /&gt;Verso tímido que nem gota de garoa fina.&lt;br /&gt;ou na galhofa de todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente escolhemos nos ouvir.&lt;br /&gt;Lentamente nos escrevemos.&lt;br /&gt;Sobre qualquer coisa.&lt;br /&gt;Aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final o melhor; ao longe e distante.&lt;br /&gt;Certamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos escutando, nos escrevemos.&lt;br /&gt;Versamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Camila Vilarinho, poeta, estudante de Psicologia. E minha prima, claro. É de família eheheheh...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4123724890074224339?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4123724890074224339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4123724890074224339&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4123724890074224339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4123724890074224339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/escuta-de-camila-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;ESCUTA&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Camila Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6263576848685810904</id><published>2008-11-09T12:19:00.000-08:00</published><updated>2008-11-09T12:21:06.492-08:00</updated><title type='text'>ELEIÇÕES DO RIO DE JANEIRO_ de Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>As eleições na Cidade do Rio de Janeiro celebraram a hipocrisia legal.&lt;br /&gt;*Jackson Vasconcelos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1. Para legalmente ser candidato a prefeito do Rio de Janeiro, o Eduardo Paes precisou deixar a Secretaria Estadual de Esportes e Lazer. Adotou a providência no momento final do prazo. A sua demora criou polêmica e se transformou num pedido judicial de cancelamento do seu registro de candidato. A lei contém a determinação para evitar que candidatos que ocupem funções públicas no Executivo as utilizem em favor de sua candidatura e em prejuízo da igualdade de condições com os seus adversários. A determinação legal parece, à primeira vista, uma excelente providência em favor do sistema republicano, que se desmancha quando o Governador e seus demais Secretários; o Presidente da República e todos os seus ministros e quem mais queira, não estiveram impedidos de fazer campanha para o seu candidato. Isso, sem contar a hipocrisia de se entregar ao substituído a prerrogativa de indicar o substituto. &lt;br /&gt;2. A lei eleitoral proíbe, categoricamente, e pune com cancelamento de registro de candidatura, a participação dos candidatos em solenidades para inauguração de obra pública. Medida que visa impedir que o eleitor compreenda as obras públicas como elementos essenciais de decisão do voto. Mas, a lei não impede que os candidatos utilizem as mesmas obras nos programas eleitorais de TV e rádio e muito menos nos prospectos de campanha. &lt;br /&gt;3. É entendimento da Justiça Eleitoral que o mandato pertence aos partidos e, por conta desse entendimento, ela andou a cassar mandatos de vereadores, deputados federais e deputados federais. Medida saneadora, diz ela. Mas, nada impediu que os candidatos a vereador de um partido pedissem votos para os candidatos a prefeito de outros partidos, mesmo quando o seu foi às ruas com candidato próprio. &lt;br /&gt;4. Diante das variadas comprovações de uso de caixa dois para financiar campanhas eleitorais, a lei passou a exigir que as prestações de contas dos candidatos fossem feitas parcialmente antes de terminado o período eleitoral, para permitir que os eleitores soubessem como os candidatos financiam as suas campanhas, antes de escolhê-los. Só que permitiu que o nome dos financiadores fosse providência exigida somente para depois de proclamados os resultados.  Interessante, né? &lt;br /&gt;5. Por fim, a lei impõe obrigatoriedade para o voto, mas permite que os eleitores que não votem, justifiquem a ausência, sem qualquer dificuldade e sem esclarecimento comprovado do motivo. Temos, então que a obrigatoriedade é, na verdade, para o comparecimento aos locais de votação. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E, desse modo, deve ter sido em todo o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Jackson Vasconcelos é editor do site www.estrategiaeconsultoria.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6263576848685810904?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6263576848685810904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6263576848685810904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6263576848685810904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6263576848685810904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/eleies-do-rio-de-janeiro-de-jackson.html' title='&lt;strong&gt;ELEIÇÕES DO RIO DE JANEIRO&lt;/strong&gt;_ &lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-6988213598504192106</id><published>2008-11-08T12:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T12:10:37.647-08:00</updated><title type='text'>O QUE NOS CABE- de Carla Dias</title><content type='html'>- E se for hoje?&lt;br /&gt;- Então, viveremos o dia com o desespero em êxtase.&lt;br /&gt;- Será hoje...&lt;br /&gt;- Pode ser...&lt;br /&gt;- Será que será?&lt;br /&gt;- Vai saber...&lt;br /&gt;- O tempo tem dentes... Vai nos mascar feito chiclete.&lt;br /&gt;- E de qual velocidade seríamos partidários?&lt;br /&gt;- Nesse dia? Do desejo desmedido; daquele quê oferecendo prazer insustentável.&lt;br /&gt;- Comeríamos?&lt;br /&gt;- Frutas desmascaradas de estação. E engoliríamos o ócio... Só haveria espaço sem tempo para ações... Desmascararíamos teorias.&lt;br /&gt;- Teorias podem ser construtivas, fortalecer realizações...&lt;br /&gt;- Ações dão na poesia que me ganha e disso não consigo me desfazer, e nem quero. Afinal, as teorias que ficam na teoria acabam por desbotar sonhos.&lt;br /&gt;- Arrepios provocados por beijo na nuca...&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Pedirei uma porção deles... Se for hoje...&lt;br /&gt;- Pra quem?&lt;br /&gt;- Sei lá!&lt;br /&gt;- Sabe lá?&lt;br /&gt;- “O que é ter sede em frente ao mar?”&lt;br /&gt;- “Sabe lá?”&lt;br /&gt;- Sei... E você?&lt;br /&gt;- Talvez...&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- Surrupiarei trocados de amigos tacanhos e comprarei balas de hortelã.&lt;br /&gt;- Por que balas?&lt;br /&gt;- Balas de hortelã me lembram a infância com meu avô. A língua refrescada, atiçando gargalhadas. Era troco do pão, da pinga, da lata de molho de tomate... Bala de hortelã era o tipo de troco que se dava a menino apaixonado pela infância; pelas suas brincadeiras e suas seriedades, como era o amor que eu tinha pelo meu avô... De uma seriedade imensamente feliz.&lt;br /&gt;- E se não for hoje?&lt;br /&gt;- Pode ser amanhã, né?&lt;br /&gt;- Pode...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEIA NA ÍNTEGRA: http://crondia.blogspot.com/2008/10/o-que-nos-cabe-carla-dias.html&lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt;Carla Dias escritora paulista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-6988213598504192106?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/6988213598504192106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=6988213598504192106&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6988213598504192106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/6988213598504192106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/o-que-nos-cabe-de-carla-dias.html' title='&lt;strong&gt;O QUE NOS CABE&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carla Dias&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-3280357904014987929</id><published>2008-11-07T07:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T07:09:50.142-08:00</updated><title type='text'>SELVAGEM SUAVE SIMETRIA- de Alexandre Lobão</title><content type='html'>À minha metade: saber e sabor em unidade&lt;br /&gt;"Vozes veladas veludosas vozes",&lt;br /&gt;Soam sentidas, e sem suspeitar,&lt;br /&gt;Ainda andam em antros atrozes&lt;br /&gt;Procurando palavras para precisar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Palavras para precisar o por quê&lt;br /&gt;De acidentes assim ansiarem acontecer:&lt;br /&gt;Simetrias selvagens soando suaves&lt;br /&gt;voando como veladas veludosas vozes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Iniciam iridescentes nas íris inteligentes&lt;br /&gt;Finalizam na face, de fulgor fulgente&lt;br /&gt;Ser e Saber, em suave selvagem simetria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sendo selvagem, a simetria suave se separa,&lt;br /&gt;Ainda assim, a amálgama aparece e assombra:&lt;br /&gt;Matéria e Mente, manadas em maviosa melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alexandre Lobão escritor de Brasília e grande amigo. Valeu, Lobão!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-3280357904014987929?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/3280357904014987929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=3280357904014987929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3280357904014987929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3280357904014987929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/selvagem-suave-simetria-de-alexandre.html' title='&lt;strong&gt;SELVAGEM SUAVE SIMETRIA&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt; de Alexandre Lobão&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1561766795796501229</id><published>2008-11-05T02:36:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T05:33:14.022-08:00</updated><title type='text'>O AUTOR COM A PALAVRA- conversa literária com os autores Aleílton Fonseca &amp; Gláucia Lemos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SRF3iHSS6zI/AAAAAAAAAI4/1tyGLoB5eno/s1600-h/100_0505.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SRF3iHSS6zI/AAAAAAAAAI4/1tyGLoB5eno/s320/100_0505.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265120867327863602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que o temor me possuía antes de tudo terminar bem, como bem terminou. Havia em mim o universo da dúvida. Sabia que o sonho em organizar e realizar um evento verdadeiramente literário, com a presença de escritores renomados, reconhecidos e premiados poderia  encontrar o abismo da decepção de um auditório vazio, ou com três ou quatro cabeças. Confessei isso ao final à escritora e amiga Gláucia Lemos já feliz e aliviado por tudo que deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me aporrinhava quando estudava numa Universidade e ouvia, colegas  estudantes de Letras falarem abertamente que Literatura não importava que o bom mesmo era estudar Língua portuguesa. Era mais importante. A gramática era mais importante.  Como se as áreas de estudo das Letras fossem dissociadas, nunca consegui enxergar assim e ficava intrigado quando ouvia essa inferência. A interdependência que a Língua tem com a Literatura e vice-versa evidentemente é tão latente que a única conclusão que chegava é que o estudante não fazia leituras efetivas. Lia por ler. Lia para fazer prova, enfadado e até com ódio do autor que na maioria da ocasião, para não dizer sempre, já estava morto. Comentava isso também no caminho com a escritora Gláucia Lemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente ao chegarmos à Universidade, onde a autora relembrou com saudade seus tempos de estudante no Convento da Lapa, constatei um pequeno alvoroço e a preocupação da companheira Priscila que me ajudara em minha ausência checando os equipamentos. Felizmente tudo estava bem e começamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estiquei em delongas a apresentação, muito informal até, fiz uma citação de Gabriel García Marquez, “narrar é levitar” e dei o lugar a quem de fato nos falaria. Gláucia e Aleílton, os autores convidados, sentaram-se à mesa e a autora começou sua fala. Comentou primeiramente o universo da criança, a literatura infantil. Disse-nos que a criança não quer ser tratada como boba só porque é criança e que o autor que escreve para os pequeninos deve ser tão perspicaz e atento quanto eles próprios. Particularmente acho muito difícil escrever para os menores. É um desafio num labirinto tênue, qualquer coisinha fora do lugar, uma palavra, uma interjeição que seja, perde-se o leitor mirim. Contou-nos sua trajetória como moradora da Pituba, o bairro que a deixa literalmente em casa, e seu processo literário. É o que todos que não escrevem, digamos, com atenção e imaginação, querem saber. Difícil também explicar, talvez não haja explicação. Faço uma comparação litero-virtual e um pouco esdrúxula, seria um download, nos dias de hoje. Ou descargas elétricas espalhadas no ar e o escritor com sua antena captando-as. Assim talvez. A autora falou do seu último livro escrito, “Bichos de conchas”, que li e já comentei por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os últimos dias que antecederam esse encontro literário, senti a ansiedade de alguns estudantes quanto ao autor Aleílton Fonseca.  Autor lido e discutido com intensidade em outros cantos do mundo e também na Universidade. Em sala de aula, durante a disciplina Literatura Brasileira IV, formada em sua maioria por formandos, tivemos a oportunidade de ler o texto escrito por ele denominado “O Poeta na Metrópole: “Expulsão e Deslocamento”. Disciplina com temática urbana. Dessa forma, muitos me perguntavam insistentemente se ele iria realmente ao encontro. O que aumentava e exprimia em demasia significativa a minha responsabilidade para o evento. Quanto a presença dele estava tranqüilo, pois já havia me confirmado quatro vezes, eu acho. O meu temor real era o esvaziamento que não ocorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aleílton começou falando talvez do ponto mais crucial na relação docência-literatura. O que havia comentado com a autora Gláucia e que disse lá em cima no início, foi o ponto de partida para suas palavras. Ressalto aqui que o escritor ainda não estava presente quando conversava com a autora sobre a nuance do professor de Língua portuguesa e sua preferência pela gramática.  Claro, o autor falou principalmente da importância maior e mais prazerosa que é o ensino da literatura nas salas de aula. A literatura atual, o mundo de hoje, a vida de agora. Os autores contemporâneos. Para ele, e para mim também, é assim que se leva o indivíduo a melhorar-se. Pensar sobre o que está ao seu redor, a sua identidade e a sua realidade com ele mesmo e com o outro. Falou da importância do curso de Letras Vernáculas. Comparou com outras profissões, sempre com muito respeito, mas exaltando o mérito e até o prestígio que tem um professor de Língua portuguesa e Literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida abriu-se o debate. Aqui confesso orgulhosamente que não me lembro de um encontro literário, com escritores gabaritados, em que houvesse uma participação efetiva e intensa do público como esse “O Autor com a Palavra” do dia 04/11/08 na Universidade Católica do Salvador. Sou um homem de Letras, autor e professor, já vi e participei de encontros, debates, conferências, simpósios etc... Mas não como a de ontem.  As questões eram levantadas uma após outra. Os autores respondiam a todas com o máximo de empenho e entusiasmo que ganhou o encontro. Tanto Gláucia, como Aleílton foram de felicidade singular nas respostas e na condução do pensamento que ali efervescia. Coisa de escritor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, o reconhecimento de um grande evento e que ninguém esperava que fosse tão grandioso e significativo. Tenho certeza que as pessoas que ali estavam, saíram com uma visão mais clara, real e atual do fazer literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LITERATURA É IMPRESCINDÍVEL  &lt;/strong&gt;para o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Vilarinho 05/11/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1561766795796501229?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1561766795796501229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1561766795796501229&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1561766795796501229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1561766795796501229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/confesso-que-o-temor-me-possua-antes-de.html' title='&lt;strong&gt;O AUTOR COM A PALAVRA&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;- conversa literária com os autores Aleílton Fonseca &amp; Gláucia Lemos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SRF3iHSS6zI/AAAAAAAAAI4/1tyGLoB5eno/s72-c/100_0505.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-3572526013363731042</id><published>2008-11-02T12:39:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T12:41:49.937-08:00</updated><title type='text'>VERMELHO, AMARELO E BRANCO- apresentando Camila Vilarinho</title><content type='html'>Vou me estruturando com fio de navalha na carne,&lt;br /&gt;desaguando no riacho lavo meu sangue.&lt;br /&gt;Vermelho e inchado meu corpo grita em pane &lt;br /&gt;e minha cabeça gira entorpecida.&lt;br /&gt;Grito, grito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavada de água doce minha carne se acalma,&lt;br /&gt;minha alma aquieta&lt;br /&gt;e se afogueia de pronto em pranto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro como quem canta;&lt;br /&gt;danço como quem grita;&lt;br /&gt;grito com minha dança em prantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graciosa e grave.&lt;br /&gt;Gravemente ferida.&lt;br /&gt;Docemente encantando&lt;br /&gt;paraliso (paraíso) e balanço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Camila Vilarinho&lt;/em&gt; minha prima estreando no mundo das letras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-3572526013363731042?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/3572526013363731042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=3572526013363731042&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3572526013363731042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3572526013363731042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/vermelho-amarelo-e-branco-apresentando.html' title='&lt;strong&gt;VERMELHO, AMARELO E BRANCO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;apresentando Camila Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2461774476371076037</id><published>2008-11-01T13:29:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T13:32:22.506-07:00</updated><title type='text'>DOS PROCESSOS CRIATIVOS-de Clevane Pessoa</title><content type='html'>Formas se formam no espaço da mente. &lt;br /&gt;Semente a semente,&lt;br /&gt;túmidas, descem do imaginário. &lt;br /&gt;Brotam surpresas e reinvenções&lt;br /&gt;do mundo,tão antigo&lt;br /&gt;desde que aqui chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, abrem invisíveis asas,&lt;br /&gt;para proteger a idéia &lt;br /&gt;do sol ofuscante &lt;br /&gt;de sua criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, sussurram &lt;br /&gt;e comandam essas mesmas asas&lt;br /&gt;os levem para longe, para o alto,&lt;br /&gt;em busca de silêncio absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolhidos hibernam,&lt;br /&gt;em suas próprias casas mentais, &lt;br /&gt;passam por muitos partos &lt;br /&gt;e renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, sacodem as penas de plumas &lt;br /&gt;e retornam, grávidos&lt;br /&gt;de intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, criam ,&lt;br /&gt;nova/mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo Horizonte, MG, Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOS PROCESSOS CRIATIVOS&lt;br /&gt;(AOS ARTISTAS PLÁSTICOS em 08/05/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2461774476371076037?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2461774476371076037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2461774476371076037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2461774476371076037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2461774476371076037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/11/dos-processos-criativos-de-clevane.html' title='&lt;strong&gt;DOS PROCESSOS CRIATIVOS&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Clevane Pessoa&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-3113695749164858030</id><published>2008-10-30T08:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T08:57:54.219-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA DA MINHA CIDADE- Edinara Leão</title><content type='html'>Há uma cidade no véu do meu sonho. Nem pequena nem grande. Nem alegre nem triste. Humana. Suficientemente humana. Acolhedora. Com gente de bom coração. Artistas do canto, da dança e da poesia, a terra verte aos borbulhões. Há um universo mágico tocando o lastro da história. Nesta cidade, há brisa e ventania.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                   As pessoas jovens vão embora. Os que já se aposentaram voltam. Aqueles porque tem a vida por fazer e, nesta cidade não há lugar para pobre que ouse sonhar dias melhores. Estes, porque viver aqui tem gosto de mate doce em dia de chuva, deixa uma tessitura de calores nos corações. Nascer aqui é uma dádiva, são trezentos anos de história. Povo com memória e tradição. Sair daqui é preciso, para ver outras cabeças, sorver outras fontes, adquirir entendimento, até do que aqui acontece. Muito tempo em um aquário, o aquário vira o mundo possível e perde-se a dimensão do mar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                    Há mentes fechadas. A arte é jogada nas calçadas, e... continua a jorrar, nos cantos, nos bares, nos galpões, no entanto, para certas cabeças, o que importa é estar na ‘Série Ouro’, mesmo que precise importar craques (e pagar bem!). É apenas uma bola que vem e vai, mas lota o ginasião, tira o povo da realidade e vem a RBS! Tem mulheres muito bonitas, plasticamente perfeitas, a coluna social é tão vasta que sufoca o cantinho do poeta, ele some por uns dias... Mas a arte, esta que sempre dá novas nuanças ao cotidiano, que encanta sem artifício, que estremece e faz verter a lágrima do mais duro coração – essa sobrevive com moedas, com sobras de banquetes. Artista é mesmo bicho teimoso e sobrevive, cata, junta e faz um cofrinho, quando vê dá um livro, acontece um encontro, uma mateada, uma oficina, um recital, um festival. E, que tal se todas as pessoas que têm moedas para circular, descobrissem que o pote de ouro deste chão é a arte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                  Nasceria uma nova dinastia!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                  E, ao invés de matearmos entre vinte, oito, ou até duas pessoas, reuniríamos mil. E essas mil, ao sorver o mate em rodadas de poesia, voltariam para suas casas mais verdes, e ficariam um tantico de tempo olhando o ar, sem nada olhar, e, quem sabe, enxergariam estrelas cadentes, cometas no céu, satélites... – quando eu era pequena, gostava que chegasse a noite para contar satélites com o vô, ele sempre olhava o céu!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                 As pessoas buscam tanto a maturidade, mas eu, que gosto de ser eu mesma, acho que a maturidade, às vezes, faz esquecer coisas tão elementares, como rir à toa. Esses dias cheguei em casa e presenciei um show, as filhas cantando “Amigos para sempre” muito alto, o microfone era um velho tchaco, dava para as duas, não resisti, e cantei com gosto, com vontade, desafinada, cantaríamos e ríamos, ríamos tanto que quase não saía o canto, ríamos tanto que ficamos mais leves que o ar, encantadas...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                    Ah! essa tal maturidade. Confere-nos peso, tira o encanto da vida. Mas voltando a esta cidade, um dia – sei, terei de partir, será preciso para completar minha jornada, ela nasce aqui, mas não termina aqui. Há uma chama em mim que me devora e consome, preciso ir, até para voltar melhorada – não sei.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                    Mas esta cidade com cabeças grandes e pequenas, altas e rasantes, é hoje a minha cidade. Aqui eu sou a professora, a poeta, a artista, a louca – tudo são lentes, e sou um pouco de tudo. Aqui se vou ao centro, distribuo tantos sorrisos que a boca cansa, paro e converso tantas vezes que é até difícil lembrar o que mesmo que eu ia fazer. Como é bom matear, prosear e poetar na praça. Só é difícil crescer, é uma cidade para vidas feitas. Não vidas por construir. É isso que nos faz partir, se houver trabalho, a paz se faz e a felicidade se tece com as mãos na teia do olhar. Esta é a minha cidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-3113695749164858030?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/3113695749164858030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=3113695749164858030&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3113695749164858030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3113695749164858030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/crnica-da-minha-cidade-edinara-leo.html' title='&lt;strong&gt;CRÔNICA DA MINHA CIDADE&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;Edinara Leão&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-7476339121917986978</id><published>2008-10-29T02:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T02:23:36.226-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA de Elieser Cesar</title><content type='html'>RÁDIO JABÁ FM   -   PROGRAMA 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                         &lt;br /&gt;Alô clientes, melhor dizendo ouvintes da  Jabá FM a rádio que não se vende. Esta emissora se une à consternação pelo falecimento de duas personalidades que dignificaram e enobreceram a mulher na Bahia: a quituteira Dinha do Acarajé e a escritora Zélia Gattai. Dinha foi armar seu tabuleiro na entrada  do céu e Zélia para as terras do sem fim da eternidade ficar junto do seu menino grapiúna. E por falar no tabuleiro da baiana  vocês sabem,  amigos da Jabá, o que  um coveiro disse para o outro, à beira da cova de Dinha do Acarajé? Não sabem? Pois, ele disse: Vatapá.&lt;br /&gt;Já o Presidente Lula anda abusando do linguajar chulo. Outro dia, aqui em Salvador, onde veio fazer comício, ele usou, pela segunda vez a palavra “sacanagem”. Não fica bem para o ocupante  do mais importante  cargo da República Federativa do Brasil ficar repetindo o mesmo vocábulo. Presidente, da próxima vez, use o termo “escrotidão”, dá no mesmo. &lt;br /&gt;Na Islândia, um tarado chamado Sigudur Hjar, Haja o que mesmo? Sigudur Hjartason, (eh, nomezinho inovocado!), fundou o Museu Falológico Islandês, ou seja um museu de pênis; isso mesmo, pênis. O homem é vidrado em pênis. O acervo conta (lá ele, lá Sigudur) com 261 pênis de 90 espécies diferentes. O maior, pesando 70 quilos e medindo um metro e setenta centímetros (misericódia!) pertenceu à uma baleia cachalote. O menor (tadinho!), pertencente a um hamster, mede apenas dois milímetros e só pode ser visto com o auxílio de uma lente de aumento. É verdade, cada qual coleciona o que gosta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já repararam, caros ouvintes,  que o senador Heráclito Fortes se parece com Jabba, THE HUT, aquele ET papudo do filme o Retorno de Jedi, que fica comendo bichinhos retirados de um tanque? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o quadro mais esperado da sua Jabá FM, “essa música vai bombar”. A Jabá traz para vocês o forró  mais tocado no São João de Tapiramutá, “A boiada no currá”, do fabuloso Chiquinho do Triângulo Amoroso. Som na caixa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã cedo, o vaqueiro leva o gado do currá.&lt;br /&gt;Tange a boiada para o pasto &lt;br /&gt;até o boi ficar bem farto.&lt;br /&gt;No fim da tarde, o vaqueiro traz de volta&lt;br /&gt; boiada pro currá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temendo uma rês desgarrada, &lt;br /&gt;pra não dar bobeira,&lt;br /&gt;o fazendeiro fecha a porteira &lt;br /&gt;e brada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê se entrou toda,&lt;br /&gt;a boiada no currá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vê se entrou toda,&lt;br /&gt;a boiada no currá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vê se entrou toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê se entrou toda,&lt;br /&gt;a boiada no currá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vê se entrou toda,&lt;br /&gt;a boiada no currá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vê se entrou toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleeeeezzza de Creuza do Sinjorba, o forró de Chiquinho do Triângulo Amoroso. Sensibilidade junina e genuína. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, é com grande satisfação que a Jabá FM, a rádio que não se vende, convida para os seus estúdios, uma das maiores reservas morais da enxovalhada política brasileira, o grande, fino e educado Walmir Xícara, um político que não anda com o pires na mão.&lt;br /&gt;Bom dia, Doutor Walmir...&lt;br /&gt;Bom dia companheiros da Jabá FM. É uma enorme prazer está de volta à Bahia, a Bahia das grandes lutas libertárias, a Bahia da Revolução dos Malês, a Bahia do Dois de Julho, a Bahia de Castro Alves...&lt;br /&gt;Doutor Walmir Xícara....&lt;br /&gt;A Bahia de Rui Barbosa, a Bahia de Octávio Mangabeira, a Bahia de Anísio Teixeira...&lt;br /&gt;Doutor Walmir...&lt;br /&gt;A Bahia de Jorge Amado, a Bahia de Zélia Gattai&lt;br /&gt;Epa! Mas ela era paulista.&lt;br /&gt;Não importa foi baiana na sua obra e no seu coração. A Bahia de Ana Nery, a Bahia de Maria Quitéria, a Bahia de Irmã Dulce e de tantas valorosas mulheres...&lt;br /&gt;Chega, Doutor Walmir Xícara, se não o senhor vai mencionar toda a lista telefônica.&lt;br /&gt;A Bahia de Rômulo Almeida...&lt;br /&gt;Tá bom, Doutor Walmir Xícara, diga logo a Bahia de todos os baianos e pronto.&lt;br /&gt;A Bahia de todos os baianos que  lutaram pela honra e pela dignidade de seu povo, um povo que não se curva, nem transige diante do arbítrio, da brutalidade e da malvadeza&lt;br /&gt;Da malvadeza? De Toninho Malvadeza?&lt;br /&gt;Este deixa que a história saberá se encarregar de seu triste legado.&lt;br /&gt;Doutor Walmir Xícara, o senhor apóia a ditadura?   &lt;br /&gt;Como?Não entendi?&lt;br /&gt;O senhor apóia a ditadura?&lt;br /&gt;Claro que não. A ditadura representa a supressão de todas as liberdades públicas, de todas as salvaguardas do regime democrático. De maneira que jamais poderia apoiar qualquer tipo de ditadura, eu que sofri diretamente as conseqüências do golpe militar, que fui um dos últimos a deixar o país, quando os generais derrubaram o Presidente João Goulart, um homem de extraordinária visão política e de dedicação integral ao seu povo...&lt;br /&gt;Então Doutor Walmir, porque o senhor aceitou ser o Controlador Geral da União, queria controlar o Brasil sozinho, foi isso?&lt;br /&gt;Ah, é isso? A Controladoria-Geral da União, que tive muito orgulho de dirigir e, agora, sob o comando de outro baiano ilustre, o nosso Jorge Hage, é um instrumento fundamental no combate à corrupção, essa chaga moral que, infelizmente, ainda infesta muitos setores da sociedade e da classe política brasileira. Ela é uma eficaz ferramenta de fiscalização da correta aplicação dos recursos públicos. Através da Corregedoria investigamos os gastos de muitas Prefeituras, sem nenhum tipo de opção partidária, tanto que a escolha se dá pela forma de sorteio, sem nenhum tipo de manipulação. Tudo para fortalecer as instituições do país, evitando o desperdício, o desvio  e a apropriação do dinheiro público. Temos que dar um combate permanente e sem tréguas à corrupção para que o Brasil possa dar o tão esperado salto de desenvolvimento e de qualidade de vida.  &lt;br /&gt;Doutor Walmir, o senhor sofre de ardência nas vistas? Só fica falando e fechando os zoinho. Quer um colírio, Moura Brasil, melhor nunca se viu. &lt;br /&gt;Não quer não? Pois fique aí, fechando os zoinhos. Mas Doutor Walmir, porque o senhor renunciou e deixou Milho Boi em seu lugar?&lt;br /&gt;Foi uma decisão muito difícil aquela, a mais difícil de minha vida política. Refleti muito com os companheiros de partido e aqueles dos partidos que me apoiaram, Mas, naquele momento, percebi que  poderia servir melhor a  Bahia e o Brasil no plano federal. Afinal, acabávamos de sair de uma ditadura e precisávamos reconstruir  o Brasil democrático, com a participação de todos e no interesse de todos. &lt;br /&gt;Quais sãos os seus planos na política, Doutor Walmir?&lt;br /&gt;Continuar servindo ao povo da Bahia e ao povo brasileiro, levando sempre a mensagem que não devemos esmorecer na construção desse grande país e desta grande nação.&lt;br /&gt;Obrigado Doutor Walmir vamos encerrar por aqui, porque se não acabo votando no senhor outra vez. Muito obrigado.&lt;br /&gt;Entrevistar esse homem, digno, culto e educado  não é moleza. &lt;br /&gt;Atenção, galera. Só duas pessoas acertaram a pergunta feita no programa passado: qual o autor do mega-sucesso “Lasca Madeira”. Zenildo Brito, da Massaranbuda e Roque Portela, do Engenho Velho de Brotas acertaram: Sandrinho Dengoso. Cada um vai ganhar cinco pata-pata.  No próximo programa vamos sortear uma TV a cabo (a cabo de vassoura, para consertar a antena) para quem acertar a pergunta: a quem Sepúlveda Pertence?&lt;br /&gt;Uma última notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na campanha eleitoral de 2006,  deputado Albertinho Lisura distribuiu dentaduras – a inferior antes e a superior depois da comprovação dos votos – para eleitores do Bairro da Paz e do Calabetão. &lt;br /&gt;Deputado, quem avisa, amigo é: pague o que vossa excrescência deve à Jabá FM ou voltaremos com mais detalhes na próxima edição.  &lt;br /&gt;E para terminar o programa fiquem mais uma vez com o poema junino de Chiquinho do Triângulo Amoroso, o forró “Vê se entrou toda”, quero dizer: “A boiada no currá”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã cedo, o vaqueiro leva o gado do currá....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-7476339121917986978?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/7476339121917986978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=7476339121917986978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7476339121917986978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7476339121917986978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/crnica-de-elieser-cesar.html' title='&lt;strong&gt;CRÔNICA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Elieser Cesar&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-243110284288047022</id><published>2008-10-27T07:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T07:44:34.086-07:00</updated><title type='text'>RESENHA BICHO DE CONCHAS livro de Gláucia Lemos - de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Sou leitor lento. Não tenho pressa em passar a página de um livro, leio e releio. Procuro estilística e sempre comparo como eu poderia escrever esse ou aquele parágrafo. Não é pretensão, mesmo porque talvez, para alguns, ainda seja um escritor sofrível, corro para aprender com os grandes. E discordo de todo desses alguns. No entanto alguns autores impõem-se sobre mim e aí quando engato a leitura, mesmo que haja a curva do Senna, não consigo parar de ler, uma fome pelo narrado inexplicável. Dentre esses autores estão Gabriel García Marquez, Eça de Queiroz, Rubem Fonseca, as crônicas de Cony e Ferreira Gullar.  Recentemente em leituras fortuitas de poemas, contos e crônicas de Gláucia Lemos,descobri a beleza e a velocidade das imagens e imaginação, respectivamente da autora. Disse-lhe uma vez, por aqui, no canal da net, depois de ler uma crônica dela mesma intitulada “DEVER DE CASA” que precisaria de mais de uma antena parabólica para registrar as imagens que Gláucia percebia e em seguida compunha os textos. Imagino que “dever de casa” seria o exercício pertinaz de observação que todo autor faz. Eu mesmo, quase que diariamente fico perdido entre a Avenida Sete e Joana Angélica a examinar até em minúcia, às vezes, os tipos humanos em análise “Lombrosiana” ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “BICHO DE CONCHAS” como já foi dito, trata-se de uma história genuinamente humana. As vidas são de uma forma ou de outra traçada ou costurada intrinsecamente como se todos estivessem próximos ou ligados por um fio energético que nunca se parte. Um fio tênue, invisível, mas consistente e rijo. Paradoxo natural esse. A vida é feita de paradoxos. E assim em idéias contraditórias seguiram-se os anseios e desejos do personagem Celeste. Envolta num mundo que não era o seu, cheia de dúvidas, a personagem trilha  caminhos dicotômicos. Conhece o amor e o desejo puro e verdadeiro, enquanto que na outra ponta o frenesi escamoteado e até criminoso. A autora conduz a um eterno retorno, ao resguardo e proteção maternos que Celeste nem pensava existir. O bicho de conchas, para mim o personagem Lídio, sempre hermético mas com uma sabedoria singular, natural e monossilábico, esculpia em galhos silenciosos sua metalinguagem. O amor que nutria por Celeste naquele farol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se repete, sobretudo ao final. A vida, talvez seja o que a autora queira dizer, é feita de ciclos. Temos que atravessar os ciclos de nossas vidas, sejam quantos forem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-243110284288047022?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/243110284288047022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=243110284288047022&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/243110284288047022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/243110284288047022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/resenha-bicho-de-conchas-de-carlos.html' title='&lt;strong&gt;RESENHA &lt;em&gt;BICHO DE CONCHAS livro de Gláucia Lemos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-3976293890988160234</id><published>2008-10-27T07:38:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T09:22:16.610-07:00</updated><title type='text'>PREFEITO- de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Política é tão sério que rege todos nós. Dessa forma eu vejo. Não me agrada discutir, debater e analisar, no entanto todos nós fazemos isso inconscientemente mesmo diante de nossa consciência, diria Jung. A eleição em Salvador foi acirrada e somente ao final do segundo turno depois do último debate entre prefeituráveis que a real situação clareou. Notou-se a pluralidade que antes não havia. Há forças tão fortes quanto uma e outra. Não há mais temor na política baiana e as pessoas podem enfim posicionar-se democraticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, em modesta visão, sou um homem político em essência, mas não vivo dentro da política. Acredito que o resultado, a reeleição do prefeito João Henrique, fora o melhor para Salvador, mesmo sabendo que sempre corremos o risco, quando digo corremos, digo o povo em geral, de sermos governados por grupo puramente partidário. O prefeito cometeu esse erro no início do seu governo em 2005, e corrigiu ainda em tempo. Tenho a impressão que se a vitória fosse do lado oposto isso se concretizaria por quatro anos. Assisti a um debate somente e ao longo da campanha analisei e tirei minhas conclusões debaixo da experiência que tenho adquirida quando fiz movimento estudantil na Universidade. Provavelmente ainda hoje os partidos infiltrados no movimento estudantil fazem política partidária, sem fins sociais. Ou no caso do estudante, sem fins discentes. E são os mesmos que perderam eleição para prefeito em Salvador. Rostos conhecidos e carimbados. Cheios de práticas para dar a volta. Faça-se entender. O debate que assisti, cresceu sob meus olhos e em meu entendimento a mudança tática do prefeito surpreendeu os adversários. Vi no rosto do candidato derrotado o olhar sobressaltado pelo imprevisto que João Henrique impôs aos petistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito por sua vez, onde muitos achavam que a mansidão e a religiosidade contariam em adversidade sobre ele mesmo, subiu nas tamancas e desceu o verbo. Há quem diga que aquele desempenho é o esperado pelos eleitores, tenho minhas dúvidas, embora se perceba claramente que surtiu efeito. Ao contrário dos adversários que buscam fórmulas de dar a volta, o prefeito apresentou os trabalhos feitos e os que irá fazer. Explicou: PDDU, Hospital da Suburbana, praça da Centenário e mais; questionou a saída dos petistas e dos comunistas do governo com o pensamento único em eleger-se e fazer a política que já exemplifiquei. Acho que o maior erro do prefeito em seu mandato foi negociar cargos com o PCdoB. Dizem: partido atrasado e revanchista. Não tenho certeza, mesmo porque tenho amigos que fazem parte dessa raia política e não são atrasados nem possuem viço vingativo. Alguns poetas e educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-se mudança onde é necessário mudar e continuidade onde é necessário continuar. Quanto o panorama político ainda é muito cedo. Já afirmam que há uma nova força, novo líder. Talvez. Esperemos então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Vilarinho&lt;br /&gt;27/10/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-3976293890988160234?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/3976293890988160234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=3976293890988160234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3976293890988160234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/3976293890988160234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/prefeito-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;PREFEITO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4318709125644174699</id><published>2008-10-23T16:01:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T16:05:01.398-07:00</updated><title type='text'>POEMA MODERNISTA TARDIO DO SÉCULO XXI (boa merda) de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>As imagens estão aí,&lt;br /&gt;Ou lá, em algum lugar.&lt;br /&gt;Vidas secas soltas.&lt;br /&gt;A moça morrendo,&lt;br /&gt;A bola na trave.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Non sense&lt;/em&gt; poético.&lt;br /&gt;Estrutura desorganizada e escatológica&lt;br /&gt;Em fezes.&lt;br /&gt;O cara não foi eleito&lt;br /&gt;E destruiu o pêndulo de Foucault.&lt;br /&gt;Merda cênica.&lt;br /&gt;O escritor não se impressionou,&lt;br /&gt;O mundo é assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Vilarinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4318709125644174699?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4318709125644174699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4318709125644174699&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4318709125644174699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4318709125644174699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/poema-modernista-tardio-do-sculo-xxi.html' title='&lt;strong&gt;POEMA MODERNISTA TARDIO DO SÉCULO XXI (boa merda)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-7811912716850473530</id><published>2008-10-21T15:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T15:10:52.991-07:00</updated><title type='text'>A POLÍTICA NO RIO DE JANEIRO- DÁ-LHE GABEIRA-de Jackson Vasconcelos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quem venceu o segundo debate?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;*Jackson Vasconcelos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Ouvi o debate de domingo entre Eduardo Paes e Gabeira pelo rádio, sem acesso às imagens dos candidatos. Entendi que o Eduardo Paes venceu. No entanto, na opinião dos que assistiram o evento pela TV, Gabeira saiu vitorioso. Um exemplo é a opinião do César Maia, publicada no ex-blog, na madrugada da segunda-feira. Ele afirmou que a tranqüilidade e a dimensão de Gabeira venceram a agressividade e a tensão de Eduardo Paes, que nervoso, falava rápido, em tom mais alto, de modo debochado, atitudes que denotam insegurança e chocam pelas imagens. César diz que o Gabeira prefere direcionar o olhar ao oponente. Foca bem o debate. O Eduardo Paes não sabe para onde olha e olha em diagonal para a TV e de soslaio para o oponente. Passa, outra vez, insegurança. Ele não consegue sorrir e  cerra a sobrancelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar a minha opinião sobre a vitória do Eduardo Paes no debate e a opinião completamente diferente daqueles que assistiram o debate pela TV? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explicar, volto ao ex-blog: “a comunicação na TV é imagem. A imagem na TV exige uma voz escandida, pautada, serena.  É verdade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador Robert Dallek e o jornalista Terry Golway, autores da obra “Os melhores Discursos de John F. Kennedy – Uma Visão de Paz”, editado no Brasil pela Editora Zahar, no capítulo 4 do livro, fizeram considerações sobre o primeiro debate entre John Kennedy e Richard Nixon transmitido ao vivo pela TV americana: “Segundo consta, John Kennedy venceu o debate porque estava bronzeado e relaxado, e Richard Nixon pálido e nervoso. Muitos dos que assistiram ao evento na televisão – em torno de 80 milhões de norte-americanos – acharam que  Kennedy havia superado seu adversário. Aqueles que ouviram o debate no rádio, atendo-se apenas às palavras e aos argumentos, acreditaram que Nixon fora o vencedor. E, no entanto, a forma venceu o conteúdo, e a política norte-americana nunca mais foi a mesma”. O evento aconteceu no dia 26 de setembro de 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio, a TV Globo não organizou debates para o primeiro turno, porque não conseguiu encontrar um desenho que acomodasse os seis ou sete candidatos a prefeito, porque o candidato Paulo Ramos, lanterninha na avaliação dos institutos de pesquisas, dado confirmado pelas urnas, não abriu mão de participar.  O fato torna relevante outro trecho do livro de Dallek e Golway sobre os debates promovidos pela TV americana no tempo de Kennedy e Nixon: “Foi preciso, literalmente, um ato do Congresso para permitir a cobertura televisiva dos debates. Uma cláusula da Lei de Comunicações de 1934 exigia que as emissoras oferecessem tempo igual a todos os candidatos, até mesmo aos de partidos independentes desconhecidos. O Congresso teve que suspender a cláusula de tempo igual antes que as redes pudessem dar continuidade a um debate somente entre Kennedy e Nixon”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Jackson Vasconcelos é editor do site www.estrategiaeconsultoria.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-7811912716850473530?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/7811912716850473530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=7811912716850473530&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7811912716850473530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7811912716850473530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/poltica-no-rio-de-janeiro-d-lhe-gabeira.html' title='&lt;strong&gt;A POLÍTICA NO RIO DE JANEIRO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;DÁ-LHE GABEIRA&lt;/em&gt;-&lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1240768714385726264</id><published>2008-10-19T15:12:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T15:25:26.863-07:00</updated><title type='text'>CARLOS SOARES &amp; CLEVANE PESSOA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS SAPOS  &lt;/strong&gt;de Manuel Bandeira, &lt;em&gt;que hoje vivem no mundo cor de rosa estão por aí. Eles já sabem que sou sapo cururu...&lt;/em&gt; EHEHEHEHEHE...LITERATURA  &lt;em&gt;como todas as outras artes têm que escoar... O pobre tem direito a ler, ver-se e criticar a ele mesmo ou a quem quer que seja.&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;ABRA ESPAÇO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÉROLAS DE MINHA INFÂNCIA&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Carlos Soares&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma de minhas qualidades é a memória, principalmente  afetiva. Lembro-me de coisas de minha tenra idade que meus familiares e amigos mais velhos até se assustam com a riqueza de detalhes. E assim...como esquecer de Dona Maura? Lá em Ipatinga, cidade até então, pode-se dizer, começando a nascer, minha família foi a segunda a mudar-se para o bairro. A família de Dona Maura foi a primeira. Eu ainda era bebê de colo. Mas quem é Dona Maura? Uma negra, gorda demais, simpática, sorridente, com uma família tão numerosa como a nossa. E pobre também, mas nem por isso, menos feliz. Ah... e com uma voz afinadíssima. Como esquecer... ela batendo o pedal da velha máquina de costura, cantando...”como é que papai Noel, não se esquece de ninguém? Seja rico, seja pobre, o velhinho sempre vem...”. Logo ela tão pobre. Eu, com minha cabeça de poetinha ficava tentando entender e ficava até torcendo para que ela cantasse, não só essa, mas também...”se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar...” ou “o cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada...”. Incrível o tom lírico-triste-romântico que ela impunha àquelas cantigas.&lt;br /&gt;A casa dela era uma festa da garotada. Não bastassem os seus tantos filhos, entre eles, Jaiminho, meu amigo até hoje que anda sumido, mas não esquecido, a garotada espalhada, sentada no chão, assistindo desenho animado. Como esquecer o dia em que ela tentando passar no meio da gente disse: Quantos meninos! Que meninada, bonita! Quem dera se fossem todos meus! Como esquecer, quando alguém lhe perguntava: Puxa vida, Dona Maura, como a senhora agüenta todos esses pirralhos o dia todo aqui? E ela, com suas bochechas negras, rechonchudas e sorridentes respondia: Deixe os meninos. Que mal eles podem me fazer? Melhor uma casa bagunçada que uma casa vazia.&lt;br /&gt;Como esquecer dos doces que ela fazia? Quebra-queixo. Doce de mamão. Doce de cidreira. Adorava comprar jabuticaba que acabava num piscar de olhos. E o chouriço que ela fazia? Hummm... eu lambia os beiços. Certa vez alguém lhe disse que era pecado comer chouriço porque era feito de sangue. Ela respondeu: O mal é o que sai da boca do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumo dizer que o tempo é covarde, mas nas coisas do coração o tempo não me venceu, pois ainda guardo na memória essas passagens. Guardo tanto que voltei à velha casa de Dona Maura, agora mais velha, mais gorda, igualmente negra, igualmente pobre e igualmente feliz. Lá não mudou muita coisa. A velha máquina de costura, encostada num canto, parece cantar sozinha...” se essa rua, se essa rua fosse minha...”. Claro que as crianças não são as mesmas, mas a sala dela ainda está cheia. Agora são netos, bisnetos e outros meninos. Os antigos, de meu tempo, cresceram. Eu, talvez nem tanto, pois me vi ali sentado de novo no meio daquela meninada.&lt;br /&gt;Abraçado a ela, perguntei-lhe se se lembrava de tudo aquilo e ela me soltou mais uma pérola: Claro que me lembro. Vocês são meus eternos meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se recordar é viver... hoje estou mais jovem e mais vivo.&lt;br /&gt;/////////////////////////////////////////////////&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Carlos Soares de Oliveira 29/03/2008. Escritor mineiro de Governador Valadares&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CÍRCULO SEMPRE VICIOSO &lt;/strong&gt;-&lt;em&gt; Clevane Pessoa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grana, greve,&lt;br /&gt;grave,grito,&lt;br /&gt;grupo,groove,&lt;br /&gt;greta,grilo,&lt;br /&gt;caos,status,&lt;br /&gt;status quo,&lt;br /&gt;casta,costas,&lt;br /&gt;cestos,cistos,&lt;br /&gt;custos,grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hip Hop,&lt;br /&gt;Upa-upa,&lt;br /&gt;oba-oba,maravilha,&lt;br /&gt;a turma da festiva, chegou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde estão os que sabem &lt;br /&gt;das coisas certas a se fazer?&lt;br /&gt;Onde estão os formadores de opinião?&lt;br /&gt;E os políticos que em época de eleição&lt;br /&gt;tinham todas as soluções?&lt;br /&gt;Confluir, agir, interagir,&lt;br /&gt;formar a teia mais-que-forte&lt;br /&gt;onde o Outro somos nós, &lt;br /&gt;onde outrem é igual a Alguém &lt;br /&gt;que somos nós.&lt;br /&gt;tão des/iguais...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Das calhas do tempo, &lt;br /&gt;chove um contratempo&lt;br /&gt;   a cada minuto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolver, quem há de?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já descobriram a fórmula científica &lt;br /&gt;da felicidade?&lt;br /&gt;Adrenalina, endorfina, dopamina,&lt;br /&gt;menino vira menina,&lt;br /&gt;casam-se com gêneros similares,&lt;br /&gt; formam lares, criam filhos.&lt;br /&gt;Hormónios, feromônios enganadores?&lt;br /&gt;Novos pares:&lt;br /&gt;talvez melhores,"paidastros", "mãedastras", &lt;br /&gt;mais de uma até:&lt;br /&gt;"maior número de presentes", &lt;br /&gt;"vamos fingir que é bom",&lt;br /&gt;-fazer a manha, exigir tudo &lt;br /&gt;em dupli,triplicata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um feixe de peixe,&lt;br /&gt;papel nos ares.&lt;br /&gt;No ano passado, li que &lt;br /&gt;os japones inventaram &lt;br /&gt;peixes eletrônicos&lt;br /&gt;com pedacinhos de músculo artificial encaixado entre os rabos &lt;br /&gt;e os corpos.&lt;br /&gt;Pescadores poderão pescar &lt;br /&gt;sem ter de fritar as postas,&lt;br /&gt;nem levar para a mulher escamar:&lt;br /&gt;pescarão por condicionamento&lt;br /&gt;mania igual a outra qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  tradição koinobori (*),&lt;br /&gt;crianças fazem os peixinhos,&lt;br /&gt; as levíssimas  carpas de tecido ou papel ,&lt;br /&gt;que depois tremularão num mastro,&lt;br /&gt;coloridas,na frente do azul do céu &lt;br /&gt;parecem nadar no ar,&lt;br /&gt;mas qual na água,&lt;br /&gt;contra a correnteza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto meu marido pescava&lt;br /&gt;peixes reais com varas compridas &lt;br /&gt;leves, de  carbono, &lt;br /&gt;em vez do antigo bambu da infância,&lt;br /&gt;a esposa-poetisa e desenhista,&lt;br /&gt;tentava captar o atraente movimento&lt;br /&gt;dos peixes orientais,&lt;br /&gt; importados , iguais aos bordados &lt;br /&gt;em seu quimono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do dia, ligamos o rádio do carro&lt;br /&gt;e voltamos pelo caminho.&lt;br /&gt;A "greve acabou":por cansaço, &lt;br /&gt;por desesperança&lt;br /&gt;ou a esperança renovou-se &lt;br /&gt;à promessa de migalhas,&lt;br /&gt;sem lembrar que amanhã, os preços dispararão, &lt;br /&gt;os operários sonham com o domingo, &lt;br /&gt;quando também pe(s)carão,&lt;br /&gt;acreditando-se vencedores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto durará a ilusão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clevane Pessoa de Araújo Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1240768714385726264?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1240768714385726264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1240768714385726264&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1240768714385726264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1240768714385726264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/carlos-soares-clevane-pessoa.html' title='&lt;strong&gt;CARLOS SOARES &amp; CLEVANE PESSOA&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4154048185761865090</id><published>2008-10-15T06:21:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T06:24:21.520-07:00</updated><title type='text'>MISTÉRIO DO TEMPO-de Andréia Donadon Leal</title><content type='html'>mistério do tempo &lt;br /&gt;mísero tempo &lt;br /&gt;mingua tempo &lt;br /&gt;no peso metálico &lt;br /&gt;do corpo que se esvai &lt;br /&gt;na efemer/idade da brisa &lt;br /&gt;que vai &lt;br /&gt;vai &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;v &lt;br /&gt;a &lt;br /&gt;i &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a &lt;br /&gt;i &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i &lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andréia Donadon Leal escritora mineira, carpinteira de texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4154048185761865090?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4154048185761865090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4154048185761865090&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4154048185761865090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4154048185761865090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/mistrio-do-tempo-de-andria-donadon-leal.html' title='&lt;strong&gt;MISTÉRIO DO TEMPO&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Andréia Donadon Leal&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-4328553115498040565</id><published>2008-10-14T10:11:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T10:18:32.525-07:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA DE MINHA PUTAS TRISTES</title><content type='html'>&lt;em&gt;Gabriel García Marquez&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me pergunto como pude sucumbir nesta vertigem perpétua que eu mesmo provocava e temia. Flutuava entre nuvens erráticas e falava sozinho diante do espelho com a vã ilusão de averiguar quem sou. Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um letreiro que consagrasse minha verdade: &lt;em&gt;Estou louco de amor."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-4328553115498040565?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/4328553115498040565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=4328553115498040565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4328553115498040565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/4328553115498040565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/memria-de-minha-putas-tristes.html' title='&lt;strong&gt;MEMÓRIA DE MINHA PUTAS TRISTES&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5587444767265731837</id><published>2008-10-13T11:12:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T11:16:46.152-07:00</updated><title type='text'>LEMBREI DE VOCÊ &amp; A CACHAÇA DO TEMPO- de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>LEMBREI DE VOCÊ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje lembrei de você, nesse domingo postado de mesmice.&lt;br /&gt;Seu olhar impregnado de incertezas reprova minha ânsia de amar-te.&lt;br /&gt;Hoje lembrei de você, só nós dois naquele banco de fumante.&lt;br /&gt;Desejo de corpo e produzir arte.&lt;br /&gt;Hoje quis seu beijo, te olhar em silêncio oculto só em respiração de amante.&lt;br /&gt;Hoje lembrei de você, seu umbigo e seus pêlos que nunca vi,&lt;br /&gt;Seu rosto inchado de sono, seu olhar de Padilha infante...&lt;br /&gt;Seu pulsar úmido, seu gemido que pensei ouvir.&lt;br /&gt;Hoje pensei em você e seu gozo enfurecido,&lt;br /&gt;Seu som arquejante e desfalecer o sentido...&lt;br /&gt;Por fim, solucei,&lt;br /&gt;E gotas vitaminadas deixaram o meu sonho... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A CACHAÇA DO TEMPO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cachaça que domina,&lt;br /&gt;O tempo que escraviza.&lt;br /&gt;O vício que difama. &lt;br /&gt;Entorpece.&lt;br /&gt;A linha tênue da mão.&lt;br /&gt;O gole que demorou no tempo.&lt;br /&gt;A tarde que adormece.&lt;br /&gt;A cabeça que roda.&lt;br /&gt;Por que não corres da raia e andas na linha,&lt;br /&gt;Em equilíbrio torto?&lt;br /&gt;Especula e gasta o tempo&lt;br /&gt;Ao vê-lo passar, &lt;br /&gt;Sem dor perfeita de destruição.&lt;br /&gt;O copo perplexo de boca larga&lt;br /&gt;Espera a outra boca ávida &lt;br /&gt;Cheia de angústia a beijá-lo.&lt;br /&gt;O beijo da vida e da iminente&lt;br /&gt;Morte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5587444767265731837?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5587444767265731837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5587444767265731837&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5587444767265731837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5587444767265731837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/lembrei-de-voc-cachaa-do-tempo-de.html' title='&lt;strong&gt;LEMBREI DE VOCÊ &amp; A CACHAÇA DO TEMPO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-8955964630597941544</id><published>2008-10-12T15:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T15:37:27.075-07:00</updated><title type='text'>A SAÍDA É PELA DIFERENÇA de Jackson Vasconcelos                                                    </title><content type='html'>Ontem, a parte que faltava na campanha do candidato Eduardo Paes se uniu a ele. Os jornais de hoje publicaram as fotos onde ele está acompanhado da Benedita da Silva e do cômico Wladimir Palmeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos não mostraram o governador Sérgio Cabral Filho, nem o deputado Jorge Picciani, porque eles lá não estavam em corpo, mas lá estavam, com certeza, em alma. Sérgio Cabral Filho, o povo já conhece pelos impropérios que pronuncia e pela vida rica que leva. O deputado Jorge Picciani é presidente da cadeira onde já sentou o Sérgio Cabral Filho. Uma cadeira que fala pelo histórico que construiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, houve a oportunidade singular de derrotá-los todos de uma vez com a vitória da Denise Frossard na disputa pelo governo do estado. No entanto, ela perdeu a eleição para o gingado político, sagacidade e astúcias de um moço de velhos costumes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenho desta campanha está bem próximo do desenho da campanha de 2006. Naquela estava o Sérgio Cabral Filho, que, com o apoio do casal Garotinho, liderou as pesquisas de intenção de votos do início ao fim do processo. Nesta de agora, no lugar dele, está, com os mesmos vícios e histórico de traições, o ex-deputado Eduardo Paes. Sérgio traiu Marcelo; Eduardo traiu Maia; Sérgio traiu Garotinho; Eduardo traiu todo o PSDB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, também esteve Cavaleiro da Triste Figura, Marcelo Crivella, agora ex-bispo, mas sempre o derrotado de última hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muda um pouco o desenho desta campanha eleitoral com relação à de 2006, é a presença do deputado Fernando Gabeira. Ele é um quadro de excelência ética, qualidade que o iguala a Denise Frossard, mas diferente dela no saber lidar com as manhas da política e da imprensa. Ele tem ginga, história e paciência para escapar e aturar personalidades como as de Sérgio Cabral Filho e de Eduardo Paes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela diferença, eu tenho esperança de que o eleitor, desta vez, não deixe passar a oportunidade, que pode ser a última, de derrotar, de uma só vez, um bando de gente, que tem estilo próprio no tratar da máquina pública com atitudes que infelicitam a população do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate de hoje entre os dois candidatos, Fernando Gabeira e Eduardo Paes, deixou mais forte a minha esperança, porque é nítida a diferença de propósitos entre os dois candidatos, como é clara a percepção de que, entre os dois, o Fernando Gabeira representa a oportunidade de se construir um futuro melhor para o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackson é estrategista político e cronista carioca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-8955964630597941544?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/8955964630597941544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=8955964630597941544&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8955964630597941544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/8955964630597941544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/sada-pela-diferena-de-jacson.html' title='&lt;strong&gt;A SAÍDA É PELA DIFERENÇA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;em&gt;de Jackson Vasconcelos                                                    &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-5366011968892406069</id><published>2008-10-10T02:51:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T02:53:51.515-07:00</updated><title type='text'>UM SONETO DE JOÃO JUSTINIANO E MINHA CRÔNICA DOMINGUEIRA-de Clevane Pessoa</title><content type='html'>Acordo,domingueira , lá fora a umidade da madrugada chuvosa.&lt;br /&gt;Cuido de mim , de tudo que é vivo aos meus cuidados:o cãozinho Lucky, as plantas, nos beirais, alimento para os pardais, as rolinhas.&lt;br /&gt;E, no meu "hospital de plantas"-uma bancada onde deixo vasos com verdinhas que precisam recuperar a cor, galhos a serem entalados entre paus de fósforos, de adubação, etc-coloco um pedacinho de bolo.As formiguinhas em breve, descobrem farelos de alguma coisa largada pelo quatro-patinhas...Assisto aos preparativos:procissão ou combate?Desfile militar ou caminhada de pigmeus?A revoada de um beija-flor faz-me erguer os olhos.Ele bebe néctar das corolas das flores rosa-pêssego dos dedinhos-de- diabo, muito crescidas, que catei nuns degraus, mirrados e sujos de poeira...Outro aparece e os escorraça.As lindas e pequenas aves são belicosas, defendem terrítório.&lt;br /&gt;Corto um galhinho de hortelã.Velho cheiro conhecido...Encano um galho quebrado pelo gatinho noturno que não conheço:dois paus-de-fósforo, durex.O sol aparece tímido.Venho escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro o PC. Recebo um soneto do João Justiniano.Aliás, eu só soube que era soneto, quando o colei aqui, pois no corpo do e-mail, desconfigurado, conforme muitas vezes ocorre,ele veio  longíineo,qual um adolescente quase palavra abaixo de palavra.&lt;br /&gt;Li e achei muito interessante.Claro, tudo que fala de asas (os leitores sabem que asas, água e lua são recorrentes em meus poemas- desde que eu era menina-  merece minha  atenção.Mas há algo mais:há tempos, por ser psicóloga e também intuir, quais todas as mulheres, as histórias que se somam e subtraem na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos amores e até paixões surgem.A amizade e a solidariedade florescem.Entre pessoas a quem já jamais se viu, sentiu o cheiro, beijou a mão, a boca, ou segurou nos braços.Muitos fazem amor apenas com a força cabalística da palavra.Com o imaginário alado e criativo.Muitos até se dizem Poetas, embora não o sejam , muitas vezes lançando borrifos sobre uma boa prosa, porque passam a escrever versos.Montadores de vocábulos, rimas,formas.De vez em quando, produzem algo de maior valia.E, no meio da cascata dos Poetas verdadeiros, quem não aprenderia?Mas por que querem falar em versos?Ora, porque a Poesia é a língua dos apaixonados, que sempre buscam inovar-se, recriar-se e recriar o outro.É a língua dos anjos.A dos espiritualistas, dos crentes,dos místicos, dos mágicos e das feiticeiras.O próprio conceito de Deus exige um esforço poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o interessante na Internet, é sua mágica, ou mesmo sua magia:quem explica de onde vem esse poder que se passa a ter? Idade torna-se  dado secundário, às vezes, até omitido.( O poeta João Justiniano, abaixo, quando fala de forma universal, generalizada e indireta sobre a relações do sêr- dele próprio também -com o espaço de ser, escreve:"o tempo não me importa, nem a idade".E esse é o grande atrativo do espaço cibernético.Nele, as pessoas são.Gênero,raça, idade, tornam-se fatores secundários num relacionamento).&lt;br /&gt;Profissionais estressados podem se dizer surfistas.Trilheiros podem se informar doutores.Talvez formados pela Vida-Universidade completa.Impotentes podem viver sua maior potência, que é a mental e fazer amor conforme fazem os que sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imaginário é tão amplo, que é mesmo imensurável:sem limites, sem limitações.&lt;br /&gt;É evidente, se tantos precisam de máscaras e muitas personas, muitas vezes dividido porque deseja multiplicar-se,há os que são, embora impalpáveis no sentido físico, verdadeiros, elas mesmas :pessoas que, muitas vezes, experenciam , pela primeira vez, o direito de expressão.Donas de casa ousam .Velhos provedores de casamentos falidos, abrem outras comportas e passam a suprir-se .E a suprir quem está do lado de lá.E a pessoa que excita,esquece que ...o fruto da excitação será ,provavelmente, usado para a pessoa que dorme ao lado de quem se excitou.Mas sonhar é preciso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma onda de adultério não caracterizado legalmente, que pode beijar as areias de praias na amorosidade incondicional, mas também podem provocar Tsunamis -e trazê-las qual uma catástrofe.Uma paciente minha queixou-se:"Encontrei o fulano escrevendo um e-mail picante e com uma bruta ereção.Depois, decerto, ia se masturbar.E comigo, sua esposa, do lado".Chorava a ponto de sufocar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela telinha, há, na maioria das vezes, a certeza de que pecado não existe.E soltam asas.Alados, voam um até ao outro.E dentro desse enfoque de solidão, já há a traição internética;"Ela ,ele,se correspondia, com o mesmo nick (ou com nicks vários!), com muita gente e eu já estava apaixonado (a) ".Parece gravíssimo, ao traído.Qual uma lésbica cuja companheira engravida de um homem, evidentemente  sente-se .Ou seja, a lógica da filosofia de vida dos internautas, é: "lá fora, na vida real, somos assim e assado.Aqui,na virtual, somos um para o outro".Há os que se entregam , qual a uma proficssão de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as pessoas se sentem um pouco donas de seus companheiros.Donde a liberdade a dois é uma necessidade, mas quase um mito.Postegar-se ao outro o ser feliz.Somente a pessoa a quem amo, pode conceder-me a felicidade.e isso, é um engano, um erro cultural antiquíssimo, para quase todos os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma nova moral, inegável, após o advento da Internet.Se antes as fantasias eram extrapoladas ao traveseiro, no banheiro,inconfessáveis, agora, em frente à telinha," tudo pode".A fantasia atingiu o terreno do possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, notem bem , não falo aqui de atos pornográficos, pedofilia, nada hediondo.Apenas de almas normais e sequiosas de atenção.Apenas o erotismo se desenroscando do ser, onde fôra subjugado por convenções:a serpente Kundalini, dormitava na base da espinha e, em frente ao computador, desenrola-se, sobe pela coluna vertebral do Internauta e até dança ao som da amorosidade que cria músicas hipnóticas vivas e/ou própias.Não a serpente bíblica, que induz ao pecado.Não há pecado abaixo do Equador? Não há pecados na Internet! Pelo menos, não oficialmente.Então, a maioria, transige.O que? Depende do que quer ou pensa ou faz.Ou escreve, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma de minhas pacientes me dizia que tomava banho, se vestia e penteava - quiçá, perfumava-se - para falar com o namorado.Pela Internet, entre bytes...O encontro marcado certo.E enquanto o marido bruto dormia.E isso, sem contar que , do outro lado, o "amante" -aquele -que -ama  talvez estivesse de cuecas, embriagado, ou precisando de banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, a energia flui de tal forma que muitos atravessam oceanos para conhecerem as musas inspiradoras, as mulheres românticas e sensuais com quem se correspondem.Os  homens viris e sedutores.Às vezes, há decepções.Uma de minhas alunas da Oficina de Contos, no CCSB (*),contava-me que um rapaz de família simples, recebeu da correspondente, as passagens, e atravessou o país para conhecê-la.Ela usara recursos de fotoshop e &lt;br /&gt;pareceu-lhe muito mais velha que ele.Se nos e-mails, MSN, ou antes, o ICQ, o rosto é um , ao vivo, poderá ser outro.Restou-lhe apenas a voz dela, a amargura de ter sido ludibriado, despistada com muitos passeios e carinhos.Voltou deprimido,amargurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há os que se apresentam quais realmente são.E se apaixonam , se entregam , se buscam.E se casam.Conheço pelo menos três casais muito bem casados, a partir da realidade que buscavam e encontraram.Fugir da mononia.Não obedecer a regras .Libertar-se.Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a uns tempos, a Lei fará Leis referentes a "trair sem sair de casa', "trair por e-mail", falsidade ideológica essencialmente virtual, etc.Pois assuntos de tais golpes dados em mulheres frágeis, já acontecem fora da telinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A a "dura Lex, sed Lex" (**),basear-se-á nas mesmas normas, mas com setas específicas para internautas.E  quando se tratar desse tipo de violência  contra a mulher, ela será específica :enganada virtualmente.Chantegeada pelo internauta de nick tal...E por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois desse parênteses, retorno ao soneto de João Justiniano.&lt;br /&gt;Que trata da sensação de paz e liberdade que se experencia em frente ao computador.Da liberdade plena ("aqui,eu sonho e gozo", atesta-se o sonetista).De reviver os tempos da juventude ("o ardor da novidade', "em pleno reverdor").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse redescobrir-se, ele, que no primeiro verso do primeiro quarteto, afirma que o paraíso está dentro de sua própria casa, depois reconhece mais,esse poeta alado :"Sou eu o paraíso".&lt;br /&gt;Adorei, pois ritmo e precisão, João Justiniano nos mostra que a forma mais bela e simples de encontrar a felicidade, é encontrar-se.O paraíso existe e está dentro de nós mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;em&gt;Clevane Pessoa de Araújo Lopes&lt;br /&gt;     Poeta Honoris Causa,pelo Clube Brasileiro de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;      Diretora Regional do Instituto de Culturas Americanas.&lt;br /&gt;       Embaixadora Universal da Paz. O soneto do jovem poeta sem idade ;PARAÍSO&lt;br /&gt;18-01.08&lt;/em&gt;João Justiniano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.joaojustiniano.net/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paraíso está em minha casa,&lt;br /&gt;aqui à frente - no computador.&lt;br /&gt;Aqui eu sonho e gozo, vivo o amor&lt;br /&gt;e a iluminação que o sonho abrasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, senhora, vem e não se atrasa,&lt;br /&gt;a íntima paz de quem revive o ardor&lt;br /&gt;da mocidade e em pleno reverdor,&lt;br /&gt;e ainda quer voar, que o vôo o apaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu o paraíso. Em febre estala,&lt;br /&gt;arde-me o coração e o sonho embala&lt;br /&gt;como ao filho, no colo, em feriado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não me importa, nem a idade.&lt;br /&gt;A vida é simples na felicidade&lt;br /&gt;de ser eu mesmo e ser poeta alado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-5366011968892406069?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/5366011968892406069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=5366011968892406069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5366011968892406069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/5366011968892406069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/um-soneto-de-joo-justiniano-e-minha.html' title='&lt;strong&gt;UM SONETO DE JOÃO JUSTINIANO E MINHA CRÔNICA DOMINGUEIRA&lt;/strong&gt;-&lt;em&gt;de Clevane Pessoa&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-1360136009005035652</id><published>2008-10-06T13:03:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T13:53:00.103-07:00</updated><title type='text'>MELHORIAS SOCIAIS - de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SOp0TrHUKbI/AAAAAAAAAII/A1rst1De1Yg/s1600-h/100_0453.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SOp0TrHUKbI/AAAAAAAAAII/A1rst1De1Yg/s320/100_0453.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254139796620847538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto discute-se "melhorias" sociais,&lt;br /&gt;Teorias opcionais,&lt;br /&gt;Nas zonais eleitorais,&lt;br /&gt;Eles morrem à beira do cais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto tirada por mim em 05/10/08, dia da eleição para prefeito e vereador em primeiro turno, no Rio Vermelho às 11:30 da manhã, Salvador-Bahia.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-1360136009005035652?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/1360136009005035652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=1360136009005035652&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1360136009005035652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/1360136009005035652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/melhorias-sociais-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;MELHORIAS SOCIAIS&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7X4H6DMcUL0/SOp0TrHUKbI/AAAAAAAAAII/A1rst1De1Yg/s72-c/100_0453.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-7057986985855534634</id><published>2008-10-06T11:21:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T11:37:57.525-07:00</updated><title type='text'>ÚTERO DO COSMO- de Edinara Leão</title><content type='html'>A mulher compõe a alma do universo, é o útero do cosmo, elemento abrigador de novas esperanças. Desde os tempos arquetípicos, o papel da mulher: esposa, sacerdotiza e mãe, sempre esteve bem definido. Criatura-criadora, garante com seu corpo a continuidade da vida. É sua fecundidade que funda as civilizações. Mulher não concebe quando afugentada, recolhe-se a Mãe-Natura e a concepção não se faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                              É a mulher que ampara o homem quando os barcos sucumbem, da mulher partem as palavras de alento no desespero. A Antigüidade nos brinda um exemplo, em uma guerra, a rei inimigo concedeu um desejo às mulheres: o de trazerem nos braços toda riqueza que seus braços pudessem tirar. E assistiu estupefato, saírem do castelo carregando nos braços seus maridos... A mulher exerce seu domínio, algumas pela força do verbo, outras ocultas em seus próprios véus – estas, as mais perigosas, tecem tessituras de malha fina, é um poder que o homem não vê, alguns sequer suspeitam que estão sendo enredados. Pela sabedoria de uma mulher, por sai astúcia velada, mistérios e segredos ou pela honra defraudada, muitos impérios afundaram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            É ela a Anita “&lt;em&gt;com um filho no braço no outro o fuzil&lt;/em&gt;”, é ela a Maria, guerreira de todo dia, que cuida a panela, limpa a roupa e o chão, que vai à rua “&lt;em&gt;carregar bandeira&lt;/em&gt;”, que administra e gerencia a casa, a empresa, a vida. Danem-se as musas, que emprestaram a beleza de suas faces à poesia, é a vez da guerreira-mulher, que luta por dias melhores, se não para seus filhos, para os filhos de seus filhos, como &lt;em&gt;las Madres de la Plaza de Mayo&lt;/em&gt;, como as mulheres cujo luta teve a conseqüência insana de serem queimados seus corpos crus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       Ainda hoje, século XXI, não totalmente livre. Há muitos grilhões sufocando o ser mulher. Escrava da sobrecarga da dupla jornada, dentro e fora do lar, o companheiro chega do trabalho e descansa; a mulher chega e vai preparar o alimento, pendurar a roupa no varal... A mulher nunca pára, e cansada pensa em dormir, mas esquece que o homem a quer fêmea. E a sociedade cobra, se os filhos tornam-se grandes, são os filhos do Sr. Dr. Fulano de Tal, se frustram as expectativas, foi a mãe que não soube criar – amor demais, amor de menos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     E a mulher ainda ousa fazer poesia – que petulância! Em suas pétalas, flor-mulher, está contido o segredo dos tempos, o sacrário da vida, a divinal androginia, a ousadia de amar além do tempo. Felizes as mulheres que navegam rotas de palavras por entre bravios mares, que burlam a escritura masculina, e vão, salpicando versos pelo caminho, transpondo em letras a lama inquieta. Nas palavras, a alquimia se faz, resvalam gotas de encantamento e sedução, como diria Drummond E a mulher que cuida de tudo. Ou nas inusitadas palavras de Adélia:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           Mulher é desdobrável. Eu sou.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EDINARA LEÃO é escritora gaúcha&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-7057986985855534634?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/7057986985855534634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=7057986985855534634&amp;isPopup=true' title='72 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7057986985855534634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7057986985855534634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/tero-do-cosmo-de-edinara-leo.html' title='&lt;strong&gt;ÚTERO DO COSMO&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Edinara Leão&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>72</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2913649956454516324</id><published>2008-10-03T03:18:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T03:19:55.105-07:00</updated><title type='text'>NAMORADOS PERDIDOS- de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>Pressa em baixo ventre,&lt;br /&gt;Fumegam e arfam,&lt;br /&gt;Os lábios entre as pernas.&lt;br /&gt;Um coito infante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que julgues&lt;br /&gt;O desmantelado amor e capricho seguinte.&lt;br /&gt;Nada sem razão pertinaz.&lt;br /&gt;Cinzenta paixão pedinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaah, esse amor de imagem!&lt;br /&gt;Singelo e doce como pudim.&lt;br /&gt;Profunda alcova e vertigem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letras implacáveis de amor.&lt;br /&gt;Em encruzilhadas de silêncio,&lt;br /&gt;Remanso na sombra da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Vilarinho 16/06/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2913649956454516324?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2913649956454516324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2913649956454516324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2913649956454516324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2913649956454516324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/namorados-perdidos-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;NAMORADOS PERDIDOS&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-7874211090337504022</id><published>2008-10-01T12:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-01T12:20:07.347-07:00</updated><title type='text'>SORRELFA - de Carlos Vilarinho</title><content type='html'>É um bom nome para essa crônica. Define e homenageia, ao mesmo tempo, o cerne do texto. Educação. Arauto do candidato Cristovam Buarque, aliás, com um pouco de tempero carismático e aguerrimento político, valeria a pena dar-lhe uma chance. O candidato de uma nota só, como dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos tem virado palavra chave na boca dos políticos. Sobretudo na hora de apresentar plataformas na televisão. Seria trágico se não fosse cômico. Cabe também mudar a ordem dos predicativos na frase anterior. Tanto faz. Cômico é assistir a cara deslavada do candidato se contorcendo no pseudologismo, clamando, implorando, convocando, numa expressão dolorida, a participação da sociedade para salvar a educação no Brasil. Não sei até onde a sociedade participou na condução ao caos educativo. Antes era um sistema rígido e autoritário. Agora é uma atmosfera individual e libertadora, democrática. Há uma confusão proposital no meio disso tudo. Nunca saberemos, cidadãos como eu, comum, quando quem estiver no poder, quer ou não instruir a sua população. Se queres, por que não incita, estimula o profissional que cabe essa função? Paga-lhe bem, facilita-lhe livros, promove-lhe pesquisas. A confusão proposital começa a ganhar forças nesse sentido. Pois se vê escolas paramentadas, cheias de livros, computadores, material didático novo e moderno. Contudo esses paramentos ficam guardados e trancados nos armários velhos e obsoletos das instituições. Instituições públicas. Em contrapartida não se sabe até que ponto pode-se dizer do ensino (ou comércio) da rede particular de ensino. De forma diferente, mas com o mesmo teor, o docente é tratado nessas instituições. Além de não receber bem o suficiente, ele é tratado sob pressão. Há casos de chantagem e coação, conseqüentemente de constrangimento do profissional. Lembrando a alusão de tragédia e comédia feita no início do parágrafo. Essa é a parte trágica. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ao professor, protagonista shakespeariano. Cômico, trágico e dramático. Talvez sonhando numa noite de verão. Deveria formar-se por si mesmo e contagiar os colegas de uma formação madura, perene para uma atitude interrogativa e investigativa (eu hein!). Não somente em sala com seus alunos, o que é importantíssimo e um dos objetivos fundamentais para difundir e partilhar o saber. Mas nos corredores e, sobretudo nos escritórios. Longe da sorrelfa assolada no país a fora, é também importante a mentalidade e sabedoria dos professores em aprender com seu aluno. Os fatos são os fatos. Uma hora ele aprenderá, mas o processo de aprendizagem, de interagem é fundamental. Como Merlin no poema de Tennyson &lt;strong&gt;“IDÍLIO DE UM REI&lt;/strong&gt;” o mestre mostra e modifica os signos e o lema do aluno. Um jardineiro regando uma planta. Em vez da glorificação da fama, está em voga o uso que se faz do aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com tudo isso, o mestre merece sentir-se abraçado, homenageado. Portanto, parabéns aos professores. Heróis, construtores do pensamento e da sabedoria... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carlos Vilarinho  08/10/2006&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-7874211090337504022?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/7874211090337504022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=7874211090337504022&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7874211090337504022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/7874211090337504022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/10/sorrelfa-de-carlos-vilarinho.html' title='&lt;strong&gt;SORRELFA&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Carlos Vilarinho&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8022262043440717928.post-2503411693731718884</id><published>2008-09-27T11:31:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T11:33:47.827-07:00</updated><title type='text'>ALERTA - de Flamarion Silva</title><content type='html'>Meus olhos contemplam o mundo&lt;br /&gt;E vêem tudo num minuto,&lt;br /&gt;Só não vejo este décimo passar,&lt;br /&gt;Mas respiro ainda um segundo.&lt;br /&gt;Cada vez que ele passa,&lt;br /&gt;Já morri um pedaço,&lt;br /&gt;Já ingeri um nada de nada&lt;br /&gt;E já senti um tudo de tudo.&lt;br /&gt;Apenas não percebo ao que chego nesse espaço,&lt;br /&gt;Que de repente é vital,&lt;br /&gt;Preciso e curto.&lt;br /&gt;Quem sabe amanhã está longe,&lt;br /&gt;E esta poesia seja apenas um alerta,&lt;br /&gt;Ou quem sabe preveja luto&lt;br /&gt;A quem lê o que escreve o poeta.&lt;br /&gt;Mas, não se assuste, amanhã já passou, foi ontem.&lt;br /&gt;E você nada fez, apenas dormiu, acordou,&lt;br /&gt;Passou pelo o que não viu, não sentiu,&lt;br /&gt;Apenas passou.&lt;br /&gt;Qual o teu nome?&lt;br /&gt;Sua carne já está apodrecendo&lt;br /&gt;E o seu passado nem existe,&lt;br /&gt;Não está nos livros,&lt;br /&gt;Não está na memória,&lt;br /&gt;Nem no arquivo morto – dos vivos.&lt;br /&gt;Seus netos vão procurar encontrar o que nunca esteve,&lt;br /&gt;O que nunca se soube, o que se perdeu.&lt;br /&gt;Você já ouviu falar em Shakespeare? Napoleão?&lt;br /&gt;Eles existem ontem e persistem hoje,&lt;br /&gt;Como fantasmas nos livros, na Pátria.&lt;br /&gt;Então se apresse, agarre este segundo.&lt;br /&gt;Cuidado! Ele pode ser a morte; pronto, já passou.&lt;br /&gt;E você nada fez, nada criou,&lt;br /&gt;Apenas dormiu, não sentiu,&lt;br /&gt;Apenas passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Flamarion Silva é escritor baiano, contemporâneo de Carlos Vilarinho, Renata Belmonte, Tatiane Gonçalves, Nélio Rosa, Heitor Brasileiro Filho, Andréia Donadon, Clevane Pessoa, Edinara Leão... &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8022262043440717928-2503411693731718884?l=carlosvilarinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/feeds/2503411693731718884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8022262043440717928&amp;postID=2503411693731718884&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2503411693731718884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8022262043440717928/posts/default/2503411693731718884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carlosvilarinho.blogspot.com/2008/09/alerta-de-flamarion-silva.html' title='&lt;strong&gt;ALERTA&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;de Flamarion Silva&lt;/em&gt;'/><author><name>Carlos Vilarinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06610663140193223422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_7X4H6DMcUL0/SJeBMojk0eI/AAAAAAAAAGQ/VXN_l8grAWQ/S220/010_10.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
